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Keso no Festival Terra do Rap #1

[TEXTO E FOTOS] Keso

 

O hip hop levou Keso, Maze e Denise até ao Festival Terra do Rap, no Brasil. O primeiro será o porta-voz do trio e irá contar, em exclusivo no Rimas e Batidas, as aventuras e desventuras nesta viagem por Terras de Vera Cruz. 

 


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Como sabem, o Maze, o Keso e a Denise estão no Rio de Janeiro, no âmbito do festival Terra do Rap, que, para além dos concertos dos mesmos, no dia 9, também serão responsáveis por uma série de actividades/palestras/workshops intitulada Caravana do Rap que acontecerão em 3 das mais emblemáticas favelas do Rio.

A primeira incursão deu-se no Complexo do Alemão, o aglomerado mais significativo de favelas do Rio, e começou com um pequeno imprevisto, se calhar não tão imprevisível, que foi a alteração do local da palestra por razões de segurança. Estava previsto o encontro realizar-se na biblioteca-parque, bem no topo do morro, mas um tiroteio pela manhã, que vitimara um morador, empurrou-nos para a vila olímpica. A vila olímpica do complexo do alemão, trata-se de um espaço servido por uma piscina, um pavilhão de desportos, uma pista de corrida, um campo de futebol e um skate park ao abandono. Ou seja, a população continua a utilizar o espaço mas sem qualquer tipo de manutenção e com graves marcas de vandalismo e desgaste.

 


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Uma sala descaracterizada – com algumas cadeiras de plástico, um espelho de parede e um amplificador – foi o lugar do encontro com os locais, jovens entre os 13 e os 25 anos interessados em rap, produção e “dança” hiphop. Além dos convidados portugueses, estavam também presentes o rapper e organizador Vinicius Terra, o produtor GoriBeatzz e o b-boy JpBlack, conhecidos representantes desta cultura no Rio. Após as apresentações individuais de cada um dos presentes, alguns bem nervosos e tímidos, a comunicação entre todos começou a estabelecer-se entre sorrisos e estranhezas de expressões lusas ou cariocas. As questões começaram a ser colocadas, e entre vários temas relacionados com a produção e escrita do rap, chegamos também à conclusão que a musica portuguesa continua a não chegar ao Brasil, não acontecendo felizmente o contrário. A conversa não durou mais de 2 horas, o ambiente estava muito tenso em torno da vila olímpica, onde se ouviam estrondos ensurdecedores e o barulho de milhares de pessoas nas suas rotinas doidas, pessoas estas que certamente sabem do pouco que a vida vale.

Amanhã nasce um novo dia para a lusofonia na comunidade de Santa Marta.

 


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