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Fotografia: Direitos Reservados
Publicado a: 06/04/2026

Voz e guitarra com diferentes sotaques.

Phylipe Nunes Araújo: “Me sinto feliz de levar uma outra vertente que não é só música tradicional, nem é só música alternativa”

Fotografia: Direitos Reservados
Publicado a: 06/04/2026

O violão de Phylipe Nunes Araújo é diferenciado. De forma implícita, ele tem uma característica única que une influências de diferentes texturas da música do nordeste brasileiro com folk e jazz. A fórmula, o próprio não consegue explicar. Reflete a pluralidade da música brasileira. E também a genialidade do seu condutor de criar a própria identidade sonora.

Phylipe faz parte da turma de Bruno Berle, Batata Boy e Nyron Higor. Entre a sua estreia em 2025 pela Far Out Recordings e turnês pela Europa, na companhia dos seus amigos, o músico conversou comigo por quase uma hora via Zoom para falar da sua vivência na música e a arquitetura do primeiro álbum dele.



Eu estava ouvindo um podcast da Inglaterra e fizeram uma edição especial do Brasil e colocaram uma música sua na setlist

Pô, que massa.

Qual tem sido a reação do público com o disco?

É doido essa coisa da repercussão… tá rolando essa coisa de aparecer em podcast nas rádios gringas… tudo isso é muito por conta da Far Out Recordings, né? Mas tem sido muito massa, porque está rolando um lance legal com um público. Algumas músicas que eu achei que talvez não fossem chegar forte, estão chegando nas pessoas. Sei lá, a última música do disco, “Subindo a Ladeira”, enfim… mas tem sido massa. Estou aproveitando essa onda.

É por conta do trabalho da Far Out, mas também por causa do seu talento. Tem que levar em consideração o trabalho que você tem feito também.

É, tem isso. Tipo assim… não é de hoje que a gente faz essas coisas. Tem um tempo construindo. Ainda que o público fosse menor, há um tempão atrás, foi uma coisa que veio se construindo, à medida que a gente foi fazendo coisas. Tinha um pessoal que já me acompanhava e isso certamente sedimentou. Quando veio esse disco, o pessoal que já me acompanhava de outras coisas fez a base para que tudo começasse a dar certo por aqui também. E tem outras coisas que têm feito parte dessa parada também. Tipo eu ter vindo para São Paulo, fez uma diferença absurda para estar mais próximo tanto das oportunidades, quanto desse público que me acompanhava. Querendo ou não, é um número de pessoas que é maior do que de lá de onde eu sou, né, que é de Pernambuco. Então, fica um pouco mais sustentável essa possibilidade de fazer música.

Quando a música virou sua profissão? Qual o momento em que você decidiu que iria se dedicar totalmente a ela?

É uma onda porque música para mim surge num contexto de quando você é criança e tem que fazer alguma aula fora da escola. Eu fazia karaté, só que um dia eu vi alguém tocando violão e disse: “Pô, mãe, que legal isso aqui.” Aí ela respondeu: “Vai ter que escolher um dos dois.” Aí eu: “Ah, tá, beleza! Acho que tocando violão eu não vou me machucar, né? Corro um risco menor de tomar um soco, um pontapé…” e aí fui para o violão com uns 9 ou 10 anos. Quando eu tinha uns 13, 14 anos, eu comecei a tocar em batizados, festas de casamento, essas coisas assim… e já meio que virou a profissão. Mas acho que a decisão veio quando eu completei uns 18-19 anos. Foi quando eu comecei a entender melhor como é que funcionava essa coisa de fazer música. Eu sempre fiz outras coisas da vida, entrei na universidade, mas acabei saindo. A música sempre foi mais forte, foi me puxando. Eu fiz ainda, tipo, 2 anos e meio de filosofia na Universidade Federal de Alagoas. Foi um momento onde eu me aproximei de uma galera, fiz esse tempo de universidade, mas a música sempre me foi puxando. Aí teve um momento que eu falei: “Pô, vamos só gravar umas coisinhas aqui mesmo, tentar fazer esse lance de música que vai dar mais certo pra minha cabeça.”

