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L1NK: “O hip hop faz parte da minha génese”

[FOTO] Direitos Reservados

“A Sombra dos Passos” é o novo single de L1NK com a participação de João Tamura. O vídeo conta com a realização de Blue Moon Visuals.

Numa produção ambiciosa que contou com um coro composto por Jeremias D’alva Teixeira, Mirza Lauchand, Manuela Oliveira, Carla Lima, Celise Manuel e Luisa Dantier, o produtor e músico lisboeta levou o universo hip hop para terrenos pouco explorados, trazendo um som que, em Portugal, só terá paralelo em nomes como NBC, artista com quem já trabalhou.

O sucessor de LongPlay ainda está a ser desenvolvido, mas um EP com João Tamura já está na ordem de trabalhos de L1NK. O Rimas e Batidas esteve à conversa com o produtor e falou sobre a colaboração com o fotógrafo e músico de Lisboa, as mudanças na lista de convidados do novo disco ou a nova geração de talentos nacionais.

 



Em 2016, a propósito do lançamento do single com o Maze, falavas com o Rimas e Batidas sobre o LongPlay 2, um trabalho que estaria para breve. “A Sombra dos Passos” é o segundo avanço desse disco?

Este novo tema vai estar presente no disco, mas a versão que será incluída no disco poderá não ser esta. Essa é que é a grande incógnita. Neste momento existem poucas barreiras à criação e à forma como disponibilizas a tua música. Isso trouxe vantagens e desvantagens como é óbvio, mas, na minha opinião, e desde que exista abertura criativa nesse sentido por parte de todos os intervenientes, os singles divulgados não necessitam de ser obrigatoriamente as versões que constam no disco.

Também falaste de vários convidados como Milton Gulli, Sensi, Maze, Elizabeth Pinard, Filipe Gonçalves, Tekilla, Kilu, Gonçalo Malafaya e Jake Million. Existiram mudanças na lista de participações?

O problema da nomenclatura é que mais tarde pode deixar de corresponder à realidade e aqui é um pouco isso ou seja, em grande parte continua igual, mas por outro lado existem algumas participações agendadas inicialmente que não foram possíveis de realizar por nada mais do que alguma falta de disponibilidade ou incompatibilidade em relação aos instrumentais disponibilizados para este trabalho. Por esse motivo, agora sou mais reservado nesse tópico e, à medida que o trabalho for avançando, vou apresentando novos nomes.

O convite ao João Tamura para entrar neste novo single é sinal que continuas a acompanhar os novos talentos do rap nacional. Quem é que são os teus favoritos na nova geração?

Continuo a acompanhar o rap nacional. O hip hop faz parte da minha génese e foi, sem dúvida, uma cultura que abriu os meus horizontes em termos de conhecimento musical. Foi a partir daqui que descobri a música afro-americana, comecei a mergulhar nas fontes do blues, soul, funk, afrobeat, e moldou, sem dúvida, a minha forma de composição. Tenho um grande respeito por esta cultura que agora pertence às novas gerações. É importante evoluir e por esse motivo já não mantenho a mesma ligação que tinha anteriormente com o hip hop nacional, mas mantenho um pé no rap que continua a inspirar-me e aqui entra o João Tamura, fantástico como escritor e pessoa, mas também original e é isso que procuro agora: a originalidade dentro de um universo de cópias. Mesmo estando mais dedicado a explorar outros caminhos, outras fusões musicais, GROGNation, Phoenix RDC e Kappa Jotta são talentos a manter debaixo de olho.

Já existe uma data de lançamento para o disco?

Como forma de gestão do meu tempo, sim, mentalmente tenho uma data de lançamento, que é lançar o mais rapidamente possível. É importante manter um certo nível de pressão para que as coisas aconteçam, caso contrário acabamos por focar em pequenos pormenores na concepção de um disco que só existem na nossa cabeça, mas data oficial não existe. Espero que seja 2018.

Nos tempos que correm onde reina o single, acho que devemos manter o conceito de álbum vivo, mas para isso acontecer e especialmente no segmento das compilações deste género, quem as produz tem de proporcionar uma viagem ao ouvinte, cativar a sua atenção. Para isso acontecer, todos os momentos no disco têm que ser planeados, o ouvinte tem que ser conduzido de início ao fim. Pelo menos essa é a minha perspectiva. De certeza que existirão outros ângulos de produção. No entanto, é aqui que podem começar a surgir atrasos na produção do disco, o que acaba por influenciar as datas de lançamento.

Por outro lado, tenho mais material para divulgar, algo que poderá empurrar o disco “oficial”mais para a frente. Tenho remisturas do volume anterior e dos singles entretanto divulgados para editar; um EP com o João Tamura – vamos iniciar trabalho brevemente; também alguns projectos na área da música soul nacional.

 


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