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O vigor e o ecletismo da música lusófona no MIL

[TEXTO] Diogo Pereira [FOTOS] Alejandro Silva, André Anonimo, João Piecho, Maria Gavinho, Ana Viotti

Ainda na sua primeira edição, o MIL – Lisbon International Music Network – apresentou-se como um festival dedicado à divulgação da música lusófona, organizado sob o signo do ecletismo, com bandas de sonoridades muito diversas, desde a electrónica ao rock e à música de dança cabo-verdiana, tendo apenas a sua língua em comum.

O evento, de apenas dois dias, organizado pela CTL, dona de vários espaços de festa em Lisboa e responsável pela organização de eventos musicais, contou com uma programação intensiva que se dividiu entre conferências sobre o estado actual da indústria musical lusófona e concertos em vários locais na zona do Cais do Sodré, em Lisboa, desde o B.Leza (não fosse este um evento em que a música africana adquiriu particular destaque) até ao Musicbox e vários bares à sua volta. As conferências decorreram na Câmara Municipal de Lisboa, na Fundação Arpad Szenes, na Pensão Amor e no Espaço Atmosferas, da ETIC, espécie de armazém amplo convertido em auditório improvisado para conferências informais.

Além disso, entre as palestras, houve também espaço para ouvir uma mostra de EPs dos alunos finalistas do curso de Produção e Criação Musical da ETIC, iniciativa louvável.

 


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A primeira conversa, “The Creative Force of Independent Labels on The Music Market”, moderada por Rui Portulez, radialista e jornalista musical, abordou a questão dos desafios de se ser independente, quer como artista ou editora, no mercado da música actual. Teve como convidados Wilson Vilares, DJ e músico cabo-verdiano, que actuaria mais tarde no festival enquanto Celeste Mariposa, Zé António Moura, jornalista, DJ, músico, programador e fundador da loja de discos Flur e da editora Príncipe, Hugo Ferreira, fundador e gestor da Omnichord Records, editora de música alternativa sediada em Leiria e anterior radialista na Rádio Universidade de Coimbra, e Céline Frezza, directora artística da Jarring Effects, famosa editora independente francesa de hip hop e electrónica.

Wilson começou por realçar o fardo financeiro da independência, afirmando que o desafio é ter de suportar os custos de tudo, desde o fabrico dos discos à promoção e ao agendamento. Acrescentou ainda que demora substancialmente mais tempo a fazer um álbum, e que só lucra com actuações ao vivo, porque é difícil fazer dinheiro a partir de edições físicas da música, em CD ou vinil.

Também salientou a questão da globalização, e os problemas que ela acarreta, como a incerteza de saber quem ouve a música que lança, porque muitas vezes a procura no estrangeiro é maior que no país de origem (“Gostam mais lá fora que cá”).

E apontou o dedo a programadores e donos de bares e salas de espectáculo, que por vezes dão menos valor à música indígena em favor de um produto mais genérico (“Os artistas locais tocam música que se podia ouvir em Brooklyn”), e que não se mostram dispostos a arriscar em géneros diferentes sem ser disco, house, techno ou hip hop.

 


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Finalmente, partilhou connosco alguns problemas mais pitorescos como o facto de trabalhar com alguns músicos com residência ilegal.

Hugo afirmou que a ideia de independência é falaciosa (“nós não somos assim tão independentes”), porque todos dependem de muitas outras organizações e entidades, desde os agentes às salas de concertos, sem esquecer o próprio público consumidor de música.

José Moura, veterano da cena da música electrónica portuguesa, criticou a falta de respeito pela música de dança, considerada durante muitos anos como mera fonte de entretenimento, e que segundo o próprio, só começou a ser encarada como música séria a partir dos anos 90, vítima de uma hegemonia do rock em Portugal. “Portugal was a rock country for many years. There was a rock mentality”, disse-nos, salientando a tacanhez portuguesa de antanho.