Algum artista que te inspirou?

Cara, não sei se é alguém específico assim. 

Na infância e na adolescência, o que você ouvia e tocava? 

Acho que o primeiro artista que me tocou de alguma forma para eu querer fazer música foi Zé Ramalho. A minha mãe escutava bastante no carro. Não que tenha sido uma grande influência, mas acho que foi a primeira que eu olhei e falei: “Que legal, quero tocar nesse instrumento ou quero fazer alguma música.” Aí, depois eu comecei a conhecer umas coisas mais gringas, tipo Beatles… Tenho uma amiga que me mostrou Nick Drake, Elliott Smith… aí eu já comecei a ir mais para onda do folk. Isso ainda na adolescência, com uns 14, 15 anos. Mas são muitas influências, e sempre unindo muitas coisas. A minha formação musical até uns 10, 12 anos de idade era o que eu ouvia em casa e o que eu ouvia na rua. Como sou do interior de Pernambuco, era muito forró, e eu passava muito tempo com meu avô também, que escutava muito Flávio José, que é uma grande influência para mim, principalmente na caneta. São muitas influências, e eu não sei se tem uma específica. Foi uma mistura assim do que eu tenho de repertório popular, de música popular brasileira com as coisas que eu fui pegando de folk, de jazz, essas outras maluquices.

Mas ouvindo sua música dá para perceber que tem essas referências inclusas ali, de alguma forma. Porém, você criou sua identidade, suas características musicais. Tá tudo ali a partir dessas referências, mesmo que não estejam diretamente ligadas.

De alguma forma deu para condensar tudo, né? As coisas vão se conversando ali mesmo. Hoje eu sinto muito isso. Escuto esse álbum e vejo que realmente estão impressas ali influências muito distintas. Acho que isso é muito gratificante, por você pegar uma obra e pensar com outra galera, então naturalmente essas coisas vieram. Tipo, as canções e os arranjos vieram de uma forma natural, não foi um lance assim pensado milimetricamente, como: “Pô, vamos fazer isso aqui para soar como tal.” Mas eventualmente uma coisa, sei lá, “Bixin”… é uma música que é meio que um baião, mas ela tem uma coisa meio soturna de folk, uma coisa mais para baixo, e tudo na base do violão. Eu acho que essa coisa do violão também alimenta muito essas referências que esse álbum carrega. 

Ah, mas o seu violão também é diferente. Traz uma levada distinta, tem uma carga um pouco maior, é pesado. Mesmo não tendo uma variedade de instrumentos, o violão consegue carregar e deixar a música grandona. 

Total, é um lance de mão direita. Tipo o lance da pegada no violão, que eu acho que vai muito disso. O violão é um instrumento que é a minha base. Eu faço tudo nele. E aí, tudo que eu quero tocar eu tenho que tocar no violão. Se tiver que tocar um forró, vai no violão. Todas essas coisas vão no violão. Aí eu fui encontrando formas dessas coisas todas conversarem no violão. Acho que disso saiu essa onda de ouvir uma levada no violão ali que às vezes é meio múltipla, né? Tem um lance meio lá, outro um lance meio cá.

Eu estava ouvindo o disco e até meio que fazendo uma comparação, entre aspas… Eu não gosto de comparar, mas essa carga do violão se aproxima com a do Kiko Dinucci, do Metá Metá… parece que ele tá tocando 50 violões ao mesmo tempo. E o seu violão tem algo parecido, de conseguir deixar a música mais encorpada. Essa característica surgiu naturalmente?

