Em Janeiro e Fevereiro, o MAAT torna-se palco para uma rara simbiose entre som, espaço e luz. No âmbito da exposição “Formas no Espaço… através da Luz (no Tempo)“, de Cerith Wyn Evans, o músico e compositor Pedro Melo Alves apresenta uma série de três performances sonoras de longa duração que desafiam as fronteiras entre a audição e a visão.
Nestas três datas ao vivo, o baterista tratará de activar o campo acústico inspirado pelas esculturas lumínicas de Evans. Alves vai vestir a pele de um operador de ressonâncias, criando um corpo sonoro vivo que vai estabelecer um diálogo directo com as obras que o rodeiam. Esta intervenção estende-se por três momentos distintos, numa triangulação entre performance, cinema e debate: a 10 de Janeiro há uma mostra de curtas-metragens de Cerith Wyn Evans e de Steve Farrer a anteceder a apresentação de Pedro Melo Alves; no dia 31 de Janeiro, o músico português senta-se à conversa com Cerith Wyn Evans (com moderação de Sérgio Mah) antes da segunda performance; já perto do final da exposição, a 14 de Fevereiro, Pedro Melo Alves comanda a mais longa deste conjunto de actuações, com duração prevista de quatro horas.