Tal como Wilson, também criticou os donos das salas, que rapidamente cancelam as noites se não atraírem público suficiente mas, numa nota mais positiva, deu como exemplo a longevidade das noites Príncipe no Musicbox, que já decorrem há cinco anos.

E todos pareceram concordar que o tempo é um problema, e ser independente é um verdadeiro teste à paciência.

A seguinte conferência, “Artist’s Rights In The Digital Era”, moderada por Raquel Laureano, advogada do meio das artes, abordou o tema da necessidade urgente de proteger os direitos de autor na era digital. Convidados: Paulo Gouveia, músico indie pop mais conhecido como Gomo, e delegado para a GDA, organização pública de fins não lucrativos que luta pelos direitos de autor em Portugal, Casper Clausen, membro fundador e vocalista dos dinamarqueses Efterklang e criador da estação de rádio alternativa The Lake Radio, Akotchaye Okio, ex-rapper e actual activista ao serviço da sucursal africana da Sacem, sociedade privada francesa de fins não lucrativos dedicada à defesa dos direitos de autor, e Virginia Dias-Caron, ex-produtora e agente e actual coordenadora internacional da Sacem.

 


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O activista francês começou por realçar a importância do digital na era moderna, notando que em 2016 músicas foram tocadas um total de cerca de 2.6 triliões de vezes em serviços de streaming. Por isso, asseverou, no que toca aos direitos dos artistas, “the stakes are high”.

Também afirmou que actualmente a música é global e que, no caso de África, a maior parte dos consumidores de música ouve-a através dos seus telemóveis (“Africa has gone mobile”).

Virginia afirmou que o digital oferece uma oportunidade única de manter um pulso no público moderno, analisando tendências e encontrando padrões.

Paulo Gouveia exigiu transparência da parte das editoras e serviços de streaming, afirmando que não há forma de os músicos saberem exactamente de onde veio e como é distribuído o lucro dessas plataformas. Ofereceu-nos também uma frase interessante: “Even if you sell a song it is still yours”.

Casper fez a apologia do ideal de doar os fundos directamente aos artistas, através de plataformas como o Kickstarter. E sugeriu ainda a ideia de remover o estatuto de limited liability das empresas DSP (Digital Service Providers), para as tornarem mais responsáveis e responsabilizáveis, no interesse da justiça.

O segundo dia começou por uma conferência dedicada ao mercado musical lusófono, e aos desafios em promover música lusófona em território nacional e mundial. Moderada por Adriana Belic, produtora, gestora e assessora cultural no Ministério da Cultura brasileiro, o colóquio contou com as participações de Ivan Santos, representante do Ministério da Cultura de Cabo Verde, Carlos Kessel, Conselheiro Cultural da Embaixada do Brasil, Manuel Silva, de Macau, programador e curador do festival pluridisciplinar This Is My City, e Luís Viegas, de Lisboa, fundador da Ao Sul do Mundo, cooperativa de produção e programação artística.

Todos saudaram o processo de descolonização na abertura de diálogos entre os países num clima de respeito e igualdade.

 


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Manuel Silva falou dos apoios governamentais, salientando a importância de tomar a iniciativa, dizendo “se o fizermos, ele chegará”. Também notou a importância crescente da língua portuguesa no mundo actual, referindo a quantidade de chineses que estudam português nas universidades actualmente.

Luís Viegas louvou a miscigenação de géneros, identidades, culturas e nacionalidades, e mencionou Trump condenando-o e alertando para a necessidade de não erguer muros entre nós. Também lamentou a ausência de uma organização homóloga à francesa bureauexport para promover a música portuguesa no mercado internacional.

Carlos Kessel falou de um fenómeno a que chamou clusterization, a agregação simplista de estilos e gostos sob um único género ou categoria.

Sentimento ecoado por um membro do público, que criticou a aglomeração de muitos géneros de música lusófona sob a designação de world music, que viu como um rótulo profundamente redutor.

No final, a moderadora lançou um assunto polémico acerca do qual ninguém estava disposto a falar: a importância do dinheiro em tudo isto. “Alguém quer falar em cifras?” Ficou a questão no ar.

