Os Glockenwise regressaram hoje aos lançamentos com um novo single, “Vai dar”, o primeiro avanço daquele que será o seu próximo álbum de originais. O título da obra que se segue na discografia da banda de Barcelos ainda não foi revelado — a sigla VTPCAAL partilhada nas redes sociais poderá ser uma pista nesse sentido —, já a data de edição foi apontada para o último quadrimestre deste ano.
Após um interregno de três anos desde o aclamado Gótico Português (2023), o quarteto voltou a colaborar com Ana Resende Studio na componente gráfica, manteve a produção e a mistura nas suas próprias mãos e contou com a masterização do premiado Jaime Gomez Arellano, técnico de som colombiano que fundou os Orgone Studios em Londres e se encontra actualmente a trabalhar em Portugal. As principais novidades que se notam em “Vai dar” estão na incorporação de novos elementos no elenco que trazem outras texturas: Pedro Alves Sousa (saxofone), Carolina Rodrigues (violoncelo) e Sérgio de Bastos (piano) surgem na ficha técnica da faixa que deixa antever a nova vida do grupo.
Numa balada que termina em catarse, a voz de Nuno Rodrigues discorre versos de introspecção e resiliência — “Juntava os meus cacos / (…) Cancelada a minha vida / Entrego-me à cantiga / E à macia convicção de que / Vai dar” —, mantendo a profundidade poética em português a que nos tem habituado desde os tempos de Plástico (2018). A canção serve também de continuação da marca Vida Vã, o selo independente que os Glockenwise (em que também militam Rafael Ferreira, Rui Fiusa e Cláudio Tavares) criaram em 2022.