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Publicado a: 05/01/2018

A lista do ano de Alex D’Alva Teixeira

Publicado a: 05/01/2018

[FOTO] Vera Marmelo

Frontman carismático dos D’Alva e um dos hosts do Red Bull Culture Clash Lisboa, Alex D’Alva Teixeira é peça importante na nova realeza pop nacional. #batequebate, o álbum de estreia da dupla em que divide o protagonismo com Ben Monteiro, foi editado em 2014 e o sucessor chega depois do próximo verão.

O duo, que aglutina uma série de referências da pop e da electrónica dos anos 80/90, tem uma ligação ténue com o rap: “Amor Missão“, um dos singles que lançaram no ano passado, conta com a participação de Sir Scratch e, a propósito de uma passagem pela Cidade FM, a banda tocou covers de “Xamã”, de ProfJam, e “Ultralight Beam”, de Kanye West.

Scúru Fitchádu, Sophie, Brockhampton e SZA fazem parte das escolhas de Alex D’Alva Teixeira.

 


[MELHOR ARTISTA NACIONAL] Scúru Fitchádu

Em Maio, a AFROPUNK destacou o projecto de Marcus Veiga como “a cena mais punk que está a acontecer neste planeta!” Acreditem que torci o nariz quando ouvi falar pela primeira vez no funaná com electrónica, punk e metal. Como assim? Como é que isso é possível? Após a experiência do concerto ao vivo, ver a colisão entre o tradicional e o vanguardista (e muitas outras dicotomias) fiquei mais do que convencido. Não é apenas visceral e abrasivo, é altamente dançável, pulsante e, acima de tudo, contagiante! Não se trata de subverter ou profanar um género, esta é uma das formas mais belas de assimilação cultural que já vi, e fez-me sentir feliz por estar vivo em Lisboa durante 2017 e poder presenciar o nascimento desta banda (e quem sabe de um movimento).

 


[MELHOR ARTISTA INTERNACIONAL] Brockhampton

O que esta boy band faz é altamente subversivo, não só na cultura hip hop, mas em toda a indústria da música. Quando conheci este colectivo fiquei com a sensação de que o punk não morreu, mas evoluiu para algo completamente diferente, e igualmente desafiador, perigoso e desafiador. Este parágrafo é pequeno demais para descrever Brockhampton, por isso, se ainda não os conhecem, façam um favor a vocês mesmos e vejam os vídeos no YouTube!

 


[MELHOR PRODUTORA NACIONAL] Von Di Carlo

Há quem diga que a EDM morreu, mas a música da Von Di Carlo traz uma componente experimental e exploratória ao género. Ela é capaz de criar atmosferas hipnóticas, linhas de baixos explosivas e melodias altamente cativantes. A combinação de todos estes elementos resulta numa forma de storytelling de grande interesse. A faixa “Tokyo Bounce” foi uma das que mais escutei ao longo do ano, e estou curioso para ouvir o trabalho que irá desenvolver com a MAR, que editou o seu single de estreia “Secret” e que também conta com a produção da produtora emergente de Almada.

 


[MELHOR PRODUTORA INTERNACIONAL] Sophie

Este ano foi um ano em cheio para a produtora britânica! Continua a ser, sem qualquer sombra de dúvida, uma das maiores impulsionadoras do tão recente movimento da pop experimental (ladeada por outros produtores polarizadores da PC Music). Durante o ano, não só teve o tempo para produzir artistas pop como MØ e Charli XCX, mas também teve uma presença activa em alguns dos últimos lançamentos de Cashmere Cat e Lunice, e ainda fez beats para rappers como Quay Dash e Vince Staples. Para além disto tudo, editou “It’s Okay To Cry”, single em que mostra algo completamente diferente de tudo o que produziu até à data deste lançamento e com um video onde dá a cara e o corpo (literalmente) pela primeira vez.

 


[MELHOR FAIXA NACIONAL] “Sambino” de Sease

Este é, provavelmente, um dos segredos mais bem guardados de Lisboa! O álbum de estreia, The Way The Waves Hit The Beach, foi uma das maiores surpresas que tive este ano, e não há mesmo outra forma de descrever: é absolutamente surpreendente como é uma banda com tão pouco tempo de existência e com talentos tão jovens consegue criar algo tão belo! Os Sease são capazes de criar uma combinação da electrónica contemporânea mais vanguardista que ouvimos com sons orgânicos milenares e ritmos do mundo aliados a outras influências jazzísticas e uma sensibilidade pop-progressiva e atmosférica. A música deles é absolutamente única e “Sambino” é amor à primeira audição.

 


[MELHOR FAIXA INTERNACIONAL] “Chanel” de Frank Ocean

Com esta faixa, Frank Ocean provou que há canções que conseguem ser melhores que discos. Tudo nesta faixa é absolutamente impecável, e traz tanta coisa nova para cima da mesa, tornando a linha que separa o rap do r&b ainda muito mais ténue. É extremamente desarmante a forma como é exposta a sua vulnerabilidade através da complexidade das suas metáforas, métricas e melodias. A música não é nenhuma competição, mas se existe uma categoria de “rap-singers”, Ocean garantiu o seu lugar no topo com esta peça!

 


[MELHOR DISCO NACIONAL] Antwerpen de Surma

Não é uma promessa, é uma certeza! Este é um disco genialmente sublime com uma beleza que pode ser comparável ao Vespertine de Bjork. Todas as peças visuais acompanham brilhantemente as canções de Débora Umbelino. Esta é seguramente a artista que durante este ano mais acrescentou algo de novo para o léxico da música alternativa nacional.

 


[MELHOR DISCO INTERNACIONAL] Ctrl de SZA

2017 foi um ano em grande para as mulheres. Podia mencionar o álbum de estreia da Kelela, e o regresso de artistas como Lorde, Saint Vincent e Björk, mas creio que SZA merece um maior destaque. Ctrl é um disco que veio enriquecer o léxico do r&b devido à forma como desconstrói e subverte o género, mas também devido a tudo o que acrescenta ao mesmo. A crueza das canções transparece fragilidade e vulnerabilidade, mas, ao mesmo tempo, toda a maturidade revela imensa força, garra e outros atributos que creio que são altamente empoderadores para as mulheres.

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