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“Será” é o quarto single do próximo EP de Visco

[TEXTO] Gonçalo Oliveira [FOTO] Noss-Films

O final da semana passada trouxe-nos “Será”, o quarto avanço de Tenho Tempo, o EP de Visco pelo colectivo Noss-One que será lançado em breve.

Está a ser um arranque fulminante para a turma liderada por Tayob J. que, apesar dos pouco mais de três meses que passaram desde a sua criação, tem sido regular nos conteúdos disparados para a internet. Os Noss-One são um produto do Noiz Estúdio, fundado pelo DJ e produtor, que está a criar projectos tão distintos do ponto de vista sónico — do vanguardista GoldSchool ao híbrido Cartel Dezgadja.

Depois da fase da experiência, vem a afirmação e o núcleo duro dos Noss-One já delineou os planos para 2018. Visco, Mura, Xhafan, Syncope e Tayob J. são as caras mais regulares neste projecto de grupo, todos eles a marcar presença no mais recente vídeo, “Será”. A faixa é a quarta revelação de Tenho Tempo, o EP de estreia de Visco que estará na calha para sair dentro de pouco tempo. Foi com este tema que os Noss-One se despediram do palco na versão pocket da Terra do Rap, convidados por Vinicius Terra na estreia do festival em solo português.

O tema é produzido por Tayob J. que, em conversa com o Rimas e Batidas, abordou, entre outras coisas, a mensagem por detrás de “Será”.

 



Fala-me da mensagem que transmitem neste tema. De que forma a música vos pode salvar?

“Será que a música nos vai salvar” é um bocado o afirmar o poder que a música tem sobre nós todos, de como ela nos une, de como ela direcciona a nossa vida para um caminho em que estamos constantemente em evolução enquanto artistas e pessoas. Se não fosse a música, não sei o que eu ou qualquer outro membro deste colectivo estaria a fazer. Mas se não fosse isto, não estaríamos juntos e a trabalhar com um objectivo comum. E podemos obviamente explicar o tema com o facto de a música ter mesmo o poder de salvar e de mudar o mundo, de mudar mentalidades e despertar consciências. E mais que qualquer coisa: unir-nos.

Estrearam esse tema no Terra do Rap? Como correu a experiência em palco, rodeados de tanto talento — novo e velho — do hip hop lusófono?

Não, a primeira vez que tocamos este tema ao vivo foi no Outjazz, com a banda toda e foi um dos pontos altos da actuação. Acho que esta música tem uma energia que chega às pessoas rapidamente, pelo menos o feedback que recebemos foi esse. No Terra do Rap foi a mesma coisa, escolhemos este tema para fechar a actuação da Noss-One exactamente por essa energia e, estando ali numa comemoração do hip hop e do rap feito em português, fez todo o sentido. Poder integrar um cartaz como o do Terra do Rap é, mais do que qualquer coisa, uma conquista. Poder estar ao lado de artistas que nos inspiram e que gostamos é super gratificante.

Sei que tens vários trabalhos na calha para este ano. O que é que nos podes adiantar sobre o EP de Noss-One? Já tens data para a edição do projecto do Visco?

Para já, um EP enquanto colectivo. Não temos uma data certa para anunciar. Estamos a fazer músicas e a tentar chegar a um ponto em que consigamos algo que reflicta musicalmente onde estamos enquanto colectivo. Algo que não é fácil, definir o som de um artista é algo que acontece naturalmente mas num colectivo, com pessoas de backgrounds e gostos diferentes, é algo que leva o seu tempo. Quanto ao EP do Visco, do qual este tema faz parte, estará disponível dentro de muito pouco tempo!

 


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