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Fotografia: Direitos Reservados
Publicado a: 13/03/2026

A experimentação ficou mais refinada.

Herlander: “Agora sinto que não tenho de gritar para me fazer ouvir”

Fotografia: Direitos Reservados
Publicado a: 13/03/2026

O universo de Herlander lembra um mundo de fantasia, onde as cores e as texturas se encontram com o seu timbre hyperpop. E não é por ter tido na festa de lançamento de CÁRIE insufláveis e piscinas de bolas, gomas, chupa-chupas e sandes de pão de forma com sabor àqueles aniversários da nossa infância. É através deste imaginário que ficamos a conhecer a sua realidade.

Após ter surgido no seio da Troublemaker Records e circulado durante alguns anos pelos corredores mais recônditos da música portuguesa, alcança agora um patamar de maior notoriedade ao ligar-se à Sony Music Entertainment Portugal para editar a sua primeira mixtape. CÁRIE está disponível desde o dia 6 de Março e Herlander irá apresentá-la ao vivo na Casa Capitão no próximo dia 18 de Abril. 



Passaram alguns anos até chegares a este lançamento. Achas que “adultaste” em disco? 

Ah! De-fi-ni-ti-va-men-te, 200%. Eu acho que mesmo antes da “deixa-me em paz” eu estava a fazer músicas super layered, a não ter tipo 100% da noção de como trabalhar essas camadas, porque estava a fazer mix and master dos meus próprios projetos. Então eram layers upon layers, 200 tracks de layers de instrumentos, 200 tracksde melodias, harmonias… e depois não conseguia trabalhar tão bem isso.  E acho que neste projeto, por exemplo, a voz está muito mais direta, é muito mais maduro no sentido em que é quase uma simplicidade que não precisa de se dificultar para dizer o que precisa de dizer e para ser um statement. Enquanto que quando era mais novo — eu acho que toda a gente can relate to this — tu sentes que tens de fazer um statement ao ser um pouco mais outlandish e um pouco mais loud. Parece que agora sinto que não tenho de gritar para me fazer ouvir. É tipo, eu vou falar e eles vão ouvir. Então sinto que estou muito mais mature.

E só a nível musical ou a nível pessoal também? 

Honestamente, espero que o pessoal, I don’t know! [risos] Eu sinto que negligencio um pouco o pessoal para dar ao musical, mas acho que sim. 

Porque depositas muito de ti na música e sobra pouco para ti próprio? 

Sim, opá… Eu comecei a trabalhar neste projecto há dois, quase três anos, e algumas músicas já tinham quatro anos, outras já eram de 2020… E sempre que acordo de manhã vou para o PC trabalhar. Ou seja, não havia muito uma cena do tipo: “Tenho de priorizar a minha mental health, tenho de dar atenção a mim próprio.” Era muito: “Não, isto tem de acontecer, isto tem de acontecer.” E eu acho que um chunk maior da minha vida é consumido pela música mais do que eu penso… Quando actually precisas de… maybe therapymaybe tipo, tira um dia para ti próprio! 

Porque não ambos? 

Honestly, eu acho que o balanço, like, I need to find that out, where is it

E achas que é difícil, por exemplo, encontrar o equilíbrio entre a partilha honesta e a exposição pública do campo privado? 

Acho que estou a tentar… A partilha honesta para mim sempre foi fácil através da música, mas quanto à exposição pública nunca me senti assim tão confortável, mais em relação a mostrar a minha personalidade em campo. Acho que também vai um pouco de acordo com o que eu estava a dizer há pouco de negligenciar o meu pessoal para dar à minha música. Quando lanço música é tipo: eu já disse tudo o que eu tinha a dizer. Enquanto que ao seres também artista tu queres que as pessoas conectem contigo e queres mostrar um pouco mais da tua personalidade e falar. E nessa parte eu sou super mau, porque eu sou muito introvertido. Não parece, mas sou. E fico sempre um pouco “oh my god!” Tenho de ir ao Instagram, tenho de falar com as pessoas, I need to get to know them. Então é uma viagem um pouco… Oh my god, eu não quero que ninguém ouça a minha speaking voice. Eu não quero ligar a câmara e ficar lá tipo… “Hi, guys!” É uma luta mais interior, mas depois faço e gosto. Há pouco tempo fiz uma cena de perguntas no Instagram e eu estava dreading fazer isso, eu estava tipo: “Oh my god, ninguém vai fazer perguntas, eu vou odiar isto, eu não quero nada responder a nada. E quando fiz eu estava do género, this is so fun! Podia fazer isto everyday.  

