Mirai e Nedved mataram O Game no Musicbox

[TEXTO] João Daniel Marques [FOTO] Direitos Reservados

Começou numa quarta-feira há 12 semanas e acabou ontem a competição focada nos jovens talentos do rap português – O Game, uma parceria da WTF com a Think Music em que, segundo ProfJam, “a ideia é dar a conhecer produtores e artistas que andem por aí”. No final, a vitória sorriu a Mirai e Nedved, com o tema “Marca”.

O início estava marcado para as 22 horas, precisamente quando Mike El Nite subiu ao palco para apresentar um set que se estenderia, intermitentemente, durante toda a festa, dedicando-se principalmente à matéria-prima da Think Music, mas também a outras faixas de uma linguagem sempre mais próxima do trap.

Palazzi foi o primeiro a subir ao palco, numa noite que já não seria a sua, para nos dar a ouvir a colaboração com Lazuli, “Blood, Sweat & Tears”. A ele seguiram-se os finalistas Mirai e Bizzy com os temas produzidos por Lazuli e Nedved – “Sai da Frente” e “Família”, respectivamente. Mas não foram os únicos, porque a final foi essencialmente uma festa de consolidação do trabalho feito durante este período. Numa primeira leva, Vilson surgiu em palco com “Do Bairro”, Manthinks mostrou “Corrida” (um favorito do público que enchia o Musicbox, em Lisboa), Holympo cantou “Lobo” e Gugainna rematou a primeira sessão com “Mais que Suave”.



Depois de um curto intervalo com Mike El Nite nos comandos, uma vez mais, foi tempo para revisitar a segunda etapa d’O Game. Dessa vez mostraram-se as colaborações da meia-final, mas já sem o factor-surpresa ou os nervos de saber quem venceria. Isto porque os vencedores da semi-final, e os grandes protagonistas da noite, eram já conhecidos. Mirai e Bizzy passaram à próxima fase com “Papo Reto”, produzida por Nedved e Lazuli. A recepção foi a mais calorosa, com as cabeças a voltarem-se imediatamente para baixo para serem abanadas ao som de um dos temas mais marcantes deste “jogo”. Mas nem mesmo a derrota valeu a Holympo e Manthinks uma recepção menos digna. Muitos aplausos e assobios de reconhecimento para a faixa com instrumental de Guire e Hyzer (já conhecido do primeiro MC na Trifecta).

E a próxima performance traria isso mesmo – os vencedores d’O Game. Bizzy foi o primeiro a pisar o palco na final. Agora com óculos de sol, manteve a postura menos expansiva que lhe é característica, e “Believer” foi o tema que trouxe para a final sobre um beat de Lazuli. De seguida, Mirai deu a conhecer ao vivo o tema que lhe daria a vitória. “Marca” tem produção de Nedved e uma letra que podemos dizer inspirada na própria competição. Era o que queria, e Mirai entrou no “rap game para deixar a sua marca” com a desejada vitória anunciada por Mário Cotrim.

E foi assim que terminou uma das competições que mais valorizou alguns dos nomes emergentes que vão aparecendo no cada vez mais preenchido panorama de rap nacional. Após as ovações e entrega do vinil de vencedor a Mirai e Nedved, chegava a hora de “Matar o Game”. ProfJam subiu ao palco, de microfone na mão, e fechou com chave de ouro esta enorme aventura em que se traduziu O Game.


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