Makaya McCraven: “Ter escutado assim a voz de Gil Scott-Heron foi algo muito intenso, muito pesado emocionalmente”

[TEXTO] Rui Miguel Abreu [FOTO] Eddie Otchere

Makaya McCraven fala com natural entusiasmo na voz, dando a ideia de que está já a pensar na meia dúzia de frases que quer proferir a seguir quando nos diz alguma coisa. E isso é condizente com a vibração criativa que se desprende dos seus projectos, ele que editou trabalhos como In The Moment, Universal Beingsou Where We Come From (Chicago x London Mixtape) que são peças importantes no complexo puzzle de que se faz o presente de algo que o próprio não tem a certeza que ainda se possa designar como jazz. Não que Makaya McCraven seja um iconoclasta interessado em derrubar templos. Pelo contrário: de pés bem fincados no presente e de olhos bem focados no futuro, ele não deixa de se entender como um artista que é resultado de uma longa evolução musical, o produto de uma tradição oral em que nasceu, ele que é filho de um músico, Stephen McCraven, também baterista, que se cruzou com luminárias como Sam Rivers, Yusef Lateef ou Archie Shepp.

Respondendo ao convite de Richard Russell, patrão da XL que foi o produtor original de I’m New Here, o derradeiro registo na longa carreira de Gil Scott-Heron lançado há exactamente 10 anos, Makaya tratou de reimaginar o espaço que uma voz que é referência do lado mais progressivo da consciência negra americana dos últimos 50 anos pode ainda habitar, hoje, em 2020, exactamente meio século depois de Small Talk at 125th and Lenox, o álbum em que surgiu a primeira versão de “The Revolution Will Not be Televised”, clássico incontornável. E Makaya não esconde que foi “pesado”, o acto de escutar, em estúdio, as faixas de voz cedidas pela XL. Mas Gil Scott-Heron é o fantasma que todos precisamos que nos continue a assombrar. E Makaya McCraven o homem que garante que isso vai continuar a acontecer.



Como é que aconteceu este desafio de re-imaginar o I’m New Here de Gil Scott-Heron? Foi ideia sua ou foi uma encomenda da XL?

Foi exactamente isso, uma encomenda: fui contactado pelo Richard Russell da XL Recordings que me apresentou a ideia, depois foi questão de a discutirmos. É um projecto fantástico e para mim é uma honra poder estar envolvido em algo assim. Depois de feito o convite houve algumas sessões de brainstorming e até foi engraçado porque eu entusiasmei-me logo com as possibilidades, enviei-lhes um conjunto de ideias para tentar perceber o que é que eles pensavam e a resposta deles foi algo como: “faz o que entenderes, está a soar óptimo, tens carta branca”. A partir daí foi mesmo uma questão de mergulhar no trabalho.

E qual foi o ponto de partida para esse trabalho? Recebeu as pistas de vozes e algo mais?

Sim, eles passaram-me as pistas das vozes e também alguns beats, mas a matéria que usei foi sobretudo as vozes. Quando eu comecei a ouvir o disco original, percebi que era feito de sons electrónicos, sabe aquela onda meio minimal, pós-industrial ou algo assim. Nem sei bem como descrever… O que eu faço tradicionalmente passa pela manipulação de áudio de fontes acústicas, que eu depois corto e samplo. Portanto não estava mesmo inclinado para usar a matéria dos instrumentais originais, para fazer remixes mais convencionais. A minha ideia passou mais por recontextualizar a voz, reimaginar a música em torno da voz como algo vindo de uma perspectiva mais orgânica.

Ainda não ouvi o álbum, apenas o primeiro single, “Where Did The Night Go”: suponho que nessa faixa seja só o Makaya a trabalhar com samples. Mas no resto do álbum há outros músicos, certo?

