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Texto: ReB Team
Fotografia: Vera Marmelo
Publicado a: 26/02/2026

Um embrião jazz que se desenvolve a partir da imperfeição.

Luís Figueiredo recebe Diogo Alexandre ou Andy Sheppard no ciclo de concertos Embryo em Coimbra

Texto: ReB Team
Fotografia: Vera Marmelo
Publicado a: 26/02/2026

O pianista Luís Figueiredo prepara-se para arrancar com um ciclo de concertos em duo no Salão Brazil, Embryo, que funciona como estufa criativa com vista a um projeto de maior dimensão.

São cinco datas ao vivo e em duo a acontecer na primeira terça-feira de cada mês, sendo o convidado o elemento variável em cada uma delas, dando depois origem a uma residência artística em sexteto com todos os participantes que culmina numa atuação nos Encontros Internacionais de Jazz de Coimbra 2026, em Outubro. A iniciativa é promovida pelo Jazz ao Centro Clube/Salão Brazil e inaugura um novo modelo de apoio à criação sustentada no diálogo e na partilha entre músicos.

O cartaz já está delineado e cruza artistas de diferentes gerações e geografias. Andy Sheppard, saxofonista britânico com uma carreira marcada pela colaboração com nomes como Carla Bley, Gil Evans ou Naná Vasconcelos e pela sonoridade etérea que trouxe ao catálogo da lendária ECM, abre o ciclo a 3 de Março, numa sessão integrada na Semana Cultural da Universidade de Coimbra. Seguem-se o trompetista João Pedro Dias (7 de Abril), a harpista espanhola Angélica V. Salvi (5 de Maio), o contrabaixista norte-americano Michael Formanek (2 de Junho) e o baterista Diogo Alexandre (7 de Julho). O denominador comum? Todas as colaborações são inéditas.

“Arte inacabada, música rarefeita. Embriões de ideias que finalmente se revelam na sua plenitude quando exploradas e partilhadas de forma honesta e generosa”, escreve Luís Figueiredo sobre o espírito que preside ao projeto, num comunicado enviado ao Rimas e Batidas. E explica ainda: “Embryo é por isso um espaço amplo de criação artística, em primeira instância individual mas logo depois profundamente dialéctica. Tem início nas minhas propostas musicais, poéticas, conceptuais, umas mais incompletas do que outras, e instiga cada convidado à sua exploração, primeiro na intimidade do duo, mais tarde no contexto mais alargado de um ensemble.”


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