A segunda conversa, “Artists and Managers: Reinventing A Collaboration In Progress”, foi subordinada à natureza da relação entre os artistas e os agentes que os representam e gerem as suas carreiras. Moderada por Miguel Ângelo, fundador dos Delfins e professor na ETIC, contou com as intervenções de Miguel Leite, fundador e gestor da Tradiio, plataforma que combina streaming com pagamento directo dos fãs aos artistas, e co-fundador da Punch, revista online e empresa de produção musical, Paulo Ventura, agente e produtor de renome, fundador da Metronomo, empresa de agenciamento de grandes nomes da música portuguesa, Alex D’Alva Teixeira, músico pop notório entre os millennials, e Mafalda Veiga, cantora pop com mais de vinte anos de carreira.

O diálogo principiou com a salutar constatação de que o público está disposto a pagar pela música e apoiar os artistas, partindo de dados estatísticos: os serviços de streaming cresceram 60% no ano passado, e 100 milhões de pessoas neste momento pagam por eles, embora não tanto como no tempo dos discos físicos.

Miguel Leite realçou a importância da confiança recíproca e integral entre um artista e o seu agente, bem como a importância deste contribuir para a independência financeira e artística de quem representa, e disse não gostar da ideia de crowdfunding, porque é pedir dinheiro, e os artistas têm valor em si mesmos.

 


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Paulo Ventura falou no papel do agente, que tem de oferecer dinheiro ao artista porque este raras vezes o tem, embora confesse que nem sempre tem de haver uma ligação pessoal: “O agente não tem de ser amigo do artista, não tem de beber copos com o artista”.

Além disso, referiu outro aspecto interessante: a obsolescência dos contratos (“Não gosto de contratos”), inadaptados aos tempos digitais, que praticamente não mudaram desde que foram redigidos, à excepção de uma pequena alteração da cláusula das royalties que lhes acrescenta uns meros 5%.

Finalmente, em tom humorístico, deixou-nos com um adágio que por vezes suma as frustrações de ter de lidar com artistas: “Doing the unnecessary for the ungrateful”.

Mafalda Veiga, por sua vez, mencionou a importância de separar a vida privada da pública e escolher o que se partilha nas redes sociais. Também falou no valor do contacto permanente com os fãs, e partilhou connosco que foi um fã que criou o seu site oficial e a sua página do Facebook.

Falando sobre o início das suas carreiras, Paulo disse que começou como road manager, viajando na estrada com os músicos, e depois conheceu António Cunha, que foi uma revelação porque na altura não havia agentes dignos desse nome, após a qual fez formação em França e Inglaterra, enquanto Miguel Leite, formado em Comunicação, veio do jornalismo.

Espaço ainda para perguntas do público, que quis saber a origem das suas parcerias e como se conheceram. “Nós vamos atrás dos artistas”, retorquiu Paulo.

Quanto aos artistas, ambos disseram que não viveriam sem os seus agentes, gostam da relação que têm com eles e dessa noção de trabalho em equipa, em que estes deixam que os primeiros se foquem na música, o que mais importa. E todos realçaram a longevidade das suas relações, que normalmente duram mais de dez anos.

A última conferência do festival, intitulada “Portuguese Market: State of The Art”, incidiu sobre o estado actual da indústria e do mercado musical lusófono e os problemas que os artistas lusos, sobretudo os novos, enfrentam ao tentar fazer a sua música chegar aos ouvidos de melómanos por todo o mundo. À conversa, moderada por Jorge Bizarro, membro da agência de produção Xapa 13 e ex-presidente da AMAEI, estiveram David Santos, melhor conhecido por Noiserv, João Vieira, cantor e guitarrista dos X-Wife e actual membro dos White Haus, e John Gonçalves, membro fundador dos The Gift.

