pub

Fotografia: Telmo Pereira
Publicado a: 22/02/2024

Música, dança, vídeo e tecnologia em simbiose.

Micro Audio Waves: “Esta banda existe por causa da junção das nossas personalidades”

Fotografia: Telmo Pereira
Publicado a: 22/02/2024

Uma das grandes notícias de 2024 na música portuguesa é o regresso dos Micro Audio Waves aos discos. Quinze anos depois de Zoetrope, Cláudia Efe, Carlos Morgado, Flak e Francisco Rebelo voltam a cruzar-se com aquele que é o seu melhor e mais coeso trabalho – Glimmer.

Caso alguém não conheça os Micro Audio Waves, aqui fica um breve resumo. Começaram como um projeto em formato de duo de Flak e Carlos Morgado para “brincarem” com a tecnologia – o resultado pode-se escutar no dissonante homónimo de estreia, lançado em 2002. Quando Cláudia Efe se juntou para dar voz ao projeto, os Micro Audio Waves sofreram uma mutação. Transformaram-se numa banda de pop eletrónica, mas nunca perderam a sua edge experimental. No Waves, de 2004, permitiu à banda tocar numa Peel Session e receber prémios além-fronteiras; Odd Size Baggage, de 2007, apenas confirmou o estatuto dos Micro Audio Waves como uma das bandas portuguesas mais aclamadas.

Glimmer não esquece o passado dos Micro Audio Waves – pelo contrário. É um disco construído a partir de tudo o que a banda já viveu e aprendeu, mas adaptado para o hoje. Se outrora os Micro Audio Waves viviam de navegar os limites da tecnologia, em Glimmer tentam descobrir como viver num mundo onde a tecnologia é agora dominante. 

Esta relação também se encontra presente na forma como Glimmer está a ser apresentado ao vivo. O espetáculo de Glimmer marca o reencontro entre a banda e o coreógrafo Rui Horta, outrora responsável pelo espetáculo de Zoetrope. Mas se o espetáculo de Zoetrope assentou na sincronização entre a tecnologia e a música dos Micro Audio Waves, o espetáculo de Glimmer escapa a essa dinâmica – tenta trazer-nos de volta ao nosso lado mais humano. É aí que surge a figura da bailarina e coreógrafa Gaya de Medeiros, responsável por nos trazer de volta à Terra.

Após duas datas em Aveiro e outra em Ourém, Glimmer vai ser apresentado ao vivo este sábado (24 de Fevereiro) nas Caldas da Rainha. Em Março, segue-se Viseu (dias 1 e 2) e Guimarães (dia 9). Entre datas, o Rimas e Batidas bebeu um chá com Flak e Cláudia Efe para escutar tudo sobre o regresso da banda aos discos e aos espetáculos.



Há vinte anos, no segundo disco de Micro Audio Waves [No Waves], cantavam “Until the body is fully connected”, um mote para a forma como a banda trabalhou os limites entre a tecnologia e os corpos. Dado que o Glimmer surge agora numa altura que já estamos totalmente conectados – até demais –, como comparam o contexto em que surgem os primeiros álbuns de Micro Audio Waves com o contexto em que surge este vosso regresso aos discos?

[Flak] Na altura, a eletrónica era uma novidade e estávamos num processo de aprendizagem porque só no final dos anos 90 é que tínhamos tido acesso a computadores e à possibilidade de utilizá-los para processar sons e transformá-los em sons novos. Isso gerou uma grande curiosidade em mim e no Carlos em explorar esses caminhos e tentarmos desenvolver timbres e sons diferentes para fazermos a nossa eletrónica. Agora, em vinte anos, as coisas evoluíram de forma exponencial. Nada disso hoje em dia é novidade. Portanto, no fundo, o que estamos a tentar fazer agora é tentar não nos repetirmos. Os nossos processos também mudaram por causa disso.

Mas, na altura, existia uma certa positividade face a estas mudanças tecnológicas. Agora, estamos saturados e está a acontecer uma inversão dessa relação. Estamos ativamente a questionar o papel da tecnologia na sociedade e as nossas relações com as redes sociais e com conceitos como capitalismo de vigilância.

