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Texto: ReB Team
Fotografia: Direitos Reservados
Publicado a: 19/02/2026

O sétimo álbum da cantora chega dentro de breve.

Yaya Bey está “Blue” no caminho até Fidelity

Texto: ReB Team
Fotografia: Direitos Reservados
Publicado a: 19/02/2026

Menos de um ano depois do seu último registo discográfico, Yaya Bey já aponta ao próximo: Fidelity vai ser lançado pela drink sum wtr no dia 17 de Abril e já tem um single cá fora, “Blue”.

O sucessor de do it afraid (2025) representa uma nova etapa na carreira da cantautora do bairro de Queens, Nova Iorque. Se o disco anterior a encontrava a tentar ultrapassar o tema do luto, Fidelity nasce precisamente do momento em que esse processo transbordou, após um período em que Yaya se confrontou com a morte do pai, o MC Grand Daddy I.U., com as “guerras da diáspora” travadas online ou com o desaparecimento da comunidade negra onde cresceu devido à gentrificação.

O novo trabalho foi concebido na sequência de um momento de ruptura vivido pela artista. Na semana de lançamento de do it afraid, apesar da boa recepção da obra, Yaya Bey viu-se num quarto de hotel em Miami a chorar descontroladamente, confrontada pelo facto do seu luto estar a tornar-se num “espectáculo”. É desta constatação que nasce Fidelity, um LP que examina aquilo que a cantora denomina como as “Três Mortes”: a morte pessoal, a morte comunitária e a perda da inocência.

Ao longo de 16 faixas, Yaya entrelaça pontos-de-vista sociais com o experiências pessoais, questionando, por exemplo, porque é que os artistas negros se tornam “mais interessantes como fantasmas” e criticando o “capitalismo negro” que substituiu a solidariedade comunitária pelo individualismo. No centro de tudo estará o conceito de fidelidade que dá título ao álbum, identificado pela autor como a maior habilidade do povo negro: a capacidade de cair e levantar-se, mantendo-se “religiosamente alegre” mesmo com o mundo em colapso.

O primeiro single, “Blue”, funciona como a porta de entrada para este universo. Yaya revela que a canção foi a primeira a ser escrita para aquele que será o seu sétimo álbum e surgiu num momento em que se sentia no fundo do poço, ao perceber que precisava de fazer uma mudança mental e emocional para não se deixar afogar. “A produção lembra muito a pop e R&B do início dos anos 2000, como algo que a Kelly Rowland de cabelo ruivo cantaria num dos seus projetos a solo. A nostalgia atraiu-me. É como se estivesse a orientar a minha eu mais jovem através de alguma coisa. E acho que é exatamente isso que estou a fazer”, confessa a artista através do comunicado presente no seu Bandcamp.


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