Sim, sim: há vários músicos no disco. Muitos dos meus mais directos colaboradores, com quem tenho vindo a trabalhar no último par de anos: gente como o Joel Ross, Brandee Younger, Jeff Parker, Ben LaMar Gay, Junius Paul e também usei samples do meu pai, por exemplo. O meu pai (NR: Stephen McCraven) é um baterista e nos seus primeiros discos, que só se encontram em vinil, há muito material. E eu samplei isso e usei diferentes elementos em várias das faixas. Por exemplo, em “Where Did The Night Go” o meu pai e T.K. Blue aparecem, material de um disco de 1982, Intertwining Spirits. Também incluí alguns samples de um álbum do meu pai, Wooley The Newt, em que a minha mãe aparece a tocar flauta. Portanto incorporei algum sampling, material da minha infância que eu me recordo de ouvir em casa, o tipo de música que penso que se liga à mesma vibração de onde vinha o Gil Scott-Heron, música da mesma era. E também gravei músicos para as faixas, tentando encontrar um equilíbrio entre músicos e samples, entre o que é de agora e de outro tempo. Originalmente pensei nisto como um simples projecto de remistura e foi essa a minha abordagem inicial, fazer novos beats para a voz do Gil, mas quanto mais me envolvi no projecto, mais ele evoluiu para outro plano, tornando-se em algo mais sério e ambicioso, certamente mais orgânico. Foi nesse momento que eu acho que passou a ser uma “reimaginação” do álbum do Gil de 2010.

Confesso que estou a descobrir agora acerca do seu pai. Ainda está vivo, certo?

Sim, sim: continua a tocar e tudo.

E como é que ele lidou com o facto de estar a ser samplado para este projecto?

Sabe, o meu pai tocou com muita gente, fez digressões com o Archie Shepp, gravou com o Yusef Lateef e com o Sam Rivers, trabalhou com os Last Poets, mas de facto nunca conheceu nem trabalhou com o Gil embora tivessem contactos em comum. Portanto, claro que ficou contente em saber que estava indirectamente envolvido no projecto. Eu gosto mesmo muito de recontextualizar áudio e reimaginar esse tipo de material, reenquadrá-lo e poder fazer isso é fascinante para mim. Gosto de me samplar a mim mesmo e à minha família também porque isso permite alargar a nossa história, levar o que fizemos até outros lugares. E isso liga-se até espiritualmente com este disco em que ouvimos o Gil a reflectir sobre coisas importantes, a falar sobre a sua mãe e a sua avó e as suas origens. Isso permitiu-me fazer a minha própria interpretação do que significam as minhas origens também. Pensar em todas essas questões levou-me a sentir a vibração do disco, a encontrar um ponto de encontro para todas essas emoções.

Podemos falar um pouco sobre a voz de Gil Scott-Heron? Para lá da óbvia importância, social, política, moral, poética das palavras que ele cantou, a sua voz tinha também um peso próprio, era o tipo de voz que nos poderia afectar só por ler a lista de compras da mercearia…

[Risos] Verdade… Concordo plenamente.

Deve ter passado algum tempo a ouvir essas faixas só com a voz, a ser confrontado com essa dimensão espectral do artista. Como é que isso o afectou?

Foi… foi… foi mesmo pesado, que outra palavra posso usar? Foi intenso, pesado. E por causa disso em muitos sentidos foi um disco muito exigente, muito desafiante. É o tipo de projecto que nos obriga a processar muita coisa e trabalhar em algo assim sem ter o artista ao pé, para nos poder guiar, obriga-nos a muita reflexão. Mas sim, a voz dele é muito pesada e quanto mais a ouvia maior vontade eu tinha de conseguir algo que o honrasse que estivesse à sua altura.

Conheci-o por breves instantes depois do concerto que deu em Lisboa, um ano antes de falecer. No final do espectáculo montou uma banca e estava a vender os seus livros. Comprei-lhe um par de exemplares, troquei umas breves palavras e apertei-lhe a mão. Pareceu-me nesse momento uma figura profundamente trágica…

Hum… sabe, muita gente nesta indústria caiu no esquecimento ou foi apanhada em armadilhas deixando-se levar pela depressão e outros problemas. É uma luta ultrapassar isso. Por vezes, essas histórias menos felizes, são o reflexo de um lado menos glamouroso destas indústrias.