[Flak] Na altura, havia a esperança de que a Internet fosse um espaço-

De democracia quase utópica.

[Flak] Exato. E na prática, isso não aconteceu. Quando surge uma tecnologia nova, existem sempre pessoas que a conseguem subverter e utilizá-la para caminhos para o qual não foram inicialmente concebidas. É isso que está a acontecer atualmente. É por isso que estamos a viver mergulhados nesta confusão e que o mundo está a tornar-se num local estranho e perigoso.

Vocês já não tocavam há um bom par de anos – até li que o vosso último concerto tinha sido num metro – e o Zoetrope foi lançado há 15 anos. Como surge a vontade de criar canções e lançar um disco?

[Cláudia Efe] Já tínhamos algumas canções – ou vá, estruturas – nesse espaço de tempo. Portanto, nunca parámos propriamente. Fomos fazendo as coisas tendo em conta a disponibilidade de todos e, quando chegou o confinamento, ficámos com bastante tempo livre. Como tínhamos já algum material, decidimos trabalhá-lo e finalizar as coisas nessa altura. Então, de repente, ficámos em mãos com um objeto que considerávamos relevante, com uma sonoridade que não era muito explorada. Portanto, era perfeitamente válido fazermos alguma coisa com este disco. Mas nós não queríamos ser só mais uma banda a dar concertos. Queríamos que o espetáculo ao vivo fosse um momento que desse continuidade às canções que tínhamos criado. E surgiu o nome do Rui Horta.

Com quem trabalharam para fazer o espetáculo do Zoetrope.

[Cláudia] Exatamente. Na altura, correu mesmo muito bem. Tínhamos a mesma vontade de fazer algo que fosse uma apresentação completa, como aconteceu com o Zoetrope.

Qual foi a primeira canção que surgiu para o Glimmer? Ainda se lembram?

[Cláudia] Acho que foi a “The Day We Left Earth” e a “Trojan Rabbit”.

[Flak] A “Neon Gods” também. Lembro-me de estarmos em estúdio a fazer os sequenciadores.

[Cláudia] Eu canalizei o Scott Walker. [Risos]

[Flak] Acabámos por deixar assim essas referências até para nos guiarmos. Além disso, fizemos mesmo o esforço para mudarmos um bocado o nosso método de trabalho. Nós trabalhamos muito à base de improvisações e depois editávamos as canções a partir daí. Nestes temas, tentámos fazer canções pop mais tradicionais. Quando os recuperámos para finalizar álbum, o que fizemos foi apenas atualizá-los.

Essa noção de estrutura foi a primeira coisa que notei no Glimmer. É o álbum mais coeso que fizeram até ao momento.

[Cláudia] Obrigada! Porque foi uma luta [risos], para ver o que entrava e não entrava no disco.

Isso significa que o Glimmer tem por detrás um conceito pensado, não? 

[Cláudia] Acho que as nossas preocupações sempre foram naturais e mantiveram-se ao longo do tempo. Podemos exprimi-las de forma diferente, mas os temas continuam presentes.

[Flak] Tem muito a ver com quem somos e isso não mudou. Esta banda existe por causa da junção das nossas personalidades, e isso inclui tanto as nossas qualidades como defeitos. É isso que faz com que o som de Micro Audio Waves exista. Se tirares uma peça daqui isto deixaria de funcionar ou passaria a ser algo completamente diferente. Nesse aspeto, sempre existiu uma linha condutora naquilo que fizemos e isso surgiu sempre de forma natural. Nunca foi algo muito pensado, sabes? A partir do momento em que temos todos os elementos, criamos essa história. 

[Cláudia] E no Glimmer, apesar de que queríamos juntar outras faixas que tínhamos, achávamos que não fazia sentido. Qualquer uma que acrescentássemos ia desequilibrar o disco.

[Flak] No fundo, foi escolher as peças certas para encontrarmos um determinado equilibro.

Como foi trabalhar o lado do espetáculo do Glimmer com o Rui Horta?

