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Texto: ReB Team
Fotografia: John Seaman
Publicado a: 30/09/2021

Um dos parceiros mais importantes na carreira de James Brown.

Morreu Pee Wee Ellis, um “génio reservado” que ajudou na edificação do funk

Texto: ReB Team
Fotografia: John Seaman
Publicado a: 30/09/2021

Na passada sexta-feira, dia 24 de Setembro, a notícia chegava através da sua página de Facebook: o saxofonista e compositor americano Pee Wee Ellis morrera no dia anterior devido a problemas cardíacos. Tinha 80 anos.

Nascido a 21 de April de 1941 em Bradenton, Flórida, o músico fez a sua formação musical inicial no piano, no clarinete e no saxofone. Aos oito anos, mudou-se para Lubbock, Texas, por conta do casamento da sua mãe com Ezell Ellis, manager de artistas locais que, mais tarde, lhe dariam a sua alcunha, Pee Wee. De poiso em poiso com a sua família, foi em Rochester, Nova Iorque, já enquanto adolescente, que evoluiu entre os clubes de jazz e a Manhattan School of Music — e foi nessa altura que também começou a acumular créditos enquanto sideman.

Antes de chegar à presença de James Brown e iniciar uma autêntica revolução na história da música, Alfred teve um primeiro momento de encontro com a realeza: em 1957, a vida colocou-lhe à frente o gigante Sonny Rollins e Ellis não enjeitou a “oferta”, pedindo-lhe aulas. O pedido foi aceite e os estudos semanais tornar-se-iam fundamentais para o seu desenvolvimento artístico.

Demoraria mais de uma década até se cruzar com Brown. Segundo o guitarrista Vernon Reid, Pee Wee Ellis sentiu-se tão tocado pelo funk de JB que teve de se fazer à pista para ajudar a dar direcção àquele som. O “Soul Brother Number One” terá ficado tão impressionado que lhe daria a liderança da banda. Na New York Times, a história pega por outro sítio: segundo o jornal, os músicos de James Brown viram-no a tocar num motel em Miami e seria essa a porta de entrada para o grupo.



Ellis e Brown criariam duas canções absolutamente fundacionais para a música moderna: “Cold Sweat” surgiria depois de uma sugestão de linha de baixo do segundo — o primeiro seguiu-lhe a deixa e construiu o resto da faixa; depois da morte de Martin Luther King Jr., em 1968, e de um Verão sem descanso para a população negra, a dupla escreveu “Say It Loud — I’m Black and I’m Proud“.

No Twitter, Bootsy Collins, seu parceiro nas formações que acompanharam Brown, prestou tributo ao “génio reservado” e enalteceu os seu “brilhantes arranjos”.

A irascibilidade de James Brown haveria de tornar-se insuportável para Pee Wee Ellis que deu início a uma nova fase na sua carreira no começo da década de 70. Trabalhou com George Benson, Leon Thomas ou Shirley Scott, mas foi Van Morrison que o convenceu: as contribuições para Into The Music, de 1979, seriam o pontapé-de-saída de uma relação musical que se iria espelhar nos 20 anos que se seguiram.

Enquanto líder de banda, Ellis estreou-se com Home In The Country, em 1977, lançando mais de uma dezena de projectos nesse registo.


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