Nova Batida: novo festival em Lisboa já tem cartaz

[TEXTO] Alexandra Oliveira Matos [FOTO] Direitos Reservados

Lisboa tem sido nos últimos anos um destino turístico apreciado, premiado e muito escolhido. 2018 não vai ser diferente, a começar pelo facto de a Soundcrash, promotora de música independente sediada em Londres, ter decidido fazer, no Village Underground e no LX Factory, o Nova Batida. O festival acontece de 14 a 16 de Setembro e já tem um cartaz bem povoado: Mndsgn, Mount Kimbie, Dj Marfox e Gilles Peterson constam nele.

“O festival não é dedicado a um género específico de música”, conta Rob Waller,  director da Soundcrash. “É sobre música nova e com substância em qualquer campo”, específica o organizador que diz ainda que “poderá ainda haver uma adição mais hip hop ao cartaz, talvez um rapper”. Por agora conhecemos um alinhamento encabeçado pelos Mount Kimbie. A dupla Dominic Maker e Kai Campos deverá trazer a palco o seu mais recente álbum Love What Survives, que conta com participações de King Krule, James Blake, Micachu e também Andrea Balency.

Mndsgn, produtor da Stones Throw Records, label pela qual lançou Yawn Zen (2014) e Body Wash (2016), também faz parte do alinhamento do festival e é, para já, um dos nomes mais ligados ao mundo hip hop presentes neste evento. DJ Marfox é um dos portugueses do cartaz — aliás, não podia ser diferente uma vez que Rob confessa que “adora absolutamente” Lisboa e que quer juntar “pelo menos mais um artista da Príncipe Discos às contas”. DJ Marfox vai submeter a pista de dança à sua mistura entre ritmos africanos e os sons urbanos do house e do techno. Também em português, mas vinda de Londres, há que referir Rita Maia. O promotor do festival adianta que está a trabalhar em colaboração com a DJ para “uma apresentação de artistas portugueses inovadores num dos palcos” do Nova Batida.

Gilles Peterson também tem lugar neste cartaz de fim de verão. O DJ, radialista e dono de várias etiquetas — Acid Jazz, Talkin’ Loud e Brownswood Recordings — traz o seu excelente gosto para território português. Maribou State, Max Cooper, George Fitzgerald são outros nomes do Nova Batida. Porém, há muitos mais para anunciar.

Rob Waller congratula o facto de “o feedback do público” estar a ser “fantástico”. “As vendas dos primeiros bilhetes foram enormes”, diz o promotor. Quanto aos comentários que têm sido feitos, os portugueses têm dito que estão “super contentes com o cartaz”, uma vez que são artistas que “normalmente não actuam em Portugal”, sublinha Rob. Quanto a visitas estrangeiras — Waller diz que tem havido feedback especialmente de França e Reino Unido — o Nova Batida é “uma bela razão para regressar a Portugal”, partilha o dono da Soundcrash.

Durante o festival, de 14 a 16 de Setembro, será ainda possível fazer aulas de surf, sessões de yoga e assistir aos artistas de rua a transformarem o Village Underground.

 


Alexandra Oliveira Matos

Alexandra Oliveira Matos

Questionar é o verbo pelo qual orienta o olhar. Licenciada em jornalismo na Escola Superior de Comunicação Social, mestre em continuar a aprender.
Alexandra Oliveira Matos