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Texto: ReB Team
Fotografia: Direitos Reservados

A lista do ano de Makalister

Texto: ReB Team
Fotografia: Direitos Reservados

Três mixtapes depois, 2018 trouxe-nos de Makalister Mal dos Trópikos (o seu primeiro álbum de estúdio e definitivamente um dos melhores do ano), várias faixas inéditas e mais de 10 participações, incluindo “Se Pá Tá Tudo Ok“, faixa que sai directamente da mixtape Comunista Rico do pernambucano Diomedes Chinaski. Falta do que ouvir de Makalister não é tanto uma desculpa para não ter os astronómicos números de alguns dos seus pares quanto a complexidade e profundidade das suas linhas ou o experimentalismo das produções.

Aquariano, ascendente em Câncer, nas artérias açorianas o sangue range pelos flancos florianópolitanos“. O sotaque chega-nos um pouco mais familiar e o reduto de emigração das ilhas portuguesas que é a região de Florianópolis ajuda a explicá-lo. A inovação, essa, explica-se nos livros e nos filmes que são referências constantes nas composições de um Jovem do futuro.

Deixou-nos as suas escolhas do melhor que se fez em 2018.


[MELHOR ARTISTA NACIONAL (BR)] Beli Remour

“Por tudo o que produziu esse ano, pela forma como trabalha os samples e as melodias que toca em cima, as camadas de voz que coloca em cima de seus beats, suas letras, seus clipes (tanto na direção, edição, cor e atuação) para além de ser o ‘Urso’ da dupla Kodak Ninja e Urso em Mandarim.”


[MELHOR ARTISTA INTERNACIONAL] Lil Durk, Westside Gunn, Conway The Machine e Bub Rock

“Não consegui escolher apenas um. Lil Durk já fazia estralo há muito tempo e esse ano chegou ainda mais sujo. Seus versos, sua levada, os beats que escolhe pra surfar em cima… Um baita! Westside Gunn e Conway The Machine são uma outra face do hip hop que, ao lado de Lil Durk, foram os melhores para mim. Gunn e La Maquina lançaram vários álbuns, todos pesadíssimos! Escuto quase todos os dias quando acordo, cedo. Suas letras reservam altos espaços em minha mente e as batidas são pesadíssimas! Amo de verdade o som desses caras, faz tempo. Um salve para o meu brother Eldgyn! E Bub Rock é underzera, timbre foda, levada que é minha cara!”


[MELHOR PRODUTOR NACIONAL (BR)] Beli Remour

“É só ouvir tudo o que ele faz que há de entender o porquê!”


[MELHOR PRODUTOR INTERNACIONAL] Blood Orange

“Fiquei maravilhado quando conheci as músicas desse cara! Os instrumentais são lindos. Não só pelos lançamentos de 2018 mas todos os outros dos anos passados que fui conhecer só este ano.”


[MELHOR FAIXA NACIONAL (BR)] “Inevitável” de Makalister com Beli Remour

“Música de autoria minha e de Beli. Lançamos nesse mês de Dezembro com o videoclipe filmado no iPhone SE do Efieli e mixado/masterizado por ele (abração, Efi!). Sem muitas propagandas, essa música é muito bonita.”


[MELHOR FAIXA INTERNACIONAL] “India Pt. II” de Lil Durk

“Instrumental muito bonito. Gosto muito dos versos e melodias que ele aplica nessa faixa. E todas do Westside Gunn e Conway The Machine: sem palavras!”


[MELHOR DISCO NACIONAL (BR)] O Minimalismo É Rosa de Beli Remour

“Super bruto! Hip hop cristalino!”


[MELHOR DISCO INTERNACIONAL] Signed To The Streets 3 de Lil Durk

Signed To The Streets 3, de Lil Durk, e todos os discos/EPs que saíram do Westside Gunn e Conway. Sem palavras, também. A junção de batida e rima que esses caras fazem me agrada muito! O Supreme Blientele do Westside é muito pesado… Produções de Pete Rock, Alchemist, Harry Fraud, Statik Selekta, 9th Wonder, Sadhu Gold, participações de Benny, Jadakiss, Busta, Elzhi, Roc Marciano, Anderson .Paak e Keisha Plum, que sempre aparece (acho que ela é irmã do Westside), tudo isso faz esse álbum gigante! Mas curto ainda mais os outros álbuns que saíram mais simples como o Riots On Fashion Avenue e Hitler Wears Herme 6. Pelo Conway tem o Blakk Tape que é muito calmo, foda demais!”

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