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Throes + The Shine: “Tentámos arranjar artistas que tornassem o disco numa viagem”

[FOTO] Nash Does Work 

Dar uma nova vida às músicas é o ponto de partida para o novo álbum de remisturas dos Throes + The Shine. A banda convidou 11 produtores e bandas dos quatro cantos do mundo para colocarem a sua visão artística nos temas de Wanga, o seu terceiro disco de originais. DarkSunn, KKing Kong, Octa Push, Xinobi, WildKatz! ou DJ N.K são alguns dos artistas escolhidos para repensarem e transformarem as 11 canções do alinhamento.

Com o pensamento no quarto longa-duração – a “regra” tem sido lançar álbum de 2 em 2 anos – , os Throes + The Shine estiveram à conversa com o Rimas e Batidas e desvendaram o processo por detrás da criação deste Wanga Remixes:

 


[Lançar um álbum de remisturas]

“A ideia de fazer um álbum de remisturas surgiu ainda na génese do Wanga. Este nosso terceiro disco nasceu com o objectivo de se diferenciar dos anteriores e dentro dele próprio. E logo desde o início tivemos a ideia de fechar este ciclo com um disco que abraçasse esse espírito através de um leque de remisturas que também fosse descomprometido do nosso passado, e que fosse capaz de ver as nossas músicas através de um caleidoscópio que se calhar não imaginaríamos de outra forma.”

 

[Escolher os remisturadores]

“Nós procurámos escolher produtores um pouco de todo o mundo, mas sem esquecer a riqueza que temos dentro de portas. A divisão está mais ou menos nos 50/50 no que diz respeito a remisturas nacionais e internacionais, algo que só demonstra o quão rico é o nosso panorama criativo. Também tentámos arranjar artistas que fossem bastante diferentes uns dos outros, que tornassem o disco numa viagem e não apenas numa colecção de músicas feitas para o dancefloor. Há um percurso por géneros distintos e moods muito diferentes também. Deu-nos um gozo tremendo ver interpretações mais mellow das nossas músicas, como é o caso do remixes dos Octa Push e dos Sotomayor, por exemplo. No meio disto tudo, não conseguimos colocar todos os remixes que surgiram. Mas alguns irão sair em colectâneas, como é o caso do remix dos Rebel Up! da “Capuca”. São um colectivo sediado na Bélgica e que há pouco lançou uma compilação (no âmbito do festival Womex) em que essa remistura foi incluída, no meio de mais umas tantas músicas que valem a pena ouvir. Fica aqui o link para passarem os ouvidos.”

 

[Um álbum de 2 em 2 anos e 2018]

“A ida para estúdio está a ser pensada já para este Inverno, de forma a podermos continuar na estrada com muita regularidade já a partir da Primavera. Não conseguimos fazer paragens sabáticas dos palcos… É a nossa casa e onde nos sentimos mais felizes. E apesar de só estarmos a planear o nosso quarto disco mais para o final do ano (talvez em Setembro ou Outubro), certamente que já andaremos a tocar algumas coisas novas nos primeiros concertos de 2018. No entanto, já temos ideias muito concretas do que queremos para o novo disco. Haverá alguma continuidade de objectivos em relação ao Wanga – vamos continuar a procurar sonoridades que sejam frescas e desafiantes para nós e vamos procurar colaborar com artistas que nos tem vindo a surpreender e com os quais queremos aprender. Mais de metade do disco contará com convidados com origens um pouco por todo o mundo. Para além do novo alinhamento da banda, estas colaborações irão criar desafios e certamente que nos irão levar a caminhos que não imaginamos e que nos surpreenderão a nós e (esperemos) a quem nos segue.”

 


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