Maseo dos De La Soul coroou o sexto aniversário do PARK

[TEXTO] Pedro João Santos [FOTOS] Midnight Madness

Se vos convidam para o PARK e, no caminho, se confrontam com um massivo e insuspeito parque de estacionamento na Calçada do Combro, em Lisboa, não fiquem alarmados, pois chegaram ao vosso destino (quase). Basta chamar o elevador e ascender não ao sétimo céu, mas ao sétimo piso — e encontrarão o jardim suspenso que agora completa o seu sexto aniversário. O Rimas e Batidas marcou presença na comemoração que teve lugar nesta segunda-feira (dia 1 de Julho).

Não é a primeira vez que pisamos esta pista de dança, sendo o PARK o local de eleição para muitas noites Rimas e Batidas (em Março, contámos com os produtores nacionais Oseias. e DarkSunn). Nesta comemoração, o cardápio é mais especial — para além de nos propiciar uns fugidios cubos de bolo de chocolate. Depois de DJ Maddruga, DJ Kronic, BBG e Kilu, DJ Glue foi um dos “pratos” principais. O DJ e produtor despontou nos Da Weasel e hoje é dos mais fiáveis experts em solo nacional para importar para uma pista de dança o r&b e o hip hop mais clássico. Não somos nenhuns estranhos a “ELEMENT.” do Kung Fu Kenny, que muito bem cai na noite, mas há quanto tempo não ouvíamos “Hate It or Love It” de The Game e 50 Cent?



Glue faz furor entre os hip hop heads (manifestamente muitos a andar pelo PARK) e, a certo ponto, faz acontecer uma batalha clássica de b-boys. A transição para o grande destaque da noite faz-se suavemente, mas com um grito geral no público de respeito e entusiasmo. Directamente de uma tour com os Wu-Tang Clan, os Public Enemy e os seus cúmplices nos De La Soul — de que é membro fundador, e com quem se encontra a prontificar um novo disco produzido por DJ Premier e Pete Rock —, Maseo faz uma paragem por Lisboa para exemplificar os seus dotes de curadoria no hip hop e somá-los à sua mestria enquanto criativo de um dos projectos mais inovadores do rap.

“I like that shit/ I love that hip hop shit” foi um dos cânticos em que envolveu um público imediatamente encantado com a forma de deslizar de clássico para clássico — presta os devidos tributos a Nas na grande abertura, com “The World Is Yours” (e passa novamente por Illmatic com a interpelação de “Represent”).

Uma festa digníssima. E se não soubessem, acreditariam que tudo isto aconteceu no sétimo piso de um parque de estacionamento?


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