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Texto: ReB Team
Fotografia: Direitos Reservados
Publicado a: 26/02/2026

Um dos melhores anúncios do ano.

Ms. Lauryn Hill, Vince Staples, Black Star e Grace Jones entre as novidades do MEO Kalorama

Texto: ReB Team
Fotografia: Direitos Reservados
Publicado a: 26/02/2026

O MEO Kalorama acaba de reforçar a sua quinta edição com um anúncio bem ambicioso que demonstra uma particular atenção à história — e ao futuro — da música negra e alternativa. De 28 a 30 de Agosto, o Parque da Bela Vista, em Lisboa, volta a ser palco de um encontro geracional entre lendas e vozes emergentes.

No topo da nova leva de confirmações surge Ms. Lauryn Hill, que trará consigo convidados especiais para um espetáculo anunciado como único, celebrando na íntegra The Miseducation of Lauryn Hill e clássicos dos Fugees. A presença de Wyclef Jean reforça o peso simbólico do reencontro, enquanto a inclusão dos filhos da artista YG e Zion Marley introduz uma camada de continuidade geracional. Se o hip hop vive de legado e reinvenção, este concerto promete materializar ambas as dimensões num só momento.

Mas o anúncio não se fica por aí. A força camaleónica de Grace Jones garante uma das performances mais imprevisíveis deste Verão, onde moda, teatro e pulsação rítmica se fundem numa experiência total. Já Vince Staples traz a crónica afiada da América contemporânea, enquanto os Black Star — dupla formada por Yasiin Bey e Talib Kweli — reafirmam a vertente politizada e consciente do género, num regresso que mantém acesa a chama do hip hop como espaço de reflexão crítica.

O equilíbrio entre consagração e descoberta estende-se a nomes como Judeline, Anna Von Hausswolff, Folk Bitch Trio ou Peaches, artistas que operam nas margens do pop, do rock experimental e da electrónica performativa. No plano lusófono, o festival propõe um encontro especial entre Amaro Freitas, Criolo e Dino D’Santiago, celebrando as raízes atlânticas da língua portuguesa, além de actuações de Bruno Pernadas, A Sul e Femme Falafel — sinais claros de que o Kalorama continua atento à vitalidade criativa nacional.

A organização revelou ainda a distribuição do cartaz por dias, consolidando uma narrativa que parece pensada como percurso e não apenas como soma de nomes. A saída forçada dos Violent Femmes, devido ao cancelamento da digressão europeia, é a única nota dissonante num anúncio que, no essencial, confirma o MEO Kalorama como espaço de convergência entre memória, identidade e experimentação. Em 2026, mais do que um festival, o evento lisboeta propõe-se novamente como espelho das tensões e celebrações do nosso tempo.


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