Fake it ‘till you make it. 

É a minha cabeça. Eu acho que fico só na minha cabeça. Eu trabalho com o Gonçalo, que também trabalha na Sony, e ele diz sempre: “Sai daí!” E puxa-me para sair da minha cabeça. É uma das pessoas que me puxa para sair mais da minha casca e mostrar mais da minha personalidade e lembrar-me que eu também sou uma pessoa além de ser músico. Eu acho que esse é o challenge agora. 

E achas que, de alguma forma, a tua persona artística acaba por se fundir com o teu eu? Achas que elas se moldam uma à outra ou está tudo uma grande misturada?  

Eu acho que está tudo muito misturado. É confuso, porque há um blur de uma linha de tempo e de prioridades. Sei lá, é uma coisa bué pequena, mas eu às vezes esqueço-me que tenho de comer, por exemplo. Eu acordo e vou directamente para o PC. De repente são quatro da tarde e ainda não comi nada. Isto, metaforicamente, respondendo mais à tua pergunta, o artista e a pessoa no everyday basis são muito um… Mas isso também consegue ser um problema, no sentido em que às vezes eu fico meio tipo, “a minha existência é isto, então eu vou fazer isto e é a prioridade sempre.” Eu nunca senti que precisava de ter um alter ego para conseguir performar e estar num espaço como artista, porque sempre me senti muito artista. Mas acho que estes anos foram muito de aprender e pensar: “Ok, mas além de artista tu também és humano, tenta ser humano um bocadinho. Sai do computador.”

Live a little. 

Exacto, vai ter os teus amigos. Pára de dizer não a tudo. Estás em casa há 7 dias. 

E o teu alter ego ajuda-te a sair da tua introversão? 

Eu acho que não. Como eu estava a dizer, não sei se tenho um alter ego muito vincado. Eu acho que… finjo muito. Eu sou muito bom a fingir que sou extrovertido. Porque quando estou à frente de alguém é tipo: “Ok, I have no other choice, let’s be besties right now!” Mas também foi de aprender desde novo. Eu cresci no Seixal e era tipo o artsy weird kid, a vestir as coisas mais bizarras, a ser bullied na escola. Então sentia sempre que tinha de overcompensate e ser tipo class clown de certa maneira e ser sempre bubbly e dizer piadas. Eu metade da minha vida acreditava que era extrovertido até perceber que isso era uma performance da minha parte vinda também de trauma.  

Um coping mechanism. 

Yeah, um coping mechanism. E à medida que o tempo foi passando, mesmo os meus amigos mais chegados diziam: “Tu és bué chill. Tu actually és bué chill. Quando estamos com bué gente tu estás bué like bla bla bla, mas tu és actually uma pessoa bué chill.” E com essas coisas também fui percebendo quem são as pessoas com quem eu me sinto seguro, com quem eu não sinto a necessidade de estar a performar para elas. Porque é que eu sinto que preciso de fazer isso para outras pessoas? Então é também perceber e abraçar o ser introvertido, mas não de uma maneira limitadora em que eu fico mesmo introvertido, tipo you’re not gonna deal with people. Eu tenho de lidar e consigo lidar, mas se eu tivesse de escolher, vou lançar música e nunca falar com ninguém… AmazingAmazing

Há pouco disseste que quando acordas vais directamente para o computador. Achas que és um bocadinho tipo workaholic ADHD? 

Os dois, absolutelyAbsolutely muito workaholic ADHD. Eu acordo literalmente para o computador e isso não ajuda, porque trabalho em casa most of the time. Na Sony eles são incríveis. Dizem: “Precisas de um estúdio, you need a space.” Mas deram-me sempre a capacidade de fazer as minhas escolhas e de não me tirar essa DIYness do meu processo. Porque eu preciso sempre de estar, bem… in my space, in my zone, a fazer as minhas coisas. Mas isso também consegue ser mau, porque eu acordo e a minha secretária está ali e a minha cama está aqui. 

Não há bem uma definição entre o espaço pessoal e o espaço de trabalho. 