Voltou a ouvir os clássicos de Gil Scott-Heron para se preparar para este projecto?

Voltei, devo dizer que sim. Claro que esses álbuns fazem parte das minhas memórias de infância, são registos fundacionais da minha identidade. Estou a falar do tipo de música que era frequentemente tocada lá em casa, as coisas que os meus pais ouviam e tocavam. Por isso, sim, fiz questão de revisitar esses álbuns, de voltar a sintonizar os meus ouvidos com aquele tipo de música e de sons, mas ao mesmo tempo, estive sempre muito consciente que não queria imitar nada, estava bem mais interessado em apresentar uma visão própria do som que a minha memória tinha guardado. Foi sempre ponto assente que seria algo a vir da minha própria perspectiva.

Esta não é a sua única novidade: há também um disco novo, Moving Cities, em colaboração com o músico francês Antoine Berjeaut. Pode falar um pouco sobre esse projecto, que ainda não ouvi…?

Isto foi uma coisa pensada já há vários anos, mas finalmente tivemos a oportunidade de realizar este projecto. Foi uma colaboração entre músicos de Chicago e músicos de Paris e conseguimos juntar-nos para um par de sessões, que decorreram em ambas as cidades. Gravámos material nessas sessões, nalguns concertos também, e incorporámos algumas composições do Antoine e também uma da minha autoria, juntámos a isso material resultante de sessões de improviso. Depois peguei nisso tudo e juntei a minha produção, fiz corte e costura para criar uma narrativa criativa e é nisso que consiste o projecto. É uma colecção de material gravado ao vivo, em estúdio, coisas escritas e coisas improvisadas, tudo organizado num disco que incorpora electrónica. E que tem Julien Lourau no saxofone, Junius Paul no baixo e outros bons músicos. É um disco bem “cool”…

Tem sido uma figura muito activa na construção de uma ponte entre a nova geração jazz americana e a europeia, com as suas colaborações com músicos britânicos e agora também franceses. Diria que tem que recorrer a diferentes modos de pensamento quando trabalha com músicos que são seus conterrâneos e quando tem que dialogar musicalmente com artistas europeus?

Eu penso até que é mais do que isso. Até de cidade para cidade, e falando apenas nos Estados Unidos, há sensibilidades e cenas bem diferentes: quando se está em Nova Orleães ou em Nova Iorque ou Chicago ou Los Angeles ou Nashville ou Austin… Percebe-se que cada cidade tem a sua onda, a sua forma de fazer as coisas, de se estruturar. Ou quando se está em Londres, que tem a sua própria cena muito específica, ou Paris, que tem uma longa história e uma cena muito vibrante… tudo isso percebe-se que é bem diferente do que possa estar a acontecer em Berlim ou na Cidade do Cabo. É assim o mundo da grande música. E o curioso é que de repente até se podem descobrir mais pontos de contacto entre Chicago e Londres do que entre Chicago e Nova Orleães… A linha não é clara e não significa que haja uma divisão entre a América e a Europa. Portanto, sim, por vezes há que “usar diferentes chapéus” e é importante ser-se versátil, mas também há, neste vasto mundo da música que se alarga internacionalmente a várias cidades algum terreno comum, influências que se cruzam, as pessoas ligam-se e ligam-se a vários estilos de música. Nem todos os músicos são assim tão versáteis. Eu tento encontrar sempre vias de comunicação, porque há muito que viajo e conhece-se gente e surgem ideias, toca-se juntos um par de vezes, faz-se uma pequena digressão. É importante ir ligando esses pontos, porque nunca sabemos se a oportunidade de realizar estes encontros vai voltar a acontecer. É importante estar disponível para aprender no seio desta comunidade mais vasta. E partilhar. Celebrar as diferenças também é importante. O que acontece em Paris é vibrante, mas tão diferente do que se encontra em Londres. E ao mesmo tempo são duas cidades tão próximas geograficamente que é natural que também haja transferências entre ambas.