Velho, eu acho que é tipo assim, eu já tocava violão há bastante tempo, mas acho que eu comecei a ficar maluquinho quando eu comecei a ouvir muito João Gilberto. Eu comecei a pegar uma pira de, tipo: tem uma fluidez no violão em que os silêncios sempre são musicais também. Era uma coisa que às vezes me incomodava de tocar e ter alguns buracos de silêncio ali, tipo, sei lá, uma troca de acorde, uma coisa do tipo. Fui meio que perseguindo isso. Tentar deixar o mais fluido possível. Não é como se ele estivesse tocando a música toda, mas que os silêncios dele dialogam muito com a música assim, com o que tá cantando. Mas eu acho que a coisa que tem no meu violão de diferente hoje é porque eu persegui essa coisa de fluidez dentro de um contexto principalmente de música nordestina. De tentar tocar a ciranda no violão, de tentar tocar o coco, o maracatu, tocar coisas de forró e baião. E à medida que eu fui fazendo essa pesquisa, dentro do campo do violão, uma coisa mais empírica mesmo, eu comecei a reparar essa proximidade do violão de João Gilberto, mais com a música nordestina do que com qualquer outra coisa assim, sabe? 

Tipo o jazz, por exemplo?

É, tipo assim, tem muito do jazz, mas por exemplo… a partir de um momento que eu comecei a entender também um pouco mais da música de figuras como Moacir Santos, que é um cara que é do jazz, mas é um jazz brasileiro e ele é um nordestino, foi aí que eu entendi que a gente também tem o nosso jazz aqui e ele não é necessariamente ligado à bossa nova. Quando parei para reparar nas composições do João Gilberto, acho que tem muito mais a ver com música nordestina do que com música do Rio de Janeiro. Tipo “Bim Bom”, “Undiú” também… ele tem alguns baiões. É uma coisa muito marcada. Comecei a entender que é a base da parada dele e é onde acho que ele se encontrava nesses ritmos binários. Aí comecei a ficar nessa pira com o violão assim, tipo: “Massa, tenho muita referência de baião e de coisas um pouco mais jazzísticas aqui no violão.” Mas eu ficava na vontade de tentar encontrar um jeito de me aproximar um pouco mais do lugar de onde eu venho. Foi aí que eu entrei mais nessa onda de tentar dialogar com o maracatu, com o coco, de uma forma um tanto quanto tímida ainda, mas explorando isso, me jogando nessa onda. 

É, não tá muito explícito, mas tá ali, né? Quem tem uma audição um pouco mais apurada vai pegar as conexões e as referências. Porque, na maioria das vezes, a gente coloca tudo numa caixinha e já define que aquilo é aquilo mesmo. Sendo que tem coisas de diferentes fontes e a música nordestina também é gigante, tem uma camada e uma variedade de ritmos. Só que tem também essa relação, essa riqueza cultural e artística de cada região. Tipo, em Pernambuco tem um tipo, em Maceió já é outro, no Sergipe e na Bahia já são outras outras referências, outras musicalidades… mas você consegue trazer esses ritmos de alguma forma ali, né? Como trazer isso sem explicitar?

Poxa, é uma boa pergunta essa, não sei bem… [Fica um tempo pensando] É uma coisa realmente meio implícita, esses sotaques, mas acho que tem muito a ver também com as migrações que eu fui fazendo ao longo da vida. Eu morei um tempo em Alagoas, passei bastante tempo no interior de Pernambuco, recentemente é que eu vim passar um pouco mais de tempo na Região Metropolitana de Recife… andei muito pela Paraíba também. Tipo, a minha cidade, que é Santa Cruz do Capibaribe, fica a uma hora de Campina Grande, que tem uma das maiores festas de São João do mundo. Eu não sei exatamente como deixar isso implícito, como não sei se teve um método. Mas é uma coisa que talvez aconteça naturalmente por essa soma de sotaques mesmo. Da mesma forma que às vezes me acontece de eu pegar um Uber em Recife e aí o cara pergunta de onde eu sou porque o meu sotaque não parece dali de Recife. Mas eu sou do Agreste, sou do interior do Estado (Pernambuco), ao mesmo tempo que tem algumas coisas que o meu sotaque puxa de Alagoas. Eu não sei explicar exatamente de onde vem isso, eu acho que talvez com a música seja parecido assim, não sei explicar de onde vêm esses sotaques musicais e como é que eles vêm de forma implícita e meio tímida, e deixam ali nas entrelinhas sem ser tão visíveis, de uma certa forma — mas eles estão lá.