David, multi-instrumentista apelidado de “homem-orquestra”, conhecido por concentrar em si vários papéis num gesto de auto-suficiência, afirmou que o principal obstáculo que encontrou no início da sua carreira foi o do fabrico e da distribuição dos seus discos, tarefas para as quais é normalmente precisa a ajuda de uma editora.

John e João, por outro lado, afirmaram que a distribuição já não é um problema, graças à preponderância do digital e do streaming, nomeadamente o Spotify e o YouTube. O ex-membro dos X-Wife acrescentou ainda um pormenor curioso e interessante: segundo a sua experiência, as pessoas mais velhas usam o Spotify e as mais novas o YouTube. Porque será? Fica a questão no ar.

O problema é, sim, para João Vieira, a promoção, sobretudo no meio de tanta oferta que caracteriza a paisagem musical moderna. “É preciso um bom PR”, disse o guitarrista do Porto. E acrescentou: “Há excesso de informação e falta de triagem”.

Acerca da questão do dinheiro, também lamentou que “as salas pequenas cobram pouco”, e que os auditórios municipais estão menos dispostos a arriscar em novos valores e bandas menos conhecidas, porque os programadores não querem prejuízo.

Em destaque também esteve o depoimento de John Gonçalves sobre a importância das associações discográficas que têm o papel de redistribuir o dinheiro equitativamente pelas editoras. Falou ainda na AMAEI (Associação de Músicos Artistas e Editoras Independentes), que fornece apoio jurídico e está aberta a inscrições de músicos independentes. “Podes ser o editor da tua música e estar registado na AMAEI”, afirmou.

No final, partilhou connosco um episódio anedótico: uma vez, em visita aos Estados Unidos, conheceu um promotor de David Bowie que lhe mostrou um painel de vários ecrãs que indicavam, com uma incrível precisão (“ao cêntimo”), os lucros de cada fonte onde a música do artista estava a ser tocada (desde serviços de streaming a anúncios de rádio), de forma a saber exactamente de onde o dinheiro vinha. Realidade contrastante com a de Portugal, em que “a conta é sempre redonda”.

Mas deixou-nos com palavras menos animadoras: “Está toda a gente a sobreviver, ninguém gera riqueza”.

Findas as conferências, passámos aos concertos.

 


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A primeira noite começou no B.Leza, salão de concertos de música africana decorado em quentes tons escarlates, de altos reposteiros de veludo vermelho e uma magnífica vista sobre o Tejo, convidando à volúpia.

Porém não foi música africana que se ouviu esta noite, mas sim o indie rock encorpado e emotivo de First Breath After Coma, banda leiriense que deve tanto à electrónica de M83 como ao post-rock épico de Sigur Rós ou Mogwai, e faz bem jus à canção de Explosions In The Sky que dá título ao quinteto. E que teve o prazer de contar com Noiserv, que subiu ao palco e se juntou ao grupo para tocar “Umbrae”.

Do B.Leza passei para o Musicbox. Casa cheia para receber Sensible Soccers. Uma cama de ritmos sintetizados aos quais se juntam arpeggios e riffs de guitarra eléctrica em melodias hipnóticas, fundindo o pop mais ambiental e onírico com a electrónica mais dançável e o rock instrumental.

Pop, ambiente, rock instrumental ou electrónica? Provavelmente todos. Não interessa. O que interessa é que puseram a casa toda a dançar, desde as arcadas até ao fundo, com muito groove para dar e vender. Para dançar e esquecer os problemas.

De regresso ao B.Leza para ouvir PAUS. Bateria siamesa em furor inclemente, melodias de sintetizador e baixo de fazer tremer o chão.

Para o futuro fica um memorável stage-dive, e as palavras de gratidão de Joaquim Albergaria para o público lisboeta: “Este evento não é só sobre as bandas, é sobre vocês, porque vocês mostram o que Lisboa é e o que pode ser”.

Segui para o Musicbox para ouvir Izem, produtor francês domiciliado em Lisboa que nos ofereceu um set de ritmos de dança imiscuídos com samples de música étnica do Norte de África e do Médio Oriente. Afinidades felizes com Bonobo.