Exacto. Eu fico muito workaholic ADHD no sentido em que o meu reflexo mental vai ser: vou sentar-me nesta secretária e abrir o Ableton, vou fazer alguma coisa hoje, vou gravar alguma coisa. E depois, de repente, já estou abstraído nesse universo. E depois já estou no meu móvel por mais duas horas e depois já estou a dormir outra vez. Preciso de melhorar.  

Estavas a falar de não teres perdido essa DIYness agora que estás com uma major label. Sentes que te deu mais recursos para poderes fazer e ser aquilo que queres? 

Eu senti que podia fazer a mesma coisa com mais recursos, which is like so weird, porque é diferente da experiência que sempre me disseram que eu iria ter quando fosse assinado. Porque a Sony sempre foi: “Faz o que tu quiseres. Nós vamos dar a nossa opinião, mas a last say é tua. Tu vais fazer as tuas coisas and we’re gonna have to back it up.” Eles sabem que eu sou expressivo e super loud about my opinions e não consigo fazer uma coisa que eu não gosto. E também não estamos muito numa era artística em que é beneficial para artistas serem manufactured no sentido de uma label criar a identidade do artista e desenhar como o artista tem de estar. Acho que se tem mais a perder com isso. Eles deram-me sempre liberdade. E mesmo a opção de ter pessoas a mixar o projecto. 

Deu-te mais liberdade para te poderes focar noutras coisas?  

Sim. No processo criativo. Antes era impossível, porque estava a fazer uma música e já estava a pensar como é que eu vou mixar isto.  

E podes sempre dar o teu input à mesma.  

Exacto. Sempre. O Fabrício, que fez o mix and master, estava a ouvir-me todos os dias. Ele mandava uma coisa, eu mandava-lhe uma lista de pontos, tipo: “Muda isto e muda isto. Faz isto.” Mas é bué importante poder só focar-me na parte criativa, porque antes não podia. Por exemplo, tinha de me stressar com fazer um vídeo, com mixar, tinha de me stressar com alguma coisa. E agora, se há alguma coisa que a Sony me ofereceu, foi mesmo a habilidade de ficar focado na minha música. “Faz a tua cena and the rest we can take care“. É bué bom. 

E porque é que quiseste que CÁRIE fosse uma mixtape e não um álbum? 

Historicamente, uma mixtape vem muito das minhas raízes. Eu cresci na Arrentela e havia uma cultura de mixtape enquanto eu crescia que também queria honrar neste projecto. Acaba por ser uma coisa que vai um pouco de volta para as ruas, de quando eu era miúdo e os sons que eu ouvia quando estava a crescer, misturado com os sons do meu upbringing. Eu venho de um upbringing muito misto. A minha mãe sendo portuguesa, o meu pai sendo angolano, e sentir essas duas culturas super vivas. Depois os meus amigos na escola, o que é que eles estavam a ouvir, o que é que eu individualmente estava a ouvir e depois o que o meu pai me punha a ouvir. Queria honrar isso, porque quando penso em mixtape, penso em mistura e é isso que é o projecto: as músicas são super diferentes umas das outras, nada a ver, categorias completamente diferentes. It feels like they’re tied to each other in a way, which is beautiful. Tipo, tu ouves a identidade, em todas as músicas ouves e “esta música é do Herlander”, mas são super diferentes e também foram escritas em momentos muito diferentes. Uma música foi escrita em Dezembro, outra foi escrita em 2020, então para mim a mixtape vinha mais dessa cena de agora vou fazer um álbum e isto é super conceptual. Um álbum beginning to end coeso, a tentar forçar uma narrativa. Eu fiz este álbum e está nesta ordem porque tem esta história. Este projecto foi tipo vómito, vómito, vómito vómito, vómito, e eu preciso de pôr isto tudo compacto e pôr um laço em cima, porque para mim simboliza um começo de uma coisa. 

E conseguiste convergir todas as tuas influências, todos os teus géneros? 

Era isso, o poder fazer isso também, porque as músicas são bem diferentes. Eu lembro-me de estar a falar com alguém e eles terem dito: “Não sei como é que tu vais juntar estas músicas.” De repente tens uma bossa nova inspired song, depois tens uma kizomba, um kuduro…  

“Então vou chamar-lhe uma mixtape.” [risos] E que histórias contas nela? 

