A lista do ano de Mike El Nite

[FOTO] Sara Coelho

Mike El Nite é nome incontornável para entender a renovação sónica no rap nacional. Deu o pontapé com “Mambo nº1” no final de 2013, mas só concretizou o quadro que começou a pintar nessa altura em 2016 com o lançamento d’O Justiceiro, longa-duração a dar novos mundos ao universo português.

Como não poderia deixar de ser, as escolhas de Miguel Caixeiro são um reflexo do shuffle sem paragens obrigatórias que preenche as suas playlists pessoais:

 


[MELHOR ARTISTA NACIONAL] Mike El Nite

“Sem presunção e com honestidade, para mim fui eu. Lancei um disco que, na sua actualidade, desafia a fórmula de fazer hits à la Metro Boomin (obrigado DWARF), dei o melhor concerto da minha carreira até a data – entre outros nos maiores festivais do país -, e dei um salto como produtor, rapper e performer. É politicamente correcto dizer que sou eu? Talvez não, mas acho que é pior não o dizer porque parece mal. Quero destacar também o Holly Hood que voltou de um longo período sem lançar nada com uma força enorme a nível de rap, produção e following, prometendo mais para o ano.”

 


[MELHOR ARTISTA INTERNACIONAL] Skepta

“Inegavelmente o ano dele, independentemente de ter sido um grande ano para outros artistas, penso que ninguém teve o boom que ele teve com um estilo musical tão pouco virado para as rádios. É bom para ele, para a cultura que ele representa e para a musica underground em geral.”

 


[MELHOR PRODUTOR NACIONAL] Lhast

“O trabalho dele pode não ser o mais inovador e fracturante, mas não podemos negar o seu toque de midas. O produtor dos maiores hits deste ano na Internet, sabe onde está e em que contexto está, e sabe fazer-se acompanhar de quem trata bem as suas produções.”

 


[MELHOR PRODUTOR INTERNACIONAL] Kaytranada

“Como produtor que lança um álbum de produtor, para mim foi ele – até podem ter havido melhores produções noutros discos – mas 99,9% é, sem dúvida, um dos álbuns do ano. E sem um frontman vocal que venda discos só pelo nome.”

 


[MELHOR FAIXA INTERNACIONAL] “Ultralight Beam” por Kanye West

“Uma das melhores aberturas para um álbum de hip hop de sempre, ponto.”

 


[MELHOR FAIXA NACIONAL]“Tanque” por L-Ali e Pesca

“Dois artistas a amadurecer a olhos vistos: beat pesadíssimo do Pesca e L-Ali a cortar o game ao meio com uma displicência inata e sem álibis na fala. Das que mais ouvi este ano.”

 


[MELHOR DISCO NACIONAL] Música, normal de Conan Osiris 

Um disco que infelizmente passou despercebido nos media que falam deste tipo de discos. A produção deste álbum é tudo o que se pode esperar de um disco pop/electrónica em 2016: tem o hip hop, tem o afrobeat, tem samples celtas, tem linhas de voz que oscilam entre António Variações, o médio oriente, a cultura Kawaii e Rihanna. Só faltava ter eurodance e funáná na mesma faixa, mas espera: tem mesmo! O Tiago Miranda arriscou e está de parabéns, só tenho pena que não se fale mais deste álbum.

 


[MELHOR DISCO INTERNACIONAL] Birds In The Trap Sing McKnight de Travis Scott

“Assumindo que poderão haver discos este ano mais arriscados, e com mais diversidade musical, este foi dos que mais rodou na minha playlist. É um catálogo de bangers e hits em vários registos e com todas as participações relevantes para o género este ano e, como sempre, Travis Scott trata o auto-tune e o trap como ninguém. S/O para TLOP, Blonde, “Awaken My Love!”, 99,9%, Views, Anti, Lemonade, entre outros. Imma let you finish, mas La Flame had one of the best albums of all time!”

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