[Cláudia] É sempre interessante porque, de repente, o teu trabalho vai ter o olhar externo de um artista que é bastante completo, como é o caso do Rui. E isso acabou por levar estas músicas para outro patamar.

[Flak] Nós interpretámos as músicas à maneira dela.

[Cláudia] Foi ele também que nos desafiou a desenvolver outros momentos para o espetáculo que não estão no disco, para que o espetáculo se tornasse mesmo num objeto único.

E para além da banda, a Gaya de Medeiros acompanha-vos em palco.

[Cláudia] A Gaya foi um convite que surgiu a partir do Rui. Ele lançou-nos esse desafio, mas acho que acabou por ser um desafio mais para ele do que para nós [risos]. Ele queria muito trabalhar com a Gaya, mas nunca achou que fosse tão fácil convencer-nos disso. Portanto, de repente ele ficou com o desafio de, com a Gaya, conseguir construir algo connosco que fosse coeso.

O Rui disse ao Público que a Gaya surgiu de uma necessidade de querer mostrar que quem está na frente do Glimmer “é o ser humano”.

[Flak] Em contraste com Zoetrope, que era mais tecnológico. Naquela altura, o trabalho que fizemos com vídeo era uma novidade – até tivemos de desenvolver software para conseguirmos que tudo ficasse sincronizado. Hoje em dia, isso tudo já existe. Portanto, a nossa abordagem tinha que ser outra.

[Cláudia] A Gaya surge mesmo em contraponto com a forma como a tecnologia evoluiu e quanto está omnipresente nas nossas vidas. A tecnologia evoluiu bastante, mas se calhar as relações humanas não evoluíram assim tanto.

[Flak] Engraçado que, com todos os defeitos da evolução tecnológica, é algo único na história da humanidade e nós nem temos tempo para assimilar tudo o que vai acontecendo. A distopia de que estávamos a falar também tem a ver com isso. Não temos a capacidade de interiorizar todas essas mudanças.

Regressam à ideia de fugir à tecnologia do Zoetrope e abraçam mais o lado humano das coisas.

[Flak] Sim, foi essa a ideia.

[Cláudia] Para além disso, a Gaya tornou-se cúmplice nossa. Foi completamente assimilada por nós [risos].

[Flak] Uma das coisas ótimas foi que estivemos três meses juntos e um outro mês em residência. Isso ajudou a criar essa tal cumplicidade. Isso também é mérito do Rui Horta. Os coreógrafos são normalmente muito mais disciplinados que os músicos [risos], e ele obrigou-nos a ter uma disciplina que nunca teríamos de outra forma. Foi super positivo. No fundo, a banda voltou a criar laços fortes, e a Gaya também entrou nesse mundo.

Entretanto, o espetáculo já estreou no Teatro Aveirense. Como foi regressar ao palco após tanto tempo e como foi a receção do público a estes primeiros espetáculos?

[Cláudia] Voltar aos palcos não foi assim muito complicado porque estivemos a preparar o Glimmer durante muito tempo diariamente.

[Flak] Tivemos muitos ensaios gerais [risos].

[Cláudia] Nós vínhamos com um ritmo insano dos ensaios. Ou seja, a única diferença aqui é que íamos fazer o espetáculo à frente de pessoa em vez de fazê-lo no silêncio. Portanto, essa experiência sensorial, que também queríamos provocar nas pessoas, foi a maior diferença.

[Flak] Tentámos ligar as várias secções do espetáculo de forma a que, à partida, não houvesse tempo para palmas. Raramente ocorrem silêncios. Entre músicas, criámos ambientes com eletrónica ou com textos. Mas as pessoas reagem às coisas na mesma e nem sempre estamos à espera disso depois de tanto tempo a ensaiarmos no silêncio [risos].

[Cláudia] Mas a receção tem sido muito positiva, até agora. Não só do público, mas também de vários jornalistas com quem temos falado.

Eu descobri a música de Micro Audio Waves por acaso no ano passado, quando tweetei a perguntar por projetos de electroclash portugueses. Ultimamente, tenho pensado bastante na manutenção do arquivo da música portuguesa e como a música e informações sobre bandas como a vossa, do passado, pode chegar a novos públicos. Que importância vêem vocês na manutenção desse arquivo?

