Kroniko: “O Estigma é um álbum diferente para vários sabores e gostos”

Kroniko acaba de lançar “Selva”, o primeiro single de Estigma, o álbum que sucede a Retrxpectiva. A produção do tema de avanço ficou a cargo de Prodlem, produtor que também trabalhou com o rapper no anterior trabalho.

Pronto para lançar o segundo álbum em dois anos, Kroniko explica-nos o significado do título deste single: “‘Selva’ é a palavra e o nome mais correcto que tenho para definir o mundo onde vivemos: a concrete jungle. No meu caso, esse mundo é o hip-hop, logo, à partida, estou a falar do movimento. É uma mensagem direccionada para quem respira isto dia e noite”, explica, antes de acrescentar: “faz parte do meu próximo disco, Estigma, que sairá este ano, em 2017. Elaborado nos estúdios Big Bit com o Beatoven nos decks, [Estigma] é o meu segundo filho com o carimbo FamilliBizno, que vem para fazer muito barulho.”

Se em Retrxpectiva rimou ao lado de SP Deville, Karlon, Bónus ou Bdjoy, no novo trabalho Kroniko conta com novos aliados, com especial destaque para um Justiceiro do rap nacional: “Posso adiantar que nomes como Kosmo, Landim e Mike El Nite, entre outros, fazem parte do meu cardápio de participações.”

Sempre com uma orientação trap nas produções em que rima, um dos formadores no curso de hip hop na Restart revela porque volta a recorrer ao produtor de “Selva”: “O Prodlem é uma pessoa cujo trabalho tenho acompanhado desde há uns tempos para cá e posso garantir que tem um mad flavour como produtor. Esteve envolvido no primeiro disco e neste é responsável por grande parte das produções”, explica, elaborando um pouco sobre as razões que o levam a escolher produtores como Beatoven, Holly ou SP Deville para o acompanhar: “Um produtor para mim não tem que ter muita coisa, não tem que ter este registo ou aquele. Tem que ter pranchas de surf, beats que oiço e automaticamente começo a surfar. Gosto de gajos versáteis que tanto te puxam um trap muita doido como te dão um boom bap muito suave que te faz dar a volta ao mundo em três minutos. It’s all about waves.”

Na primeira semana de Janeiro, o rapper reflecte ainda sobre o álbum lançado o ano passado e aponta diferenças para o que aí vem: “O Retrxspectiva foi um cartão de chegada, um regresso que já planeava há algum tempo. É um disco que fala do meu trajecto no hip hop e onde consegues perceber de onde venho. O Estigma é um álbum diferente para vários sabores e gostos. Olho para ele como um filme – entre thrillers e comédia, acho que vão poder encontrar um bocado de tudo”.