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Texto: ReB Team
Fotografia: Robbie Lawrence
Publicado a: 13/03/2026

Diferentes mundos.

Sexta-feira farta: novos trabalhos de James Blake, Sónia Trópicos ou E L U C I D & Sebb Bash

Texto: ReB Team
Fotografia: Robbie Lawrence
Publicado a: 13/03/2026

O hip hop é o único ingrediente que se repete nesta nova ronda da equipa do Rimas e Batidas pelos lançamentos semanais. Pop electrónica, batidas exóticas e fado completam a receita de cinco discos hoje em destaque por cá, à qual podem ainda adicionar outros sabores caso tenham um paladar mais exigente: PAUS (Enterro), Sereias (A Odisseia de Carlos Bizarro), Ms Banks (SOUTH LDN LOVER GIRL), Jack Harlow (Monica), Kim Gordon (Play Me), Nas (Legend Has It.. Feature Presentation), Simo Cell & Abdullah Miniawy (Dying is the internet), Alexis Taylor (Paris in the Spring), Noémi Büchi (Exuvie), Leven Kali (LK99), Bruiser Wolf & Sheefy McFly (PUSH & PAINT), Art School Girlfriend (Lean In), Mark Turner (Patternmaster), The Orielles (Only You Left) e Larrenwong (Love Games) também têm discos novos.


[James Blake] Trying Times

Trying Times é o sétimo álbum da carreira de James Blake e o primeiro a ser editado de forma independente, após uma longa jornada ligado à Polydor Records. Composto por 13 canções que fundem pop com electrónica, o disco funciona como um retrato musical sentimentalmente complexo que nos fala sobre a fragilidade do mundo contemporâneo, resiliência emocional e uma busca incessante por conexão, transformando as ansiedades e os ruídos da vida moderna em paisagens sonoras etéreas e introspectivas, onde a melancolia coexiste com uma beleza serena.


[Sónia Trópicos] BABY DRAMA

Entre lágrimas e sedução, Sónia Trópicos convoca as emoções para o centro da pista de dança em BABY DRAMA, o seu primeiro EP. São cinco temas de música electrónica de diferentes balanços — do perreo às influências africanas — nos quais a artista e DJ entrelaça produções com a sua própria voz, recrutando ainda Femme Falafel para um deles. Há entidades espirituais para carteiras mais recheadas (“arcanjo de balenciaga”) e automóveis retro (“peugeot 205”) a promover o baile como forma de catarse, que também terá manifestação ao vivo a 28 de Março (na Casa Capitão, em Lisboa) e em Junho (no Sónar Barcelona).


[E L U C I D & Sebb Bash] I Guess U Had To Be There

A partir da Suíça, Sebb Bash tem vindo a contribuir com frequência no circuito do rap alternativo norte-americano. Depois de ter dividido Fluorescent Mud com Ty Farris em 2022 e espalho batidas por discos de Evidence, Navy Blue, Armand Hammer ou do próprio E L U C I D, volta agora a formar dupla com este último MC de Nova Iorque para se estrearem num projecto inteiro juntos. Mantendo-se fiel ao histórico de ambos, I Guess U Had To Be There é feito de uma tensão palpável entre o que é familiar e o que é estranhamente novo, como se recuperasse ecos de uma era dourada do hip hop apenas para os dissolver em texturas psicadélicas e dissonantes, criando um espaço onde a precisão cirúrgica das palavras se encontra com a imprevisibilidade orgânica dos samples.


[Lice] Miami Lice: Season Four

Entre 2015 e 2017, Aesop Rock e Homeboy Sandman protagonizaram uma trilogia de discos que funcionaram como um exercício de descontração entre dois colegas de profissão, quase como se uma conversa informal entre amigos se tratasse. A coisa funcionou bem e os amantes do rap underground aplaudiram, tendo a dupla que formaram para o efeito, Lice, deixado saudades nestes últimos anos. A retoma aconteceu esta semana com Miami Lice: Season Four, uma espécie de mapa labiríntico que propõe uma casa aos destroços do quotidoano, elevando questões mundanas ao patamar do absurdo — mas sempre com a técnica das rimas em dia e uma sensibilidade ímpar para a escolha das batidas, todas elas assinadas por Aesop Rock.


[Ricardo Ribeiro] A Alma Só Está Bem Onde Não Cabe

Em A Alma Só Está Bem Onde Não Cabe, Ricardo Ribeiro atira-se a poemas de A garota não, Amélia Muge, Agir ou Manuel Alegre. Ao longo de 11 canções, a voz do fadista torna-se num veículo para expressar tradições ibéricas, mas sem nunca se deixar aprisionar por elas. Ana Moura é convidada única, mas a ficha técnica estende-se a Bernardo Saldanha, Manuel Oliveira e novamente Agir no capítulo da produção, sendo que os músicos escolhidos para acompanhar Ribeiro nesta aventura em estúdio foram Manuel Oliveira (piano), Bernardo Saldanha (guitarras), Ângelo Freire (guitarra portuguesa), Rodrigo Correia (contrabaixo) e Alexandre Frazão (bateria).

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