[Cláudia] Quando falas do arquivo, também é uma cena de memória, não é? Manter a memória dá imenso trabalho. 

[Flak] E se acontecer um desastre que destrua a memória digital, o que irá acontecer? Não tem muito a ver com a tua pergunta, mas já pensei nisso várias vezes. Pode-se perder um período todo, porque muitas das coisas só existem digitalmente, e ficar com um buraco de conhecimento sobre esta época.

[Cláudia] Confesso que quando surgiu a ideia de editarmos o Glimmer, eu sugeri para apenas se fazer dumping do disco. Ainda bem que não me deram ouvidos [risos].  E a conversação da memória também depende do tipo – se é um disco rígido, um disco externo–

[Flak] Mas os próprios discos acabam por estragar-se.

[Cláudia] Sim, e o vinil também. E quando tens vinil, precisas de um leitor para o meter a tocar; um CD idem. Existe toda uma codependência, não é?

[Flak] Exato.

[Cláudia] E depois o interesse que há em manter a memória…

[Flak] O vinil, se calhar, é um meio fiável para contar histórias porque é mecânico; mesmo se estiver riscado, consegues recuperar informação e perceber o que lá está. Com CDs, isso não acontece. Muitos dos meus CDs dos anos 90 já não funcionam. Portanto, acho que a tua pergunta é pertinente, no sentido que vai ser estranho perceber como se vai conservar muita da memória musical a partir da década de 90.

[Cláudia] Até porque nunca se produziu tanto e nunca se acumulou tanto como agora – digitalmente. Temos um hoarding issue em que parece que se não guardares aquilo, não o vais recuperar no futuro. É muito estranho.

[Flak] Quando comecei a ouvir música, só as majors é que editavam discos. Não havia dinheiro para fazer de outra maneira. Portanto, existiam 30, 40, 50 discos e praticamente toda a gente interessada em música os tinha a todos. Atualmente, há tanta coisa para ouvir que é difícil teres concentração para ouvires discos inteiros. Antigamente, quando comprava vinil, ouvia tudo, lia as fichas técnicas… ficava a conhecer mesmo o disco. Agora, dificilmente isso acontece. É tanta informação e tanta coisa que te chama à atenção que estás sempre a saltar de coisa em coisa, mesmo que não queiras.

[Cláudia] É uma hiperestimulação.

[Flak] Mas isso é um lado da moeda. Por outro lado, nunca se faz tanta boa música como agora nem nunca houve tanta facilidade e liberdade para se criar. Quando comecei a fazer música, se não obedecêssemos a determinados padrões, não tinhamos contrato com uma editora e era impossível editar alguma coisa. Hoje em dia, não. Tu podes fazer o que quiseres e teres na mesma o teu público, mesmo que seja reduzido.

[Cláudia] O mercado alterou-se. A paisagem não é de todo a mesma.

[Flak] Completamente. Mas temos de nos habituar a isso.

Que mudanças já notaram na indústria face aos tempos do Zoetrope?

[Cláudia] Na realidade, não sinto que haja assim tantas, pelo menos da forma como fazemos as coisas. Quando fizemos o Zoetrope com o Rui Horta, fizemo-lo com coproduções de teatros que queriam apresentar algo de diferente. Com o Glimmer foi igual. 

[Flak] Assim tivemos condições para trabalhar que não teríamos de outra forma. 

[Claúdia] Condições de ensaios e uma equipa gigantesca à nossa disposição.

[Flak] Se fosse apenas um concerto tradicional, não teríamos tido nada disso.

[Cláudia] Produzir um espetáculo neste formato faz sentido para mim. Acho mais interessante ires ouvir uma banda onde, de repente, tens um coreógrafo, um videógrafo e uma bailarina envolvidos na conceção do espetáculo. Portanto, como fizemos o Zoetrope e o Glimmer, pouco mudou nesse aspeto. Se calhar agora temos o Instagram [risos]. É na parte da comunicação onde sentimos mais diferença.

