Lisboa prepara-se para receber, no próximo dia 27 de Julho, uma lenda viva do jazz. Pat Metheny, o guitarrista que há mais de cinco décadas redefine os contornos da música instrumental, vai até ao Coliseu dos Recreios para apresentar o seu mais recente desafio sonoro, o álbum Side-Eye III+, que será editado já na próxima semana, a 27 de Fevereiro. Os bilhetes para o espectáculo custam entre 40 e 100 euros.
A actuação na capital portuguesa insere-se numa grande digressão traçada para quase todo o ano de 2026. Neste longo roteiro, Pat Metheny vai celebrar as novas dimensões sonoras possibilitadas pela expansão de Side-Eye, um projecto que começou no formato de trio e agora evoluiu para um quinteto — Chris Fishman e Joe Dyson mantêm-se na formação, que também passa a contar com os talentos de Jermaine Paul e Leonard Patton.
O alinhamento do concerto será em torno do seu próximo registo discográfico, Side-Eye III+, um trabalho ambicioso, com uma tapeçaria sonora mais rica e orquestral, para o qual contribuíram mais de uma dezena de músicos convidados — entre os quais o baixista Daryl Johns, a harpista Brandee Younger ou um coro gospel liderado por Mark Kibble dos Take 6. “In On It” e “Don’t Look Down” são os dois singles já revelados.
Num recente post no Instagram, Metheny falou sobre as diferentes possibilidades que esta nova banda e fornada musical lhe oferecem em palco:
“Não há praticamente nenhuma maneira de reproduzir exactamente o que está no disco apenas com o trio, nem esse será o objectivo explícito nesta próxima fase. Mas o material do disco pode ser tocado de muitas maneiras diferentes, o que é sempre um bom sinal. Já estou a pensar na próxima fase do Side-Eye, e a paleta mais ampla deste álbum, além das minhas ideias sobre o que vem a seguir, deram-me a ideia de trazer um jovem baixista incrível da Califórnia, Jermaine Paul, e o percussionista e vocalista Leonard Patton, um músico que tenho vindo a querer incluir no meu projecto há anos. Mas o núcleo da banda continuará a ser o Chris Fishman, Joe Dyson e eu — dando continuidade ao que temos trabalhado no palco e no estúdio durante este período musical realmente interessante que temos partilhado juntos.”