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Yvng $tvd sobre “WHATDUDE?”: “Queria algo que proporcionasse um bom headbang

[TEXTO] Gonçalo Oliveira [FOTO] Direitos Reservados

“WHATDUDE?” é o primeiro avanço de Aversão, o novo EP de Yvng $tvd que marca uma mudança de direcção na sua sonoridade. No single, a saturação e a distorção dos elementos criam a sensação de “uma cena suja” que, segundo o próprio, teria o propósito de levar a “um bom headbang“.

Tudo faz parte de uma nova fase: actualmente, as gravações acontecem no Noiz Estúdio, a “casa” de Tayob J. e do seu colectivo Noss-One. A aposta no DJ e produtor visa aprimorar os traços técnicos da sua obra. Tayob fica encarregue de toda a gravação, mistura e masterização do novo EP do rapper de Alverca, que deixa em aberto a possibilidade de uma colaboração entre ambos durante o processo de criação.

O Rimas e Batidas esteve à conversa com o rapper e produtor para levantar o véu sobre Aversão:

 


https://youtu.be/fgbH064sbIU


Sem perder o teu cunho habitual, abordaste uma sonoridade mais crocante, com recurso à distorção. O que tinhas em mente quando deste vida a este “WHATDUDE?”?

A nível da sonoridade, era mesmo isso que queria para este tema, uma cena suja, algo que proporcionasse um bom headbang. Fui arranjar um 808 que rasgasse o mambo e o Tayob fez a magia dele para o 808 não rebentar com os tímpanos às pessoas sem deixar de fazer tremer o chão.

É algo que vais procurar explorar mais no teu próximo EP?

Quero, sem dúvida, explorar uma linha mais próxima disto que fiz neste single, mas posso dizer que, dentro disso, vou ter variedade.

Mudaste alguma coisa no teu mindset para arrancar com este novo projecto? De que forma o trabalho com o Tayob está a influenciar o novo EP?

O mindset é semelhante ao que tem sido, se calhar com um refresh na sonoridade, e os temas vão ser aquilo que me caracteriza até aqui, talvez com uma abordagem mais agressiva aqui e ali. É claro que o Tayob está a fazer diferença neste trabalho. O processo de masterização é uma verdadeira arte (que eu não domino) e ele consegue fazer aquilo que eu visiono, com o toque pessoal dele. A cena funciona bem. Ele é bom!

Também há algum input criativo da parte dele?

Ele acaba por ter alguma ligação criativa ao masterizar. Eu só dou umas linhas gerais do que quero e deixo-o trabalhar à vontade. Mas é possível que este projecto venha a ter ainda mais mão criativa do Tayob. Isto é tudo um processo de “um dia de cada vez” e tudo pode acontecer.

Porque o título Aversão?

Tive um workshop sobre lidar com emoções no meu bules [risos]. E falámos muito sobre aversão e fiquei logo triggered. Percebi a quantidade de cenas das quais quero fugir, das quais não quero estar perto e das que quero estar. E a partir daí surgiu a base para este conceito.

Desse EP o que é que podes adiantar mais? Já tens mais ou menos uma data definida na tua cabeça?

Posso adiantar que vou ter um ou dois vídeos de certeza. Vou trabalhar com outros producers e, quanto à data, não quero apressar muito as coisas, mas antes do Verão isto está cá fora, de certeza.

 


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