The Boom Bap EP de Drope Beats em estreia com carimbo ReB

 

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Assina Drope Beats, é natural de Viseu, tem a base de trabalho na Suíça e os olhos sintonizados com a “tradição” boom bap. É aliás a sublinhar a ligação a essa estética particular de bombos sincopados e tarolas cortantes que Pedro Pereira, de 33 anos, decide baptizar o EP que agora apresenta em exclusivo no Rimas e Batidas.

The Boom Bap EP mostra o seu calibre como beatmaker e procura as rimas de quem queira despejar palavras sobre ritmos carregados de pó de vinil. Mais luz sobre Drope Beats nas linhas que se seguem.


 

“O meu interesse pelo hip hop surgiu em 1994 através de uma K7 da banda sonora do filme New Jack City que incluía a faixa “New Jack Hustler” do Ice-T. A partir desse momento nunca mais consegui deixar de ouvir hip hop. Três anos mais tarde, comecei a dedicar algum tempo a escrever rimas em francês e a participar em alguns open mic; em 1999 parti para Portugal e escutei pela primeira vez um programa da Antena 3 chamado Repto. Era apresentado pelo José Mariño e havia a possibilidade de se enviar maquetes para divulgação durante no programa. Aí tive o impulso começar a escrever em português e de me envolver no hip hop tuga.

Uns anos mais tarde participei em mixtapes da DSL TEAM – Renascer das Cinzas e Escola de Viseu rimei em algumas músicas num concerto de Chullage em Viseu e também em espectáculos do Xeg, Regula e DJ Cruzfader em Nelas e ainda produzi durante dois anos um programa na rádio Mangualde 107.1 dedicado ao hip hop.

Curiosamente, grande parte das minhas referências provêm do hip hop português: Chullage, Valete, Sam The Kid, Bob Da Rage Sense, Nigga Poison, Galleno, Kapataz, Tilhon, Raffs, The Raw Sample Project, DJ Cruzfader, DJ Nel’Assassin, Sagas, D-Mars… Procuro estar a par do movimento através da internet e de amigos.

 


 


A minha primeira aventura no beatmaking aconteceu dez anos depois de escutar a K7 de New Jack City e teve o condão de me alargar horizontes musicais, abrindo-me os olhos para a géneros como o soul, jazz, funk e músicas do mundo. O DJ Idem, um grande amigo que já se movimentava nas produções de beats, foi quem me influenciou e hoje faço parte da editora que ele fundou aqui na Suiça, a Big Factory Records. Em 2010 lancei a primeira compilação enquanto Dropebeats, Instrumentalidade, um álbum todo ele construído com uma MPC 2500. Ao longo do tempo fui cimentando um estilo próprio e versátil, mas produzo mais numa energia boom bap.

Como muitos que se dedicam ao beatmaking, o sonho é conseguir fazer disto profissão, poder dedicar 100% da minha vida a esta actividade. Mas para já foco-me num novo álbum em que me encontro a trabalhar e que vai contar com participações provenientes de Portugal, França, Suiça e América. Para já são nomes que não quero revelar, prefiro que sejam surpresa.”

 

ReB Team

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