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Texto: ReB Team
Fotografia: Direitos Reservados

O Porto perdeu parte da alma que segurava as suas pistas de dança.

Morreu Vicente Pinto Abreu, um dos 7 Magníficos

Texto: ReB Team
Fotografia: Direitos Reservados

Desapareceu uma das mais respeitadas figuras da cultura portuense contemporânea, Vicente Pinto Abreu, coleccionador, DJ e “uma verdadeira enciclopédia andante de música e cinema”.

A sua formação académica passou pela Faculdade de Economia do Porto, mas as pistas de dança e o seu apurado e ecléctico gosto musical seriam as “armas” que usaria para conquistar fãs, seguidores e amigos. A solo e, claro, com os seus 7 Magníficos, colectivo de DJs onde também despontavam Carlos Moura, Chico Ferrão, Miguel Dias, Pedro Mesquita, Rui Pimenta e Pedro Tenreiro.

O comandante do Poder Soul (programa da Antena 3) foi um dos primeiros a reagir nas redes sociais à sua morte: “um abraço forte a todos aqueles que, como eu, acabaram de perder o mais querido dos Amigos e um agradecimento profundo pelas mensagens de força e carinho que me chegaram. gostava de acreditar que — como canta Robert Wyatt, um dos artistas favoritos do Vicente, nesta enorme canção [“At Last I Am Free“] dos, também seus eleitos, Chic — isto possa ter sido, para ele, uma qualquer forma de libertação. não me despeço porque aqui ele vai morar sempre”.

Numa publicação feita na sua página oficial de Facebook, o rapper e produtor Keso escreveu: “‘Sinceramente Portuense’. Hoje perdemos uma das pessoas mais incríveis e genuínas que alguma vez conheci nesta cidade. Uma verdadeira enciclopédia de musica e cinema e, melhor ainda, provavelmente a enciclopédia mais divertida de sempre. Um magnífico. Vicente Pinto Abreu. Jamais, mas jamais, te esquecerei. Obrigado por tudo.”

André Carvalho (Circus Network) partilhou uma foto de Vicente com o Original Marginal e também deixou algumas palavras: “Não sendo um amigo próximo, era uma pessoa por quem nutria uma enorme admiração. Partilhávamos um gosto pela música da Favorite e ele costumava encomendar na loja as compilações. Uma das quais estava guardada à espera dele por causa desta pandemia. Tinha sempre uma história caricata sobre algo (por norma cinema ou música) e era de uma simpatia infindável. Não sou muito de partilhar este tipo de coisas mas numa altura em que a cultura na cidade está a tremer devido à situação em que vivemos não consigo não ficar triste por se perder um magnifico.”

Disco e soul, funk, rap e jazz, o ADN das suas escolhas musicais permitiam-lhe “causar furor quer em bailes de casamento quer nas mais selectas pistas de dança sem nunca fazer cedências”. Por isso mesmo, só nos poderíamos despedir com a recuperação de um set seu, gravado em Dezembro de 2019, para a associação cultural Alinea A.


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