Queria entender como foi a produção desse disco. Vocês pararam para fazer ele de fato ou foi nascendo a partir das composições que vocês desenharam?

Eu já tinha a maioria das canções. E uma boa parte das músicas me juntei com Bruno Berle e Batata boy pra fazer a curadoria de umas 20 músicas. Acho que faltou umas duas. Aí em 2023 eu vim gravar aqui em São Paulo com os meninos lá no estúdio Trampolim, junto do Victor dos Anjos. Eu acho que tinha umas sete e oito músicas antes de vir para cá e terminei fazendo mais duas que são a primeira e a última do disco. O restante eram músicas que eu já tinha há alguns anos. E a gente juntou isso, foi para o estúdio e gravámos. Acho que a gente gravou praticamente tudo em uma semana ou 10 dias. Foi incrível, porque essa foi a minha primeira experiência num estúdio grande e gravando numa estrutura foda. Foi tudo produzido em conjunto. Gravámos tudo lá e depois fizemos uma parte das coisas no Freak Studio, que é um estúdio onde a gente trabalha mais hoje em dia. De repertório já tinha uma boa parte das coisas, outras apareceram em cima da hora. Mas, no geral, a maioria das músicas são músicas que me acompanham há muito tempo, são músicas que Bruno (Berle) toca nos shows há bastante tempo. São músicas que estão no meu repertório assim desde sempre. Uma ou outra nem tanto, tipo “Asa”, que foi o segundo single. Não era uma música que eu costumava tocar porque ela joga um balde de água fria no concerto. É uma música meio triste, pesarosa… Mas de resto, era um repertório que vinha amadurecendo tanto dentro de mim nas apresentações que eu fazia, mesmo antes de lançar o disco.

E como funciona essa parceria entre você, o Bruno e Batata? 

Pô, velho, é uma das coisas mais lindas do mundo. O primeiro dos músicos que eu conheci foi Bruno, em 2012-14, e Batata eu conheci acho que uns dois, três anos depois assim. Bicho, porra, é uma parceria de muito tempo mesmo assim, pô. Desde, sei lá, de 2017-18 que a gente grava coisas juntos e enfim, dessa época assim saíram coisas como, por exemplo, algumas gravações do primeiro disco de Bruno. Isso já se vão, sei lá, 8 anos. Vamos fazendo as coisas, tocando junto, gravando junto em casa, se encontrando só para ouvir música. Então é tipo, muita coisa que a gente construiu nesse momento tem acontecido agora. Tipo, muitas dessas músicas desse disco, por exemplo, “Asa”, “Ainda é verão”, “Santa Cruz” e “Valise”, principalmente, são músicas que a gente toca há muito tempo junto. Então é um repertório que realmente foi amadurecendo e a gente foi curando. Foi tirando uma coisa, entrando uma outra. Essa parada foi crescendo mesmo e tomando forma sozinha. Com isso eu comecei a entender também que eu nunca parei para compor esse disco, de fato. Ele é quase que uma obra de curadoria. Fui pegando uma coisa aqui, outra coisa ali, depois pegando as 10 melhores, sabe?  E vi muito da seleção desse disco passar pela mão de Bruno e Batata, da escolha do repertório, e de como a gente pensou os arranjos juntos também.

Como surgem suas composições?

