Selado em “Cellophane”, eis o regresso de FKA twigs

[TEXTO] Pedro João Santos [FOTO] Direitos Reservados

Há apenas alguns dias, FKA twigs endereçou aos seus mais devotos uma pequena carta com a promessa de um novo começo que agora se firma com “Cellophane”, o seu novo single, acompanhado de um teledisco adequadamente inquietante.

Este é o primeiro lançamento da artista desde “Good to Love”, faixa avulsa de 2016 que seguiu o aclamado EP de 2015 M3LL155X, e deverá ser a primeira extracção do sucessor de LP1. A canção foi escrita por twigs, que a produziu com Jeff Kleinman e Michael Uzowuru — artistas ligados a Frank Ocean e Kevin Abstract.

“Ao longo da minha vida, eu pratiquei de forma a poder ser da melhor forma que conseguisse, mas desta vez não resultou” podia ler-se na missiva decorada com a capa da canção escrita por twigs. “Tive de destruir todos os processos em que me tinha apoiado. Ir mais fundo, reconstruir”: as palavras fazem sentido quando associadas à situação médica de twigs no último ano, tendo eliminado seis tumores fibróides.

A recuperação física passou também pela prática incansável de pole dancing, cujos frutos estão à vista no vídeo realizado por Andrew Thomas Huang (colaborador habitual de Björk). “Quando escrevi ‘Cellophane’ há mais de um ano”, acrescenta no Twitter, “surgiu-me imediatamente uma narrativa visual [e] soube que tinha de aprender a dançar no varão para lhe dar vida; foi o que fiz”. Não será fácil resumir o assombroso vídeo, para além da tentativa interrompida de uma ascensão e o confronto com uma criatura alada, de rosto igual ao de twigs; ao vê-lo, tudo faz pleno sentido.


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