“Um produtor que também toca jazz”: Moses Boyd anuncia novo álbum

[TEXTO] Pedro João Santos [FOTO] Liz Johnson Arthur

Um dos dínamos do novo jazz britânico, Moses Boyd vai lançar o seu álbum de estreia a solo a 14 de Fevereiro de 2020. Dark Matter tem o selo da Exodus Records, editora fundada pelo baterista, compositor e produtor do sul de Londres.

Dark Matter é descrito como uma combinação de grime, afrobeats e o underground electrónico de Londres. “Ainda adoro jazz, mas isto é algo diferente”, comenta Boyd em comunicado sobre o trabalho que sucede a Displaced Diaspora. Depois de um período intenso de colaborações com Sampha, Kelsey Lu ou Sons of Kemet — participou em Your Queen Is a Reptile, o melhor disco de 2018 para a revista The Wire —, o músico diz redefinir-se no novo longa-duração como um “produtor que também toca jazz”.



Em 2017, graças à visibilidade que atingiu com o single “Rye Lane Shuffle”, o fundador da banda Exodus começou a trabalhar com Four Tet e Floating Points. “Depois destas colaborações, acabei por ser apresentado ao universo da música electrónica, o que me abriu portas para pessoas diferentes, com ideias próprias e colecções de música únicas que acabaram por informar as minhas produções”, contou ao Rimas e Batidas em Março de 2017.

Boyd juntou-se ao saxofonista Binker Golding para gravar Journey To The Mountain Forever. O disco de 2017 foi avaliado pelo The Guardian como jazz de “imediatez incandescente”. Desde então, tem-se firmado como compositor no mundo da moda, primeiro a convite da Louis Vuitton Foundation e do Museum of Modern Art (MoMA); produziu o álbum Arise da cantautora Zara McFarlane e gravou uma canção com o sul-africano DJ Lag para a banda sonora de The Lion King (curada por Beyoncé) — apenas alguns dos destaques recentes da sua carreira.


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