O seu nome surge frequentemente ao lado do de outros artistas como Robert Glasper ou Kamasi Washington, Shabaka Hutchings ou Nubya Garcia quando é necessário pintar o retrato de uma nova realidade jazz. Pergunto-lhe: quão ligada – ou desligada… – é essa nova realidade da grande tradição jazz? Porque há certamente uma narrativa a ser desenvolvida que defende que está em marcha uma ruptura com esse passado já cristalizado e tratado como matéria de museu.

Penso que há muita coisa que se liga… na verdade… eu acho que ambas as coisas são reais. Há sempre forças contrárias em jogo, as que nos puxam ou empurram para a tradição e as que nos atraem para o futuro. Faz parte da evolução. O que é popular no jazz, por assim dizer, se é que ainda queremos usar essa palavra, porque por exemplo eu acho-a demasiado insuficiente para enquadrar todo o espectro musical de que temos vindo a falar, o que é popular não é apenas o que tem mais visibilidade, porque há tanta gente a fazer coisas incríveis que há diferentes correntes de popularidade, não é apenas uma coisa. Da Esperanza Spalding ao Herbie Hancock, há tanto a acontecer que segue diferentes caminhos. O que eu faço… eu tenho tentado beber de todas as fontes e eu sinto que me tenho tentado ligar ao legado da história, mas sem esquecer que é importante olhar para o futuro. Quero ligar-me à diáspora africana que tem padrões de swing e referências aos blues, que improvisa, que evolui. Eu quero atingir a mestria na minha arte, mas tudo vale, é apenas música. E o que é interessante neste momento é que o jazz está a ser feito por um monte de gente nova, que sempre foi o que aconteceu. Eu tenho sido descrito como um jovem leão e já levo 36 anos… E se pensarmos no Lee Morgan, no Herbie Hancock e no Miles Davis, todos eles foram em tempos jovens músicos a tentarem fazer esta música avançar.

Muitos dos nomes mais importantes desta tal nova realidade desenvolveram a sua arte num contexto académico, formaram-se em escolas, mas o seu percurso foi muito diferente, não foi?

Sempre considerei esta forma de arte em que sou um participante como, antes de mais nada, uma tradição oral. Gosto de pensar nisto como o resultado de uma tradição oral, é uma música “folk”, que se integra numa tradição, é uma cultura, tem uma história. É algo que tem evoluído como o que diz aquele velho ditado “quem conta um conto…”. À medida que circula, tem evoluído. E eu sinto que opero neste tempo presente e para mim a arte é um reflexo do seu presente, com ligações ao passado e projecções para o que o futuro pode trazer. Foi isso que eu fiz, traçar o meu próprio caminho, sem me prender a uma via de aprendizagem que se calhar só reflecte um lado deste prisma complexo.

Fale-me, por favor, de Chicago: é uma cidade em que nunca meti os pés, mas que sinto que conheço um pouco por causa da incrível música que tem produzido ao longo dos anos e que continua a produzir. Como a descreve, a quem ainda não a conhece?

Sabe, o que eu adoro em Chicago, e eu já vivo cá há 14 anos, é que esta é uma cidade que tem sempre muita coisa a acontecer. Tem muitos clubes, muitos músicos, muitos concertos variados que mantêm as pessoas à tona. Isso permite que muitos músicos possam ter uma vida aqui. No Verão todos os bairros fazem festivais de rua, o que é sempre incrível: normalmente são gratuitos ou com doações sugeridas. Mas tudo isso permite que haja uma saudável economia para os músicos, que têm muito trabalho. Isso forma uma comunidade robusta. E depois os clubes são mesmo bons. Mas Chicago vai ainda mais longe, porque foi sempre um lugar provocador para as artes em geral e para a música. Isso dá-lhe uma vibe diferente da de Nova Iorque, que é a cidade de que toda a gente sempre fala, ou de Los Angeles ou até de Londres e Paris. É uma cidade operária, da classe trabalhadora, com músicos profissionais que tocam a um nível muito alto, muito exigente. Isso faz com que os artistas aqui sejam muito dedicados, muito comprometidos com a sua arte. Não dá para se ser apenas fixe e vir para cá. Ninguém iria prestar atenção a alguém assim: é preciso ser-se real e ser-se bom no que se faz. E é isso que cria uma comunidade artística sólida, muito unida, muito séria. É até possível fazer-se uma vida sem sair da cidade, sendo músico, não é necessário viajar para se pagar a renda. E isso não acontece em todo o lado.

