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MEO Sudoeste: Quatro concertos que não deves falhar na Herdade da Casa Branca

[FOTO] Direitos Reservados

O MEO Sudoeste começa no próximo dia 3 de Agosto e, mesmo sem nomes como Kanye West, Daft Punk, Cypress Hill ou Portishead – alguns dos artistas que passaram nas edições passadas pela Herdade da Casa Branca -, a passagem pela Zambujeira do Mar não será tempo perdido. Sem descurar a procura dos maiores nomes da esfera pop internacional, o festival tem encontrado o seu espaço para o hip hop, sendo o rap nacional o principal destaque nesse âmbito.

Os Orelha Negra – que não actuam num formato live band – são os principais responsáveis por trazer os nomes mais frescos a fazer rap em Portugal, mas nomes como Mishlawi ou NBC levam-nos para lá do Moche Room à procura da redenção num festival que entendeu rapidamente qual era o seu target.

 


Curadoria Orelha Negra (MOCHE ROOM)

Mais do que músicos de excelência, os Orelha Negra vão demonstrando que têm qualidades inatas para praticar as funções de curadores. Os nomes seleccionados para a edição deste ano, mais concretamente no dia 5 de Agosto, do MEO SW são a melhor montra do talento que tem cintilado mais alto em 2016: Holly Hood teve uma entrada incrível com a primeira parte d’O Dread que Matou Golias; Slow J e ProfJam são as maiores promessas do hip hop nacional, concentrando em si duas formas diferentes de olhar para a velha arte do rap; Nerve é o melhor “sacana nervoso” que um universo tão limitado como o rap nacional poderia pedir; Maze nunca deixou de ser um dos MCs mais fascinantes do hip hop tuga e comprovou-o com o seu primeiro álbum a solo, lançado este ano.

 


Wiz Khalifa (PALCO MEO)

A escolha até pode parecer estranha – Wiz Khalifa nunca teve sequer direito a uma notícia no ReB -, mas não deixa de ser um nome incontornável da actualidade no que toca à ligação do hip hop com um público mais mainstream. Apesar de não sentirmos que a vinda do rapper de Pittsburgh se deva traduzir numa presença obrigatória no certame, as pessoas que já possuem bilhete não devem perder a oportunidade de assistir ao espectáculo.

 


https://www.youtube.com/watch?v=fzvPsgzVZyw

Mishlawi (PALCO SANTA CASA)

Numa era onde Drake domina os topos das tabelas com a sua mistura de dancehall, hip hop e R&B, Mishlawi é um filho dessa sonoridade com raízes bem assentes em Toronto, mais exactamente na October’s Very Own, casa de Drake, PartyNextDoor, DVSN ou Roy Woods. Os cinco singles lançados até agora são o único material disponível do americano com residência em Cascais, mas o impacto que têm tido só prova que existe uma nova estrela a emergir no panorama nacional.

 


NBC (PALCO SANTA CASA)

Apesar de ainda não ter lançado o seu novo álbum – que deve sair ainda este ano -, NBC juntou-se a Sir Scratch e Bob Da Rage Sense para lançarem um EP em conjunto – que também deverá sair em 2016. Os três singles de Toda a Gente Pode Ser Tudo (“Gratia”, “ Dois” e “Espelho”) são a prova viva que, cada vez mais, existe uma aproximação de um dos Filhos de um Deus Menor a uma sonoridade mais neo-soul e menos ao rap. Nada que torne o artista menos interessante, muito pelo contrário.

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