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Plutónio no MEO Sudoeste: Preparado para outros voos

[TEXTO] Alexandre Ribeiro [FOTOS] Daniela K. Monteiro

A Bridgetown comanda a maior armada de artistas no MEO Sudoeste e Plutónio foi o primeiro artista da agência/editora/rádio a exibir os seus trunfos. Quantos colectivos se podem gabar de ter 3 artistas em 4 possíveis no palco principal? Neste festival, apenas um.

No palco LG, “Avé Maria” marcou um início abençoado, a primeira demonstração de força com uma banda composta por 7 elementos a puxar lustro rock às produções hip hop. Uma hora antes, o MC contava, em conversa com o Rimas e Batidas, que o elemento surpresa era necessário na passagem do estúdio para o palco e, uma hora depois, constatávamos isso mesmo in loco. A frescura que encontrámos na prestação live é um atestado de excelência, um reflexo da pujança, atitude e humildade do rapper.

 


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Com um set curto – cerca de 40 minutos – , o luso-moçambicano atirou-se aos grandes hits e o nível de entusiasmo do público, que apareceu em bom número, foi subindo de tom a cada minuto que passava: “2765”, ode ao código-postal de onde é oriundo, “África Minha”, uma homenagem às suas raízes que o deixou tão emocionado que até se esqueceu do segundo verso da música, ou “Shut Up”, remix do tema original de Stormzy e um ataque a todos aqueles que o criticam.

No entanto, o melhor ficou reservado para o fim. “Não Vales Nada” contou com um coro gritado pelas centenas de adolescentes e adultos que se encontravam no público e a “Última Vez”, faixa que obteve a reacção mais histérica dos presentes, arrumou a questão com um pedido final de Plutónio. “Espero que esta não seja a última vez, Sudoeste”, rematou em força.

 


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Estávamos a fechar o computador e ainda ouvimos Plutónio a cantar “Não Vales Nada” ao lado de Richie Campbell no palco principal. Afinal, a chegada à primeira divisão do MEO Sudoeste nem uma hora demorou…

 


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