O colectivo artístico Raso editou hoje pela Revolve o seu álbum de estreia, Transeunte, disponível tanto no formato digital como em cassete.
Num comunicado enviado ao ReB, a editora explica que Transeunte “edifica-se a partir da deriva do indivíduo por um espaço transgénico, simultaneamente urbano, industrial e rural; simultaneamente local e global. Partindo de um tratamento dramatúrgico, é composto por artifícios de universos ambience, distorções abstratas desses mesmos ambientes, cruzamentos de instrumentos virtuais e analógicos.”
A poesia disforme de Carlos A. Correia funciona como espinha dorsal do projecto, articulando os seus próprios escritos com versos de António Aleixo, Cecília Meireles e Gil Vicente, criando uma ponte temporal que ancora o disco numa tradição literária alargada. Acompanham-no as percussões híbridas de Ricardo Martins, as esculturas sónicas de Jonathan Uliel Saldanha e as paisagens distorcidas de Pedro Ribeiro na construção destas oito densas faixas, que em palco ganharão ainda mais corpo através de uma performance audiovisual.