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Rocky Marsiano: Meu Kamba Três sai no final deste mês

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Novidades do universo Meu Kamba: Rocky Marsiano lança o terceiro volume da série no dia 22 de Outubro.

O projecto, que foi gravado entre Lisboa, Amesterdão, Maputo e Luanda, conta com colaborações de Sagaz, Selma Uamusse, Prince Wadada, Milton Gulli, Karlon, António “Toni” Duarte, Nelson da Costa, DJ Nel’Assassin e Beat Laden.

Depois de Meu Kamba (2014) e Meu Kamba Vol.2 (2016), o novo álbum representa uma mudança na abordagem de D-Mars: o sampling passa para segundo plano; os beats tornam-se a primeira paragem no processo de criação das músicas.

O disco, que já está em pré-venda no Bandcamp, é apresentado pelo próprio MC, produtor e DJ numa pequena conversa com o Rimas e Batidas.

 



[Os métodos de criação das faixas de Meu Kamba Três]

“Nos primeiros dois álbuns da série Meu Kamba, o sampling está presente 101%. Digo isso porque essas faixas são mais remisturas e recolagens, embora reinterpretadas de uma forma ‘minha’, dos originais. Mas agora não. Agora os beats foram o ponto de partida para o crescimento de cada tema. O sampling está presente mas mais como meio para chegar ao que pretendia com cada tema. Nalgumas músicas toquei eu próprio samples individuais de kalimba, marimba, etc, em vez de samplar e usar melodias já compostas.”

 

[Os convidados]

“A ideia é conceptual. Se nos discos anteriores, os ‘convidados’ participavam por serem artistas dos samples originais, agora os convidados são todos artistas que admiro e que são o rosto da música afro-lusa de momento. E o elo que nos une a todos é Lisboa. Tanto o Wadada como o Milton Gulli, embora agora estejam a viver em África, são manos na música que conheci e com quem trabalhei no passado em Lisboa. O Sagaz e o Karlon são os MCs que rimam em crioulo que mais admiro. A Selma é uma artista excepcional, com o mundo à sua frente.

Depois ter a participação de músicos como o cota Nelson da Costa, guitarrista fabuloso que tocou em muitos projectos guineenses e cabo-verdianos no passado, o mano Toni na percussão e o Nel nos cuts, trouxe uma dimensão extra e absolutamente necessária para o disco.”

 

[O sentimento de pertença a uma Lisboa cada vez mais orgulhosa das suas raízes africanas]

“Sinto-o muito directamente até porque me considero um dos embaixadores e influenciadores desta nova aceitação musical em Lisboa. Seja através da minha ‘missão’ musical com o programa semanal na Radio Oxigénio (Da Raiz Ao Ritmo — também posteriormente disponível aqui), como através dos meus DJ sets e/ou produções. Com um enorme respeito para quem o fazia há bem mais tempo que eu.”

 

[As apresentações ao vivo com full band]

“Depois de ter actuado com o meu colectivo em vários festivais e palcos, tanto em Portugal, como no estrangeiro, resolvi repensar a ‘fórmula’ ao vivo e apresentar algo diferente, mais fresco para 2019.”

 


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