Pô, surgem de todo jeito, velho. Acho que eu já fiz música de quase todo jeito. Eu vou sempre procurando outras formas de fazer. Mas em relação ao repertório do disco, especificamente, tem duas canções que eu divido com a minha companheira, Raisa Feitosa, que são duas das músicas mais recentes: “Muito Dengo” e “Temperinho”. A segunda música do disco eu divido com Ivana Fontes, que é uma amiga de Sergipe. A terceira divido com Marvin, que é um amigo de Alagoas. A quarta é com Raisa de novo. A quinta eu divido com Dendê, que é uma amiga poetisa da Bahia. Aí a sexta, que é a primeira do lado B, eu divido com Ítallo França e Richard Plácido. E aí depois é só música minha, assim tipo, as quatro últimas músicas são composições minhas a solo. As parcerias nasceram de fazer um pedaço e mandar para alguém, a pessoa fazer mais um pouco, aí joga para mim, aí eu faço mais um pouco e mando para outra pessoa. Fica tipo um pinball. Bate aqui, bate lá, e chega uma hora que dá esse sentido. Mas eu não eu não tenho muito bem um um padrão de forma de compor. Eu fazia muito as coisas assim, tentava começar já na voz e no violão, né? Mas quando o tempo foi passando eu fui fazendo primeiro um violão, às vezes só cantava alguma coisa, controlando alguma coisa, e depois pensava um violão em cima. Mas no disco tem músicas feitas de formas muito diferentes. Tipo a última música, é uma música que eu passei um tempão só com harmonia e melodia por alguns meses. Aí depois eu fiz uma letra. “Ainda é Verão”, por exemplo, essa minha amiga, Dendê, me mandou um áudio cantando a letra inteira, meio recitando… era meio musical e meio poético. E aí eu peguei esses, coloquei um violão em cima, fiz uns ajustes na melodia. E tem umas que, porra, de tão antigas, eu não sei nem como é que eu fiz. Tipo “Valise”, eu não me lembro como é que eu fiz essa música não. Não faço ideia mesmo. Talvez se eu for lembrar eu vou ficar com uma vergonha do caralho assim [risadas].

E como tem sido o lance de ser um artista brasileiro lançado por um selo conhecido da Inglaterra, que tem outros brasileiros de peso no catálogo?

Sendo sincero, é meio que um sonho. É muito doido. Eu lembro que quando moleque, com uns 15, 16 anos, descobri música independente e aí eu via a galera indo para Europa e fazendo turnê. Eu ficava: “Porra, isso aqui é loucura.” Não fazia a menor ideia de como funcionava, mas vislumbrava isso. Mas não imaginava também que fosse ser assim tão próximo da realidade em tão pouco tempo. Mas é uma parada muito massa porque muita coisa realmente acontece por conta deles. Tem essa coisa de ser um selo de música brasileira, né? É também muito gratificante passar por esse lugar onde passaram várias figuras que são referência para mim, inclusive o próprio Amaro Freitas, que é de Pernambuco também. Me sinto lisonjeado em estar no mesmo lugar e de ter uma obra no mesmo selo que os meus amigos também, Nyron (Higor), Bruno. É um meio caminho andado para uma carreira que um dia eu vislumbrei assim. 

Mostra que é um trabalho de música brasileira fora dos padrões considerados pelo mercado. Traz vários aspectos de uma cultura pouco conhecida fora do país — e até dentro dele. É uma forma também de reafirmar isso. 

Total. Eu acho que a gente tem feito essa onda também de fazer jus a essa pluralidade da música brasileira. Muitas vezes, porra, a gente pena para ver os nordestinos nesse espaço, né? Neste lugar de destaque na música independente e até na música pop mesmo, enfim… Me sinto feliz de estar levando uma outra vertente que não é só música tradicional, nem é só música alternativa, é um lance que tá permeando esses dois espaços. Tem o lance do midstream, mas no lance musical também, assim, a gente tá com um pé na música alternativa, mas tem outro pé na música pop também. Assim, na música pop não só no sentido mediático, mas também no sentido de música popular mesmo, de canção popular, de um repertório de gêneros populares assim, especialmente nordestinos, né? Especialmente nordestinos.


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