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Fotografia: Diogo Carvalho

O rapper de Mem Martins é um dos membros do colectivo liderado por Julinho KSD.

“Neblina” é o primeiro avanço da colectânea de feelings de Trista

Fotografia: Diogo Carvalho

Agora é a vez de Trista: no final da semana passada, o rapper do colectivo Instinto 26 lançou “Neblina”, o primeiro de uma série de três singles a solo. O tema conta com a produção de Fumaxa e instrumentação adicional de Monksmith e Ariel. O videoclipe ficou a cargo do habitual colaborador Diogo Carvalho.

O selo Instinto 26 tem vindo a ficar à sombra do crescimento exponencial de Julinho KSD, rapper que é autor de vários dos mais recentes hits a surgir no panorama do hip hop português, como “Sentimento Safari”, “Hoji N’Ka Ta Rola” ou “Mama Ta Xinti”, e que no ano passado assinou um contrato com a Sony Music Entertainment Portugal e garantiu igual tratamento para os seus colegas de grupo. Em Outubro de 2019, o Rimas e Batidas entrevistou a crew que voltou a pôr Mem Martins no mapa e destacava o talento de todos os seus quatro elementos que, mesmo com um repertório em nome próprio quase inexistente, iam dando provas do seu potencial ao lado da nova estrela do Casal de São José.

Ainda sem um projecto editado, foi através de singles que Julinho e os Instinto agarraram para si mesmos grande parte da atenção dentro do mercado musical e, aos números que vão amealhando nas plataformas digitais, somaram também inúmeros quilómetros de estrada percorridos para se apresentarem ao vivo em festivais e salas de espectáculo de Norte a Sul do país. Popularidade de egos à parte, a união é o segredo para estes jovens que são uma autêntica força da natureza.

“Temos lidado tranquilamente [com o sucesso]”, começou por explicar Trista ao ReB, ele que já havia mostrado uma certidão de skill dentro de uma sonoridade mais drill em “Concorrência”. “Todos sabemos o que valemos e o que podemos dar. Cada um tem a sua identidade e essa identidade junta-se quando cantamos juntos, é isso o que me faz sentir que o nosso grupo é diferente.”



Diferentes mas iguais aos demais no que toca aos efeitos do COVID-19 no circuito das artes. Com o isolamento social forçado, os Instinto 26 tiveram de colocar uma pausa nos seus espectáculos ao vivo mas trouxe até ao grupo uma nova injecção de foco e dedicação: “Esta pausa foi má, monetariamente [falando], mas fez bem no ponto-de-vista do reencontro e daquilo que queremos para o nosso movimento.”

Pouco mais de um ano desde “Concorrência”, Trista está de volta aos temas a solo e aproveita a paragem dos concertos para vincar o seu nome no movimento hip hop com uma pequena série de três lançamentos: “Neblina” é a primeira amostra e o episódio do meio de uma narrativa que envolve o nascimento e o desenvolvimento de um romance e termina com uma detenção por parte das forças de segurança. Uma colectânea de feelings, descreve-nos Trista, resultado das descobertas que tem coleccionado em estúdio com os colegas.

Quem surge ao seu lado neste novo avanço é Fumaxa, experiente DJ e artesão também de Mem Martins, que acompanha os Instinto 26 na estrada. Tudo aponta para que o homem que se notabilizou ao lado de nomes como Bispo ou Chyna seja também uma espécie de produtor in-house do colectivo, ele que lidera a equipa de produção Dirty Doc e tem o seu nome cravado nos créditos de “Conclusão” e “Mama Ta Xinti”, as duas faixas que marcam um ponto de viragem no método de trabalho dos Instinto, cujas vozes agora se fazem ouvir sobre batidas nacionais e originais.

Trista remata a conversa com o ReB sublinhando o orgulho que é poder trabalhar de perto com um nome que já tanto fez pelo hip hop nacional e, especificamente, pelo movimento da área postal 2725:

“É bom trabalhar e aprender coisas novas com gente que está cá há mais tempo do que nós. É uma experiência que me dá orgulho, pois quando era mais novo já conhecia o trabalho e admirava os projectos ele. Agora, poder partilhar estes momentos só me dá orgulho de toda esta caminhada.”


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