Bué histórias. Cada música tem um início e um fim, contrariando a ideia de álbum onde a primeira música começa a história e a última música a acaba. Eu diria que todas as músicas têm tipo esse início e fim e não tem essa lealdade ao álbum. Por exemplo, a música mais recente que eu fiz é a número seis ou cinco, e a mais antiga a mais antiga é a nona. Estão todas aleatórias, mas obviamente tem um bom flow de tracklisting

Em termos de lírica, há histórias de heartbreak, há histórias sobre apaixonar, há histórias sobre crescer… Eu também gosto de escrever, por exemplo, love songs, mas que não são love songs para uma pessoa em concreto. Posso estar a falar de mim próprio, ou tipo for my child self. Histórias que também ficam up for the interpretation da pessoa que as for ouvir. 

Porque é que este disco é uma homenagem ao teu pai? 

Opá, o meu pai. O meu pai… ele deu as tools, ele experenciou de tudo. Cresceu em Angola, em guerra, depois foi para a guerra lutar, depois emigrou para aqui, depois teve quatro filhos de seguida. E o meu pai também era musical, ele queria fazer música também, mas obviamente sendo um imigrante em Portugal nos anos 90 e ao ter quatro crianças logo de seguida não teve essa oportunidade. Mas eu queria dedicar-lhe este projecto, porque para mim é simbolicamente generation wise. Eu consigo fazer as coisas que eu estou a fazer e estar no espaço em que eu estou porque ele sacrificou a vida dele. O poder, o talento dele, todas as coisas que ele não podia fazer porque tinha de trabalhar para sustentar os filhos. Sendo ele imigrante e descendente angolano é powerful para mim conseguir fazer essas coisas e poder dizer ao meu pai: “Olha, estou a fazer música, é uma coisa que tu querias fazer e que eu consigo fazer, obviamente, because of you.” E ele deu-me todas essas tools, esses CDs, essas músicas, esses genres que me influenciaram até agora. 

Ele está tipo bué orgulhoso? 

Eu não faço ideia! [risos] Eu não mostro nenhuma coisa ao meu pai. Ele ouviu-me pela primeira vez na entrevista que eu fiz na Mega Hits. Eu liguei-lhe e disse: “Olha, vou fazer uma entrevista na Mega Hits, liga a rádio.” Eu nem sabia se ele ia ouvir ou não. Mas ele ouviu e ficou tipo: “Estou muito orgulhosos de ti…” E o meu pai não é nada uma pessoa de ser vulnerable. Há um momento ali no álbum em que ele fala um bocadinho, no fim da décima música, que é a música mais antiga, a “24”, em que ele está ali a dar-me uma pep talk e aparece lá o áudio dele a falar. 

E mostraste-lhe?  

Não! 

E os direitos do autor?  

[risos] Opa, honestly, os direitos do autor estou a pagar com o facto de ele ter raised such such a musical kid. Tipo, a culpa foi dele. 

E quais é que são as novidades sonoras neste trabalho e o que é que mudou no teu processo criativo? Para além da parte da masterização sobre a qual já tinhas falado. 

Honestamente, estou bem a abraçar a parte da popness side of it all. Eu já tinha um som obviamente pop, mas muito experimental. E neste projecto estou bem, tipo, faço algumas keys, mas continuo super Herlander, super esquizofrénico e experimental na mesma. Mas estou a experimentar em paletas que eu não tinha experimentado. Tudo é bué fresh e novo — tudo. Não há uma música que eu sinta que eu já tenha feito, então vai ser tudo pretty much novidade.  Acho que foi mesmo poder simplificar, poder sentir que não tenho de fazer this Mozart, “Bohemian Rhapsody” kinda thing. Eu estava sempre: “Preciso do meu ‘Bohemian Rhapsody’, tem de começar aqui e acabar ali.” E chegar ao fim do dia e dizer: “Ah, isto foi muito fácil de terminar, tenho de adicionar algo aqui para fazer isto ainda mais complicado.” Acho que isso foi o que deu mais paz, a habilidade de aceitar as coisas como elas são, isso deu-me uma boa clareza criativa. 

E melhorou a tua relação com o perfeccionismo? 

Sim… Este projecto foi o teste ao meu perfeccionismo. O que estava a falar do Gonçalo, que trabalha na Sony, é que ele sempre me puxou bué a ser imperfeito. “Herlander, ‘bora, aceita, vai, caga nisso.” E eu sou a pessoa que fica bué: “it’s not ready“. E ele lembra-me: “This is your first project, não é o fim da tua carreira. Aceita que é amazing so you can move on para fazer outros projectos, não tentar pôr todas as ideias que tens na cabeça num projecto. You can save some ideas for the next project.”

