Sir Scratch sobre “Repara”: “Parece que o hip hop está mais forte do que nunca”

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“Repara” é o novo single de Sir Scratch com produção de Madkutz, mistura e masterização de Tayob Juskow e vídeo (feito a pensar no Instagram) de Midnight Madness.

Um ano depois de apresentá-lo no Sumol Summer Fest, o rapper coloca oficialmente cá fora o tema que “celebra a importância e o peso que o hip hop carrega e representa na cultura e música actual”.

Nos últimos anos, o autor de Em Nosso Nome participou em canções de NBC (“Espelho”), Strata G (“O Necessário”), D’Alva (“Amor Missão”), Cat Boto (“Lume”), DJ Glue (“Scratch”), Sam The Kid (“Eternamente”) e na ligação transatlântica com rappers brasileiros (“Língua dos Campeões”).



Apresentaste este tema no Sumol Summer Fest do ano passado, ou seja, lanças “Repara” quase um ano depois desse momento. O que é que levou à demora para este lançamento oficial?

Bem, esta música foi apresentada no Sumol Summer Fest sem qualquer tipo de aviso e mais em modo surpresa do que outra coisa. Como estive naquele palco no ano anterior apeteceu-me cantar algo que ninguém estivesse à espera, e eu próprio gostava de reviver aquela sensação de testar e conquistar sem cantar temas esperados. Só após algum tempo e mais recentemente é que veio a ideia de lançar a faixa, isto porque deu-me vontade de voltar a tocá-la como aconteceu agora no festival ID e em Luanda com o Bob da Rage Sense.

Numa leitura rápida e superficial da canção, “Repara” parece-nos uma reflexão (e uma chamada de atenção) sobre a evolução e o estado actual do hip hop. Qual era a mensagem que querias passar aqui?

Pode-se dizer que sim, mas mais viradas aos cépticos. Ou seja, todo aquele que acha que o trap não irá durar ou que o boom bap morreu ou mesmo até os que diziam que o hip hop em Portugal era só uma fase e que passaria. Entretanto reparamos e olhamos à nossa volta… uns anitos, festivais e Altices depois parece que o hip hop, no geral, está mais forte do que nunca. Estamos aqui!

O instrumental é do Madkutz. Como é que chegas a este beat e o que é que te puxou para ele?

Esta pergunta é muito boa, mas é uma história mesmo muito longa. Digamos que envolve um sonho, o projecto Classe Crua [Beware Jack x Sam The Kid], o NBC, enfim… vários pontos distintos puxaram-me até aqui. Quem sabe se noutra altura conto. Mas o Kutz é já um tropa de longa data… não foi a primeira vez que cozinhámos algo e não será a última de certeza absoluta. Ele tem sempre material!

O teu último disco já data de 2012. “Repara” é o primeiro avanço de um álbum novo? Quais são os teus planos?

Sim, sem contar com participações e outras coisas que fui fazendo até agora, porque parado não sinto que estive, a solo já lá vai o tempo em que não lanço um “longa-duração”. Mas esta canção é mesmo um tema solto e para o agora. O que posso adiantar é que estou em estúdio e este ano ainda teremos novidades de certeza. 


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