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wildflower

 

[TEXTO] Rui Miguel Abreu

É possível ver na música dos Avalanches uma metáfora sobre o mundo presente: somos assaltados por “memórias” diariamente quando acedemos às nossas páginas Facebook e o YouTube tornou-se numa espécie de Torre do Tombo infinita. O que estes DJs australianos propõem é usar esse passado para, através de inteligentes colagens, oferecerem uma banda sonora ao presente. Acontece que apesar da longa espera – há uma década e meia a separar o novo Wildflower da incrível estreia que assinaram com Since I Left You– a música que os Avalanches nos propõem hoje não diverge conceptualmente da que nos deram quando as redes sociais e a Internet ainda não nos punham o passado assim diante dos olhos. Na verdade, o mundo mudou, mas os Avalanches não: ainda soam como um mergulho psicadélico num buraco do tempo onde todas as eras impressas em vinil se cruzam. Única diferença: agora podem convidar gente como Danny Brown ou Jonathan Donahue dos Mercury Rev.

 


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Texto originalmente publicado na revista Blitz, em 2016

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