Em vez de fazer 200 faixas. 

Eu literalmente já eu estava nas 60 músicas, e mesmo assim estava: “Não, não, ainda não estamos lá, ainda não temos a música.” Just let it go, let it go. E acho que me ensinou que o perfeccionismo é uma maneira de justificar o teu medo de actually being out there, de estar exposto. Era uma arma, mas que também me enganou. As pessoas têm de materializar mais os projectos. Tenho de parar com essa ideia de que não está acabado. Não, não está perfeito. Like, who cares

Isso reflete inseguranças também, não? 

Yeah, 100%. Eu acho que vem bué dessas inseguranças, que é bom no sentido em que you’re just like feeling very self conscious. Uma coisa que também mudou bué no meu processo desta vez foi mostrar as músicas a pessoas. 

A meio?! 

A meio! Ainda no meu último projecto eu ficava tipo: “Não vais ouvir até estar acabado.” Agora estou a trabalhar numa música e é bom ter a percepção de fora, ter a percepção de outras pessoas e de como eles vêem o que está na minha cabeça. Para eles, se calhar, já é uma coisa incrível, então faz-te ver as coisas de forma diferente. 

Reduzir o ruído. 

Completamente. Life-changing

E quais são as portas que se vão abrir agora com este lançamento? 

Eu não faço ideia! Eu estou bem a tentar ir sem nenhuma expectativa. Sabemos que Portugal é uma indústria muito mais pequena do que qualquer outra. O português de Portugal também é bem limitado, em termos de o nosso português não ser exportado para o Brasil, enquanto que obviamente o Brasil consegue ser importado para aqui. Então… how many people are gonna be into this project? Eu vejo a nova geração que não está necessariamente a procurar artistas portugueses, mas eu confio muito nestas músicas. Eu confio nestas músicas e vou estar pumping the shit out of them. Seja via TikTok, Instagram… Eu vou literalmente estar pumping them até sentir uma certa satisfação com essa resposta. Também lançámos agora o “modo incógnito” e a resposta está a ser boa, which is amazing. Mas eu sou sempre hungry for more, quero mais, let’s gowhat’s the next stage? Por isso eu não faço ideia, obviously no expectations, porque eu também acho que it’s a reflection. E eu digo sempre: tu podes ter a música mais incrível do mundo e lançar a música mais incrível do mundo, mas se não arranjares uma maneira de promover tua música, ou seja distribuir a tua música ou relembrar as pessoas para ouvir a tua música… Não vai chegar. Agora este álbum pode mudar alguma coisa; tendo notoriety é uma possibilidade ficar mainstream

E qual é o papel da Troublemaker e quais são os laços que se mantiveram aí? 

Oh meu Deus! Esta é a melhor pergunta de sempre. Eles fizeram parte dos anos formativos do meu começo a fazer música. Eu e o Bruno [Phoebe] e nëss somos amigos até agora. Pessoas que estiveram lá comigo a abrir as portas. Eu lancei um projeto em 2018 and I had no idea what I was doing and it sounds crazy mixing that projectSounds insane, as músicas são inaudíveis, até apaguei algumas da Internet, you’re never gonna find them. Mas foram anos muito importantes com a Troublemaker. Eu lancei música antes de os conhecer e conheci-os através desse projecto… E eles abriram-me tantas portas! Fiz bué shows com eles, estivemos a tocar nas mesmas venues e eu e nëss tocávamos nos mesmos sítios, fazíamos noites no Crew Hassan, Musicbox, etc. Era bué like, actuávamos anywhereAnywhere em Lisbon e isso trouxe-me relações, portas abertas… E na verdade eu amo essa mentalidade de hustle. E mesmo agora falar de fazer concertos, eu fico a lembrar-me desses tempos. Porque o ano passado eu só actuei no NOS Alive e este ano ainda só tenho o concerto marcado na Casa Capitão para apresentar este álbum, mas estou bué do tipo: “Now, we’re gonna have to go to the ground.” Vamos tipo… 

Fazer um throwback. 

Vamos fazer um throwbacklet’s go! Nós temos de ir para as venues mesmo pequeninas. If I have to, tipo, actuar numa sala, mesmo um cubículo, I will. I don’t care if I’m signed to Sony. Então, Troublemaker forever, foreverHonestly, my people


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