João Tamura lança primeira parte do álbum de estreia no início de Outubro

[TEXTO] Ricardo Farinha [FOTO] Direitos Reservados

Já foi há alguns anos que João Tamura se começou a apresentar no complexo e multifacetado mapa do hip hop português. Este rapper lisboeta, que também é fotógrafo, sempre sobressaiu pela sua veia mais poética. Aliás, foi pela escrita que Tamura se começou a expressar. A música — e, em particular, o rap — tornou-se depois, de forma natural, o veículo ideal para expor os seus pensamentos, ideias e sentimentos. O seu primeiro EP, Hokkaido, inteiramente produzido por Holly, foi lançado em 2016.

Três anos depois, chega o seu álbum de estreia, que se vai dividir em vários actos. O primeiro chama-se Singapura, foi composto ao longo do último ano e meio e vai estar disponível, tanto em formato físico como digital, a 2 de Outubro. Tem cinco faixas e Miguel Ropio é o único convidado que partilha o microfone com João Tamura, além de também tocar guitarra e baixo neste projecto. Ropio, que já tinha colaborado com Tamura no passado, é ainda o responsável pela editora independente Discos Distopia, pela qual vai sair este Singapura — cidade-estado asiática que Tamura visitou durante o processo criativo deste álbum e que o marcou.

Este disco conta com beats de Holly, txmmy e Sien, além de sons de guitarra de Vasco Completo, colaborador do Rimas e Batidas, e scratch de DJ Link, ele que gravou, co-produziu, misturou e masterizou a grande maioria deste álbum no seu estúdio. Em baixo, o Rimas e Batidas desvenda ainda em exclusivo a capa deste primeiro acto. 


Ricardo Farinha

Ricardo Farinha

Jornalista. Colabora desde os 18 anos com várias publicações culturais — as rimas e batidas sempre foram inerentes à vida.
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