iZem: “Acho que a Enchufada e a Príncipe estão a enriquecer a paleta rítmica da música de dança”

[FOTO] Marton Bodo

iZem vai editar o seu próximo EP, Beni Lane, pela Enchufada. Na sexta-feira passada, o produtor francês, a residir em Portugal, lançou o single de avanço do curta-duração, que sai no dia 29 de Junho.

A relação com a editora em que despontam nomes como Branko, PEDRO, Dotorado Pro e Rastronaut foi cimentada durante os últimos anos. À conversa com o Rimas e Batidas, Jérémie Moussaid Kerouanton levantou o véu sobre as bases desta ligação: “O pessoal da Enchufada tem-me convidado para tocar em vários eventos — as Hard Ass Sessions, o NOS Alive e o Lisboa Dance Festival. Aí conheci o pessoal todo e começámos a trocar demos e ideias. A Enchufada fazia partes das editoras com que sempre quis trabalhar. Acompanho o seu trabalho há mais de 10 anos.”

Em 2013, iZem mudou-se para Lisboa e começou a beber da música electrónica com vocação afro que ganhava cada vez mais força no panorama musical português (e internacional). Ouvindo o sucessor de Hafa, o seu álbum de estreia que saiu pela Soundway Records, é perceptível a influência que projectos como a Príncipe e a Enchufada tiveram nestas canções novas. “Seguia a cena daqui ainda antes da mudança para Lisboa. Um amigo que morava cá mandou-me o primeiro disco de Batida, Dance Mwangolé, há quase 10 anos e isso foi uma grande influência para os meus DJ sets e para minha maneira de produzir. Venho do hip hop e do crate digging, por isso o uso dos samples do Pedro Coquenão foi uma boa introdução a esse som. Comecei a tocar coisas da Enchufada nessa época também. Vou acompanhando essa malta toda e, desde que cheguei aqui, também recebi muita influência dos sets do pessoal da Príncipe. Lilocox e Maboku em particular. Cheguei a tocar com o Maboku na Alemanha e, claro, muitas vezes com o pessoal da Enchufada. O meu novo EP recebeu muito dessa influência, sem dúvida”, revelou o músico, aproveitando também para reforçar o peso de todo este movimento sónico: “Acho que esta malta está a enriquecer bué a paleta rítmica da música de dança. Essas labels têm trazido um tipo de síncope e swing que fazia falta a muitas pistas de dança. O corpo dos clubbers precisava disso!”

 


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