SBSR: A arte do rejuvenescimento por DJ Shadow

[TEXTO] Alexandre Ribeiro [FOTOS] Hélder White

 

O último concerto da noite, e também o melhor, foi de DJ Shadow, nome incontornável do universo hip hop. O produtor apresentou-se de forma renascida, tal como a fénix, e deu provas do peso dos seus novos argumentos ao apresentar músicas do novo trabalho, The Mountain Will Fall, e updates de clássicos do seu álbum intemporal Endtroducing.

 


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Importante reforçar: este foi, de longe, o melhor e mais ambicioso concerto deste primeiro dia. A parte visual foi crucial como complemento do que se ouviu e aproximou-nos, através da imagem, de cada camada sonora que ressoava nas colunas do Palco Carlsberg. Existe narrativa complexa nesta história de DJ Shadow, mesmo que alguns dos seus fãs mais hardcore não a compreendam…

 


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E se a sala começou cheia, as horas e o desvio, quase maldoso, de Endtroducing fizeram com que apenas um grupo reduzido de pessoas não sucumbissem ao cansaço que a programação num festival pode causar. Mas engane-se quem pensou que Endtroducing não teve lugar na setlist do DJ/produtor: várias faixas levaram uma volta completa para uma sonoridade que agora se aproxima de nomes como Jon Hopkins, Burial ou Aphex Twin, artistas que têm em comum a grandiosidade sonora das suas produções.

 


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Camadas sobre camadas – é assim que se constrói o hip hop do presente, e pelos vistos do futuro, pelas mãos de um dos criadores mais importantes da história do sampling. O concerto foi um autêntico laboratório aberto com microscópio especial cedido por Shadow, numa tentativa de que chegássemos mais facilmente ao que ele hoje é e não ao que ele foi.

 


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