Além de ser baterista, você também produz usando o sampler a partir de uma perspectiva hip hop e além disso usa constantemente o estúdio com a mesma abordagem que alguém como o Teo Macero usava, para criar edits das gravações que faz, como já me explicou. Ter essas capacidades técnicas ajuda-o a ampliar a sua visão artística?

Claro que sim, acho que ser capaz de largar o instrumento e olhar para a tecnologia como uma ferramenta criativa só amplia a minha visão. E nem sequer é apenas o hip hop que me amplia os skills, mas também as ideias que foram avançadas por gente como o Teo Macero, que referiu, ou o Les Paul que teve a ideia de fazer os overdubs e que ajudou a tornar a gravação multipistas uma realidade. Ou os Beatles que pensaram o estúdio como uma dimensão diferente do palco. Ou coisas como o Melotron, o teclado que usa loops de fita para nos dar novos sons. Há pouco mais de 100 anos que temos a possibilidade de gravar música. Antes disso tínhamos máquinas mecânicas, como a pianola, com os rolos de música, que nos deram um vislumbre do que podia ser a programação. A história que nos levou à gravação, aos estúdios, aos samplers e sequenciadores é incrível, abriu tantas novas avenidas para a criação musical. Tudo isso culminou num novo contexto, o disco gravado, que é um meio diferente de mostrar a música, bem diferente do palco. Mas hoje até cruzamentos entre o que está gravado e o que é tocado ao vivo são possíveis. Tudo isso me fascina e me tem influenciado, esse universo de possibilidades. É o que me tem inspirado a estar no estúdio, ser um produtor, fazer discos. E nem me interessa só fazer coisas electrónicas em modo solitário, mas trabalhar com bandas. Tenho investido muito por aí, em trabalhar com bandas desenvolvendo os meus skills enquanto produtor. Quero fazer mais, não me limitar a tocar bateria, mas ser também compositor, arranjador. Mas também me inspira a improvisação colectiva, estarmos todos juntos num mesmo espaço e a energia colectiva poder levar-nos a algum lugar novo. Isso pode ser tão especial. Por isso nos discos tento fazer algo que englobe todo esse universo de possibilidades e nuances. É importante, no entanto, que as pessoas percebam que quando ouvem um disco meu, isso não é necessariamente o que vão depois escutar ao vivo. São coisas tão diferentes…

Vamos um dia destes ouvir um disco seu de hip hop, com produções suas, MCs…?

Sim, é algo que quero mesmo fazer. Ou um álbum de hip hop ou um álbum que me permita trabalhar mais com vocalistas, com a voz. É algo em que tenho pensado muito, em que me interessa investir tempo e recursos. Este trabalho de reimaginar Gil Scott-Heron é um passo nessa direcção, a primeira vez que fiz algo em que a voz é tão proeminente. Portanto, sim, isso é algo em que estou a trabalhar activamente, embora não lhe saiba dizer quando vai poder ouvir o resultado desse trabalho. Mas há-de acontecer…

Já tem alguns nomes de MCs de lado?…

[Risos] …essa é informação privilegiada!


Rui Miguel Abreu

Rui Miguel Abreu

Crítico musical desde 1989, Rui Miguel Abreu escreve atualmente para a Blitz e integra a equipa da Antena 3. De vez em quando também gosta de tirar o pó aos discos e mostrá-los em público.
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