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Texto: ReB Team
Fotografia: Larry Ellis/Express/Getty Images
Publicado a: 18/12/2018

Morreu o compositor Galt MacDermot

Texto: ReB Team
Fotografia: Larry Ellis/Express/Getty Images
Publicado a: 18/12/2018

Morreu ontem o compositor Galt MacDermot, que hoje mesmo completaria nove décadas de vida. A notícia foi confirmada pela neta do músico, mas ainda não se conhecem as causas da morte.

À primeira vista, o nome Galt MacDermot pode passar despercebido. Nasceu em Montreal, Quebeque, e construiu um vasto catálogo de composições assinadas para musicais desde a década de 50, contando também com dezenas de discos lançados em nome próprio e em colaboração com outros artistas. As canções escritas para os espectáculos Hair e Two Gentlemen of Verona surgem no topo das suas criações mais emblemáticas, com o primeiro a encurtar-lhe o caminho para o seu segundo Grammy da carreira, sucedendo a “African Waltz”.



Podemos agora colocar as coisas de outra forma: recordam-se de “Woo-Hah!! Got You All in Check” de Busta Rhymes? De “You Know What Time It Is” de Your Old Droog? Ou de “Mash”, que fez parte do clássico Donuts de J Dilla? Todas estas canções foram criadas a partir de temas de Galt MacDermot, que sempre mostrou abertura para que os artistas de hip hop recorressem ao seu catálogo — a plataforma Who Sampled regista mais de 150 casos de artistas que samplaram o canadiano. Só Oh No, rapper e produtor de Oxnard, Califórnia, e irmão do aclamado Madlib, tem um álbum de 22 faixas inteiramente esculpidas com recurso às melodias do malogrado músico — Exodus Into Unheard Rhythms saiu pela Stones Throw em 2006.

E se as composições de MacDermot poderiam, no início, parecer demasiado obscuras para que os diggers do universo hip hop as pudessem encontrar, DJ Danny Dann abriu essa essa porta quando incluiu “Ripped Open by Metal Explosions” no segundo volume das suas compilações de “breakbeats raros e originais” Dusty Fingers, no final do milénio passado, uma espécie kit de boas-vindas para os produtores que ainda estavam com dificuldades em encontrar material pouco ou nada utilizado.

Madlib, por exemplo, sempre mencionou o som da bateria nas composições e nos arranjos de Galt McDermot, um som forte, redondo e muito apetecível para ser samplado. Isso levou a que os discos que foi lançando no seu próprio selo, Kilmarnock, se tornassem objectos de culto entre os mais informados produtores de hip hop, com vários, como Time Machine ou Nucleus, a cifrarem-se hoje nas centenas de dólares, sinal claro de uma mais do que justificada valorização conseguida através do hip hop.


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