Holly: “Tocar no Coachella era um dos meus principais objectivos para este ano”

[TEXTO] Alexandre Ribeiro [FOTO] Blackspace Studios

Em Abril, Holly vai actuar na segunda semana da edição anual do Coachella, uma apresentação incluída na programação da curadoria Do LaB.

Miguel Oliveira continua a subir a pulso no mercado internacional — fez a sua primeira bus tour pelos EUA em Janeiro, por exemplo –, o que não o impediu de colaborar com o talento nacional: este ano já deixou a sua marca no álbum de estreia de ProfJam.

Aos 24 anos, o produtor das Caldas da Rainha vai-se juntar à restrita lista de portugueses que teve a oportunidade de tocar no badalado festival californiano. O ReB aproveitou o anúncio para trocar algumas mensagens com Holly e perceber o momento profissional que está a viver.



[O convite para tocar no Coachella e a lista de objectivos]

“Partiu um bocado de ambas as partes. Tocar no Coachella era um dos meus principais objectivos para este ano e partilhei isso com a minha equipa. Quando abordámos o Coachella quanto a isso, eles também já estavam interessados, por isso foi super natural.

É engraçado porque era um objectivo meu para este ano, sem dúvida. queria que com 24 anos fosse ao Coachella tocar pela primeira vez. Claro que acaba por não ter tanto impacto como se estivesse no line up principal ou noutro palco maior, mas este ano só queria mesmo ir lá tocar pela primeira vez e riscar isto dos meus objectivos anuais.”

[A preparação para a apresentação no festival e a inclusão de música portuguesa]

“Ainda não pensei muito no meu set, mas sim, sem dúvida, que isso vai fazer parte. Talvez tocar cenas minhas que tenho feito com pessoal português que ainda não saíram ou [até de] outros. Ainda não pensei muito no meu set porque, para ser honesto, não estava a acreditar que ia tocar lá e queria ter a certeza que o line up era anunciado para começar a pensar nisto [risos]. Por isso, agora sim, é altura de começar a pensar no meu set e a preparar tudo!”

[O balanço dos primeiros meses de 2019]

“Tem sido engraçado. Em Janeiro fiz a minha primeira bus tour pela América, que foi uma experiência brutal. Foi fazer o Miguel de 16 anos super contente, basicamente [risos]. Depois disso fui a Cuba uns dias e fiz mais uns gigs e festivais aqui pela Califórnia/SXSW, etc. Agora tenho um mês para aproveitar para juntar-me com outros produtores/músicos e fazer música, mas até agora tem sido um bom início de ano. Espero que os próximos meses sejam 10x melhores e mais ocupados!”