Sexta-feira farta: novos trabalhos de Jay Rock, SOPHIE, Apollo Brown & Locksmith, R+R=NOW, Leon Vynehall e Jacquees

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A diversidade reina no campo das edições musicais desta sexta-feira farta. Sim, estamos todos à espera do novo disco de NAS com produção de Kanye West mas, para já, foquemo-nos nos outros nomes que cumpriram com os horários standard da indústria musical.

Jay Rock regressou aos discos pela TDE, a editora que o acolheu no início de carreira. Redemption tem convidados de luxo e o talento incontornável do rapper de Watts, Califórnia, bem espelhado nas suas faixas. O veterano Locksmith juntou-se ao produtor Apollo Brown para editar o EP No Question pela Mello Music Group.

Há também muitas estreias para dissecar. SOPHIER+R=NOW, Leon Vynehall e Jacquees são alguns “casos musicais” que acompanhamos de perto, mas que só agora decidiram colocar um álbum no mercado. Pop industrial, jazz avant-garde, electrónica para a cabeça e r&b moderno na ementa de 15 de Junho. Ora sirvam-se, se fizerem favor.

 


[Jay Rock] Redemption

O terceiro lançamento do ano para a TDE é protagonizado por Jay Rock, o primeiro MC a ser contratado para a editora de Anthony “Top Dawg” Tiffith. Johnny Reed McKinzie, Jr. começou a antecipar o seu terceiro disco com “King’s Dead”, faixa que pertenceu ao alinhamento de Black Panther e que surge agora numa versão mais económica em Redemption. No decorrer desta semana, a Top Dawg propôs um olhar mais profundo sobre a arte de Jay Rock, publicando o primeiro episódio de uma nova série documental no seu YouTube.

Redemption era um dos discos mais aguardados para este ano do hip hop norte-americano. Com produções de Sounwave, Boi-1da, Mike WiLL Made-It, Terrace Martin ou Hit-Boy, o sucessor de 90059 acolheu as vozes de Kendrick Lamar, SZA, Future, J. Cole e Jeremih.

 


[SOPHIE] Oil Of Every Pearl’s Un-Insides

Nascida na Escócia, SOPHIE mudou-se para Los Angeles e absorveu ao máximo a beat scene da cidade. Apesar de Oil Of Every Pearl’s Un-Insides ser o seu disco de estreia, a artista tem estado bastante presente nos nossos ouvidos nos últimos anos, muito graças à sua construção — ou destruição, se quiserem — de batidas para outros artistas. “Yeah Right” de Vince Staples é, em parte, sua, bem como “Bitch I’m Madonna”, da vedeta pop que actualmente reside em Portugal. Charlie XCX, britânica a dar os primeiros passos na música alternativa, é uma cliente frequente de SOPHIE.

A balada “It’s Okay to Cry” foi a primeira revelação de Oil Of Every Pearl’s Un-Insides. Seguiram-se os acutilantes “Ponyboy” e “Faceshopping”, editado recentemente no formato de videoclipe. O disco de estreia de SOPHIE conta com nove faixas, desprovidas de quaisquer colaborações, e é distribuído pela inglesa Transgressive Records.

 


[Apollo Brown & Locksmith] No Question

No Question foi anunciado no passado mês de Maio com o lançamento do tema-título. Apollo Brown e Locksmith trilharam caminhos paralelos nos últimos anos. Porém, o EP que hoje editam pela Mello Music Group é a sua primeira colaboração “a sério”. Algo que parecia inevitável se olharmos para o trabalho que ambos têm vindo a desenvolver, demonstrando um grande apreço pelas sonoridades que cimentaram os pilares da cultura hip hop, mas sempre com uma abordagem que em nada edestoa do panorama actual.

Brown trabalhou nos últimos anos com MC habilidosos como Planet Asia, Skyzoo, Ras Kass ou Guilty Simpson. Locksmith conta com quase duas décadas de carreira e, depois de ter ganho notoriedade em concursos de freestyle, conquistou a confiança de beatmakers como 9th Wonder ou Ski Beatz.

 


[R+R=NOW] Collagically Speaking

O que acontece quando seis talentosos músicos de jazz, com fortes ligações ao hip hop, se juntam num disco? A resposta está em Collagically Speaking, o LP de estreia dos R+R=NOW, supergrupo liderado por Robert Glasper. Terrace Martin, Christian Scott aTunde Adjuah, Derrick Hodge, Justin Tyson e Taylor McFerrin são outros nomes de luxo na equipa.

R+R=NOW significa “Reflect + Respond = Now”. O sexteto uniu esforços a convite da histórica Blue Note. A banda antecipou o primeiro álbum com o lançamento de vários singles.Além do jazz vanguardista, os R+R=NOW abraçam também algumas das tendências do r&b moderno e até do hip hop, como é o caso de “Reflect Reprise”, tema que conta com a participação de Stalley. Omar Hardwick, Amber Navra, Amanda Seales e Terry Crews fecham a lista de convidados de Collagically Speaking.

 


[Leon Vynehall] Nothing Is Still

Leon Vynehall apresenta-se como uma opção válida para quem procura mais do que apenas o comum produtor de música electrónica genérica. Nothing Is Still é o contrário dessa monotonia: o britânico apresenta uma história que écontada em dez temas e que passam por cenários tão distintos como o ambient, house, techno e até mesmo o jazz.

Este LP marca a a estreia de Leon Vynehall nos álbuns e também é a sua primeira inscrição no catálogo da prestigiada Ninja Tune. Há batidas para todos os gostos em Nothing Is Still, um disco que não foi apenas pensado para a pista-de-dança.

 


[Jacquees] 4275

A estreia a solo de Jacquees nos álbuns acontece aos 24 anos. O artista de Decatur, Geórgia, cimentou a sua posição no mercado do r&b através da edição de vários projectos, que inicialmente lançados de forma independente, e, a partir de 2014, pela Cash Money Records de Birdman, editora que carimba este 4275.

Desde o seu primeiro trabalho, em 2011, Jacquees habituou os seus ouvintes à presença de alguns dos mais influentes nomes da praça do hip hip norte-americano. O seu disco de estreia não é excepção. Na produção destacam-se DJ Spinz, Donell Jones ou K-Major. Nas vozes, Young Thug, Trey Songz, Chris Brown, Dej Loaf, Jagged Edge e LaTocha Scott dão o seu contributo para o primeiro álbum de Jacquees.

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