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Publicado a: 18/12/2017

Richie Campbell: “O Lhast é uma peça fundamental da minha sonoridade e da minha carreira neste momento”

Publicado a: 18/12/2017

[ENTREVISTA / TEXTO] Rui Miguel Abreu / Gonçalo Oliveira [FOTO] Direitos Reservados

Richie Campbell acaba de acrescentar mais um capítulo à história que culminará em Lisboa: “Rio” é o novo avanço da mixtape do fundador da Bridgetown, cuja edição acontece já esta quinta-feira, e pode para já ser ouvida em exclusivo aqui mesmo, no Rimas e Batidas.

 



Do dancehall às raizes do reggae e do reggae à pop contemporânea, que se guia pelas linhas do universo digital e electrónico – é esta a mais recente mutação na sonoridade de Richie Campbell, o versátil artista português cujo nome já figurou nos mais variados cartazes de espectáculos a nível internacional. Lisboa será o reflexo dessa mudança, o regresso ao formato mixtape numa altura em que o fundador da Bridgetown voltou a fechar-se no laboratório para conseguir criar uma nova – e mais fresca – identidade.

O disco chegará bem a tempo do Natal. Lisboa vai ser mostrado ao mundo já na próxima quinta-feira, 21 de Dezembro, e os primeiros contactos com o projecto têm sido sinónimo de entusiasmo. “Do You No Wrong“, “Heaven“, “Midnight in Lisbon” e “Water”, o tema que conta com a participação de Slow J, antecederam “Rio”, a faixa que hoje estreamos no Rimas e Batidas. Tudo fruto do trabalho que Richie Campbell tem desenvolvido lado-a-lado com Lhast, o produtor que tem sido um trunfo essencial nesta nova mudança de pele por parte do artista, que de resto assina boa parte dos instrumentais que vamos poder escutar em Lisboa.

Numa curta entrevista à nossa revista digital, Richie Campbell aborda o seu mais recente tema e revela alguns dos planos que constam na sua agenda, entre eles, claro, a estreia da sua próxima mixtape.

 



O Drake descreveu o More Life como uma playlist e tu apresentas o Lisboa como uma mixtape. O que é que te leva a não dizeres que o teu novo trabalho é um álbum?

Foi complicado saber o que chamar a este projecto, por duas razões: Ao contrário dos meus últimos dois álbuns que foram escritos e gravados em 2/3 meses, este projecto foi escrito ao longo de dois anos e não foi pensado como um álbum desde o início. E também porque marca uma altura de transição para mim e de experiências com outros géneros. No fim acabámos por chamar mixtape porque sinto que voltei aos tempos da minha primeira mixtape My Path, na medida em que tou menos ligado a um género musical específico e fiz um bocado de tudo.

Fala-nos deste tema, “Rio”: mais uma balada que parece feita de mel. É este o registo em que te sentes melhor neste momento?

Acho que é uma das áreas onde me sinto mais confortável e são músicas que surgem com naturalidade sempre que o Lhast me traz um beat [risos]. Ele apareceu com este beat e disse-me que tinha samplado uma guitarra brasileira e imediatamente tive a ideia do conceito, e fez todo o sentido no contexto de “Lisboa” porque é mais uma peça no “puzzle” da multiculturalidade que a mixtape representa.

Mencionas a Beyonce e a Rihanna na letra. São referências para o que andas a fazer agora. Em termos estéticos é esse o teu campeonato?

A Rihanna é uma referência musical porque é caribenha, cresceu a ouvir as mesmas coisas que eu, temos muitas das mesmas influências. Mas neste caso essa linha tem outro significado, “she good like Beyonce she bad like Rihanna” é uma variação daquela linha clássica “she’s a lady in the streets but a freak in the bed” [risos].

 



Como correu o trabalho com o Lhast, que nos podes dizer sobre o processo criativo que adoptaste com ele para o Lisboa?

Qualquer coisa que eu possa dizer sobre o contributo do Lhast para esta mixtape vai sempre ser pouco. Depois do “Do You No Wrong” e do “Water” acho que é óbvio que o Lhast é uma peça fundamental da minha sonoridade e da minha carreira neste momento, por isso fez todo o sentido trazê-lo para este projecto e ele conseguiu transformar um conjunto de músicas num projecto com um princípio, meio e fim. Conheço-o há quase 10 anos quando íamos a festas de soundsystems juntos e chegar a esta altura e poder trabalhar com um amigo meu que compreende a minha visão e ainda traz algo de novo é uma sorte que nem todos podem ter.

Tens planos em termos internacionais para o próximo ano?

O ano passado tomámos uma decisão complicada que foi por de lado o circuito dos festivais de reggae que costumávamos fazer pela Europa, para termos mais tempo no estúdio e aperfeiçoar esta nova sonoridade e, felizmente, isso trouxe-nos frutos e outras oportunidades noutro circuito. Temos uma oferta interessante em cima da mesa mas neste momento estou a tirar tanto prazer da fase em que estou que o que vier é bem vindo, não quero fazer planos com base em coisas que podem não acontecer.

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