#Liberdadeja: Lisboa e Luanda em uníssono gritam e cantam pela libertação dos presos políticos

Os povos angolano e português estão unidos num grito singular pela libertação dos activistas pelos direitos humanos detidos em Luanda a 20 de Junho. Na passada quarta-feira, centenas de pessoas reuniram-se no Largo S. Domingos, no Rossio, Lisboa, contra os encarceramentos arbitrários que ocorreram em Angola nas últimas semanas e que já levaram a Amnistia Internacional a exigir a libertação imediata dos presos políticos. As vozes e os punhos ergueram-se, no mesmo dia, em Luanda, Uige e Berlim e, hoje mesmo, em Bruxelas, amplificando a luta e despertando a atenção dos media. No próximo domingo, a solidariedade lusófona volta a fazer sentir-se, desta vez por via da música: a Galeria Zé dos Bois, em Lisboa, e o Elinga Teatro, em Luanda, reúnem em palco dezenas de artistas que cantarão pela libertação dos irmãos encarcerados em parte incerta.


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O espaço cultural lisboeta acolhe artistas como DJ Satélite, Dino d’Santiago, Kalaf, Joaquim Albergaria, Aline Frazão, B Fachada, Selma Uamusse, entre muitos outros a partir das 18 horas num evento solidário que se arrasta até às 24 horas. Paralelamente, a partir das 16 horas, o teatro de Luanda também recebe em palco as vozes de Manuel Victória Pereira, Fat Soldiers, Pretos Racionais, Jack Nkanga, entre muitos outros.

A replicação de solidariedade das últimas semanas teve início após a detenção de perto de 20 activistas angolanos numa habitação em Vila Alice, centro de Luanda. O grupo, no qual se incluía o rapper Luaty Beirão (Ikonoklasta), estava reunido para debater obras literárias e reflectir sobre o cenário político e social angolano quando foram interrompidos por um raide levado a cabo pelos Serviços de Investigação Criminal. Os activistas foram detidos sem mandato, levados até suas casas – onde foram confiscados computadores, telemóveis e cartões de crédito – e posteriormente espalhados em centros prisionais diferentes. Os Serviços de Investigação Criminal justificou, mais tarde, a detenção dos activistas porque o grupo que se encontrava a debater literatura estava, nesse momento, a preparar “actos tendentes a alterar a ordem e a segurança públicas do país”.

Apesar da repressão violenta que se tem verificado em Luanda nas manifestações livres de solidariedade para com os presos políticos, angolanos e portugueses permanecem unidos na luta pela justiça social em Angola, desta vez através de um par de eventos culturais de entrada gratuita que apelam à participação cívica destes povos irmãos.

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