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Texto: ReB Team
Fotografia: Shareif Ziyadat/Getty Images

O rapper nova-iorquino tinha retirado a sua discografia do serviço em 2017.

Jay-Z está de volta ao Spotify

Texto: ReB Team
Fotografia: Shareif Ziyadat/Getty Images
No dia em que comemora o seu 50º aniversário, Jay-Z volta a disponibilizar a sua discografia no Spotify. A boa nova foi dada esta madrugada no Twitter pelo serviço de música digital. Álbuns mais recentes como 4:44 e Magna Carta… Holy Grail ou clássicos como The Blueprint, Vol.2 … Hard Knock Life, Reasonable Doubt e The Black Album foram retirados da plataforma em Abril de 2017 — dois meses depois o último álbum de Shawn Carter era lançado. Uma manobra comercial que, muitos acreditam, teve o intuito de levar mais assinantes para o seu Tidal. No final de Novembro, o professor Michael Eric Dyson editou JAY-Z: Made in America, biografia em que, ancorado nas aulas que deu na Universidade de Georgetown nos últimos 10 anos, reflecte sobre a obra e o legado do artista. Na crítica publicada no ReB, Rui Miguel Abreu escreveu rasgados elogios ao longa-duração produzido por No I.D.:
“Para lá do bom gosto expresso na escolha dos samples, há que referir a absoluta classe do trabalho de No I.D., nada interessado em reinventar a roda, antes aplicado com toda a concentração em desenhar as bases ideais para o flow seguro e extremamente musical de Jay-Z. Neste momento de encontro com o mais fundo de si, Jay abdicou do zeitgeist, colocou de lado qualquer tentação de soar ‘contemporâneo’ e preferiu o rigor boom bap de beats carregados de significantes pedaços de passado. Jay está, no fundo, a rimar sobre a sua própria memória, sobre o seu próprio DNA, sobre a sua própria vida já que, certamente, quando chega a casa depois de mais um dia no escritório, quando percebe que está sozinho com os seus Picassos na penthouse porque Beyoncé está algures na Europa para um concerto, com a filha já deitada, não há-de ser Drake ou Kanye, Future ou Kendrick que o homem põe a tocar na sua aparelhagem topo de gama, antes um qualquer clássico de Miss Simone ou de Stevie. A música certa também nos carrega de regresso a casa. E 4:44 foi, afinal de contas, a hora em que Jay-Z acordou para a vida que o espera daqui em diante. Ao olhar, com a ajuda de No I.D., para o passado, Jigga reinventou o seu presente e garantiu que o vamos ouvir quando o futuro mais longínquo chegar. Este é um disco que vai ficar para as próximas gerações. Este é o disco que Shawn Carter quer que os seus filhos ouçam daqui a 20 anos.”

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