 


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A caminho, ainda deu tempo para passar pelo Sabotage, pequena cave intimista que alojou os White Haus, projecto colaborativo de João Vieira, ex-membro dos X-Wife, com André Simão, o guitarrista dos Sensible Soccers e Graciela Coelho, a vocalista e teclista dos Dear Telephone. Synth pop, electro e disco numa fusão muito dançável.

A noite acabou na cave do Roterdão, na companhia de Theo Werneck, DJ paulista que nos brindou com uma amostra da sua colecção de MPB, samba rock e funk brasileiro, incluindo clássicos como “Não Adianta” dos Trio Mocotó, com letras de uma simplicidade lindíssima, provando definitivamente (como se fosse preciso) que a música do Brasil contém o sentido da vida (“Não adianta chorar, não adianta gritar”).

Uma lufada de ar fresco do house abafado e denso do Musicbox que até pôs este repórter de pés de chumbo a gingar um sambinha. Mais não se pode pedir.

A segunda noite abriu no Musicbox com o punk-metal-noise-funaná-sei-lá-mais-o-quê do Scúru Fitchádu, mescla idiossincrática de funaná cabo-verdiano de gaita e ferro com as sensibilidades agressivas e sujas do punk e do lo-fi. Os gritos guturais e demoníacos de Marcus Veiga, de reco-reco metálico (e mais tarde concertina) na mão, pujaram ao lado de baixos violentos e batidas africanas pesadas, fornecidas por um dueto de percussionistas: de um lado, mesa de mistura e chocalho; de outro, tambores.

Ritmos de electrónica, atitude e voz de metal. Quem já viu um concerto de Yves Tumor percebe.

 


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Impossível também esquecer as palavras de Marcus no final do concerto (“Obrigado por terem pactuado com esta profanação do funaná”), bem como a mensagem na sua t-shirt: “Há que violentar o sistema”. Foi isso mesmo que fizeram.

Quando se pensava que a noite ia ser africana, o contraste não podia ter sido maior para o concerto seguinte, da banda de culto Linda Martini, que pôs uma sala cheia a cantar “Os ratos vão-me devorar”. Uma performance inesquecível, não só pela música, um grunge agressivo com muito carácter e pujança, mas como pelos vários momentos de stage-diving.

Depois deste momento memorável, assistimos a outro que não ficou atrás: o concerto de Xinobi. O chão vibrou com a sua mistura de batidas techno pulsantes e hipnóticas e riffs de guitarra powerhouse. A abrir e fechar o concerto, o momento epicurista de Bruno Cardoso: “Divirtam-se, a vida não dura para sempre”. Nunca é demais ouvir.

Celeste Mariposa, alias de Wilson Vilares, mostrou-nos uma versão século XXI dos ritmos funaná de Cabo Verde, misturados com batidas techno (usando as suas próprias palavras, “uma celebração do afro-baile suado”), incluindo clássicos como “Desgraçada” de António Sanches, que puseram toda a gente a dançar, até Chullage. Foi muito engraçado ver o ex-membro dos históricos Red Eyes Gang a largar moves na pista abraçado à sua dama como se não houvesse amanhã. A palavra de ordem foi “Puxa!”.

 


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Rocky Marsiano, desta vez sem o seu Meu Kamba, continuou a noite com sabores africanos, mas devolvendo-nos ao universo familiar do house e do techno. E despediu-se com um clássico de Bonga.

A noite acabou nas mãos de DJ Maboku, com um set de house minimal sem grandes surpresas.

O MIL cumpriu o que prometeu: ofereceu-nos um cartaz indubitavelmente ecléctico (que outra coisa dizer de um festival em que se pôde assistir a Scúru Fitchádu e Linda Martini, back-to-back?) e rico em criatividade e emoção, divulgando a música portuguesa, que nunca esteve tão recomendável. E foi um sucesso retumbante. Que venha mais um!

 


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