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Cakes da Killa: “Eu acho que quero ser lembrado como alguém que se estava nas tintas“

[ENTREVISTA] Amorim Abiassi Ferreira [FOTO] Direitos Reservados

 

Cakes da Killa é Rashard Bradshaw. Um rapper conhecido pela sua homossexualidade assumida, um característica que, no mundo do hip hop, carrega uma conotação muito forte e negativa sem sequer se chegar ao conteúdo. Se formos ouvir o conteúdo, iremos ouvir um MC com um flow rápido e preciso, e letras que acompanham toda a qualidade das produções dos seus projectos. Cakes quer ser reconhecido por ser óptimo no que faz e o seu empenho nisso é cada vez mais inegável.

Ele prepara-se para actuar hoje no Musicbox com J-K e WildKatz. Já não é a primeira vez dele nesta sala – podem ver a entrevista de Bruno Martis em Junho de 2015 para o ReB -, mas desta vez traz consigo o seu disco de estreia: Hedonism. O Rimas e Batidas falou ao telefone com o rapper de New Jersey para descobrir mais sobre o novo projecto:

 


Hedonism é o teu primeiro LP: o que querias que se destacasse neste projecto?

Eu queria demonstrar a minha versatilidade e o meu lirismo. Também queria agradar aos fãs, portanto queria lançar algo realmente forte.

Como encontraste o equilíbrio de músicas rap e para club neste álbum?

Não é algo que eu procure, é apenas algo que acontece. Tenho um flow que se situa no rap e, sonicamente, sinto-me atraído por beats que são mais virados para a pista de dança.

 



Porquê escolheste o nome Hedonism para o projecto?

Estava a sair de uma relação e a voltar a apaixonar-me por mim.

Como mudaste desde que a tua carreira musical arrancou?

Eu, definitivamente, cresci. Comecei a fazer música há 4 ou 5 anos. Desde então, acho que amadureci imenso nas minhas letras e conteúdos.

O mundo parece estar a sofrer um contrabalanço ao progresso dos direitos de minorias. Como reages face a isso?

Acho que estou a tornar-me mais inteligente, acho que estou a ser mais esperto, e que estou a tomar atitudes mais conscientes.

Quando terminares, como gostarias de ser lembrado?

Eu acho que quero ser lembrado como alguém que se estava nas tintas.

O que gostarias que os teus fãs portugueses sentissem no teu próximo concerto?

Eu sei que vocês ouvem muito hip hop da velha guarda. Espero que gostem da minha técnica e que desbundem no concerto!

 


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