[Flak] O que me parece que mudou na indústria e no meio dos concertos de há quinze anos para cá é que antes existia um determinado circuito mainstream que funcionava. Uma banda fazia um disco, conseguia marcar uns quantos concertos com cachês razoáveis e sobrevivia assim. Agora, as coisas extremaram-se muito. Ou tens os grandes festivais, que é um circuito onde entras ou não entras, ou tens o circuito alternativo, que se perdeu muito, onde tens salas onde as pessoas tocam à porta porque gostam de tocar e não estão à espera de ter grande lucro com isso. Não tens grandes alternativas para poderes rentabilizar o teu trabalho.

[Cláudia] Mas mesmo se entrares no circuito dos festivais, entras numa parte reservada para ti, onde tocas muito pouco tempo e o cachê também não é grande coisa.

[Flak] Sim… Quando vês os cabeças de cartaz destes festivais grandes, são sempre coisas do passado. Atualmente, é muito mais complicado consolidar os novos projetos. Quando terminarem essas bandas grandes do passado, que toda a gente conhece, se calhar as coisas poderão mudar e os headliners vão deixar de sempre os mesmos.

Falaram aí das parcerias com os teatros e isso envolve a gestão de fundos públicos para a cultura. Que papel pode ter o aumento do apoio à cultura para que esses teatros ofereceram programação mais diversas às suas comunidades?

[Flak] Algo interessante. Desta vez, ao contrário do Zoetrope, tivemos mesmo só as coproduções dos teatros a apoiarem-nos. Não recebemos nenhum dinheiro de concursos públicos, por exemplo. Nesse aspeto, foi diferente. Mas isso seria uma boa prática. Permitir que os teatros investissem mais em projetos como o Glimmer, porque permite que o resultado final seja mais interessante e cuidado.

[Cláudia] Sim, e uma das coisas que estamos a fazer é estrear primeiro o Glimmer em teatros municipais fora do Porto e de Lisboa, porque essas cidades já estão saturadas com tanta coisa a acontecer. Por todo o país tens uma série de teatros municipais vazios onde não acontece nada e isso é ingrato. Essas populações também merecem ter acesso à cultura. Isso depois espelha-se nas ações das populações, nos candidatos em que votam, nos debates políticos… [risos]

[Flak] E Portugal tem uma excelente rede de infraestruturas para se conseguir fazer coisas – nunca há é dinheiro para programar. Nós podemos fazer um espaço como o Glimmer, tendo em conta as condições de muitos teatros municipais, em praticamente qualquer ponto do país.

[Cláudia] É uma pena que tão poucos artistas tenham a possibilidade de criar espetáculos mais ambiciosos onde podem colaborar com outros. Tudo seria mais rico se isso acontecesse mais vezes. Em Aveiro, que é uma cidade grande, devia haver mais espetáculos para que a comunidade possa ter uma maior participação na vida da cidade. Nós agora passamos tanto tempo agarrados aos telefones que não se pode colocar dentro de um teatro uma coisa que não consiga competir com o que consegues ver no telefone. Para isso, é preciso que tenhas várias artes e artistas a trabalharem em conjunto.

[Flak] E que tenham as condições para isso, como nós tivemos.

Como disseram, vão levar o Glimmer a vários sítios do país. Que há mais na calha para os Micro Audio Waves no futuro?

[Claúdia] Pelo menos eu, fiquei com mais vontade de fazer coisas. Portanto, não vamos parar.

[Flak] Correu tudo tão bem nos últimos meses, porque tudo aquilo a que nos propusemos acabou por resultar. Para além disso, a equipa aproximou-se bastante. Isso é super importante para termos essa vontade de continuar.

[Cláudia] Queremos levar o Glimmer ao máximo número de pessoas possível. Também temos a ideia de levar o espetáculo para fora de Portugal. Acho que seria interessante.

[Flak] Também é um objetivo.

Voltar a tocar lá fora, como fizeram outrora?

[Cláudia] Sim, acho que vamos conseguir fazer umas datas lá fora.

[Flak] O espetáculo funciona em qualquer lado. É universal.


pub

Últimos da categoria: Entrevistas

RBTV

Últimos artigos