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Fotografia: Direitos Reservados

"Deslizes" marca o início de uma nova etapa na carreira da cantora.

Marta Carvalho: “Nestes últimos três anos tornei-me uma artista mais confiante e completa em todos os sentidos”

Fotografia: Direitos Reservados

Estávamos em 2016. Na altura, Marta Carvalho, com apenas 17 anos, entrou tímida na sala de audições do programa The Voice Portugal. A segurar firmemente o microfone só com a mão direita, os nervos escorriam de um lado para o outro e manifestavam-se de uma certa forma na sua voz. Não foi um aspecto crítico e não chegou a prejudicar a sua prestação no geral: o talento e a personalidade de Marta fizeram-se ouvir ao interpretar “Run”, tema original de Leona Lewis. A partir daqui, o processo foi deveras rápido: aos 15 segundos, Mickael Carreira e Áurea competiram para ver quem chegava primeiro ao botão. Minutos mais tarde, mas desta vez com mais ponderação, Anselmo Ralph e Marisa Liz seguiram o mesmo caminho. A aprovação dos quatros jurados foi-lhe dada quase como uma garantia e naquele momento uma estrela parece ter-se formado. Marta conquistou o quarto lugar na competição, mas os sonhos de perseguir uma carreira no mundo da música não tinham ficado por ali. O The Voice Portugalfoi o ponto de partida para algo ainda incerto, mas de que Marta tem total comando. Estamos agora em 2019, e “Deslizes” é o exemplo de uma excitante renovação.

Este novo single (produzida a três por Suaveyouknow, wndrlst e a própria Marta e com vídeo realizado por Cláudia Batalhão) antecede uma nova fase da carreira da artista. É uma mistura frenética e cativante da música pop que plenifica as rádios de hoje, mas ainda com o toque de um r&b contemporâneo. Esta foi sempre a zona de conforto da cantora e onde se imaginava a trabalhar no futuro. Nos tempos do The Voice, era conhecida como a “princesa das baladas”, uma descrição que a limitava não só criativamente, mas também a nível das suas próprias capacidades: “No The Voice apenas tinha de ser intérprete. O ‘meu som’ não era determinante para chegar longe no programa. […] Eu sentia que tinha muito mais para dar. Por isso, hoje considero-me muito diferente, até porque nestes três anos lutei muito, o que me tornou uma artista mais confiante e completa em todos os sentidos”, disse a cantora ao Rimas e Batidas.

Natural do Porto, Marta apaixonou-se pela música bastante cedo. Aos três anos já decorava letras de canções que ouvia, acabando por desenvolver uma atenção especial em cantá-las perante uma audiência. A paixão foi gradualmente crescendo, e aos três anos juntou-se ao coro da igreja de onde vivia. Anos mais tarde aprendeu a tocar clarinete e a seguir a guitarra. A música deixou de ser o hobby principal ou a distracção predilecta para se tornar na única coisa que se imaginava fazer. Hoje em dia sabe que não há outra alternativa e não tem planos para abandonar este sonho. A ela alia-se a variabilidade da música pop, r&b e soul: três universos que Marta faz questão de unir na sua mestria de modo inteligível e lustroso: “A minha música reflecte sempre essas vertentes”, revelou. “Tenho músicas mais marcadamente r&b e outras em que há uma mistura assumida entre a pop e o r&b, como é o caso de ‘Deslizes’”. Apesar de haver aqui um traço de uma Christina Aguilera em “What a Girl Wants” e Justin Timberlake do tempo de Justified, dois grandes nomes no campo das influências para Marta, há ainda uma forte pegada de nomes mais hodiernos: Ariana Grande, Khalid, Kehlani e H.E.R.

Marta é o rosto de uma nova e refrescante onda de r&b cantado em português. O percurso ainda é feito a passos pequenos, mas para ela não há pressa. Há planos para novos trabalhos daqui para a frente, mas tudo a seu tempo: “Tenho muita música pronta para lançar. O álbum sairá na altura que fizer mais sentido. Neste momento temos o ‘Deslizes’”.


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