Piruka: “O meu processo de escrita depende do meu processo de vida”

[ENTREVISTA] Alexandre Ribeiro [FOTO] Direitos Reservados

 

Piruka é um dos nomes emergentes no rap nacional e, muito através de plataformas digitais como o YouTube, tem-se emancipado como rapper a ter em conta, mais um a sair da Madorna, bairro de onde também saiu o popular DillazQuatro Cantos (mixtape) e Pára e Pensa  (EPsão os dois trabalhos que serviram de apresentação e o primeiro álbum AClara está a caminho. O MC apresenta-se no Música no ESCSito na próxima Sexta-feira, dia 14, e o Rimas e Batidas esteve à conversa com ele sobre o seu percurso.

Como não existe melhor do que o próprio para se apresentar, Piruka apresenta-se para quem não o conhece: “O Piruka é um rapaz de 23 anos que, graças a Deus, vive o seu sonho. Piruka é um pai de uma menina linda chamada Clara, o Piruka é filho de uma guerreira chamada Susana e neto de uma estrela que hoje brilha lá em cima que se chamava Domingos Oliveira. Piruka é o André que basicamente é igual a toda a gente.”

Com o novo álbum anunciado, pouco se sabe sobre o que aí vem, mas André, nome próprio de Piruka, desvenda um pouco: “Os produtores vão ser: CharlieBeats a.k.a o meu anjo da guarda (risos). É um mestre, é o meu produtor e é meu fiel. Contem com Spliff a.k.a o meu mágico (risos). Um patrão do nosso país, na minha opinião. Vou ter também o DJ Caique, DJ brasileiro do MV Bill. Também vou ter o meu DJ, o Andrezo. O meu puto Tred que fez comigo o “Vim para Ficar”, o meu irmão Khapote que fez comigo o “Tens de Intervir”. De produtores é tudo. E a cantar não vou decifrar já (risos).”

2016 tem sido particularmente proveitoso para o rap nacional, mas Piruka foca-se nos seus: “Savage e Vate MC que, para que conste, são quem anda comigo na estrada de Norte a Sul, sempre a levar com o mau feitio (risos). Ouço bastante o meu irmão Hipno Fucking D, um grande pesado que ainda vai dar muito que falar. Ouço o meu irmão Mota Jr que não canta em português, mas sim em crioulo. Para mim é um patrão na cultura. Também me ouço a mim (risos).”

Ao contrário de outros rappers e artistas que olham para a concorrência como inspiração, Piruka nomeia “a sua mãe a sua filha” como influências actuais. Quanto ao processo de escrita, o MC responde: “O meu processo de escrita depende do meu processo de vida”. O dia-a-dia a mover a ambição de um rapper à procura do seu espaço num mercado cada vez mais preenchido e diversificado.

Piruka é um dos cabeças-de-cartaz do evento na Escola Superior de Comunicação Social, na próxima Sexta-feira. Podem encontrar todas as informações aqui.

 


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