Helado Negro, Sinkane e Ady Suleiman juntam-se ao cartaz do Super Bock em Stock 2019

[TEXTO] Pedro João Santos [FOTO] Direitos Reservados

No fim-de-semana de 22 e 23 de Novembro, descer e subir a Avenida da Liberdade é um imperativo. Depois da sua reaparição em 2018, substituindo o Vodafone Mexefest, o Super Bock em Stock continua a anunciar nomes para a sua próxima edição. O novo lote de confirmações conta com Sinkane, Ady Suleiman e Helado Negro — que se juntam a Viagra Boys, Curtis Harding ou Nilüfer Yanya.

Sinkane — nome profissional de Ahmed Gallab — começou por tocar bateria para outros artistas, incluindo Caribou, antes de se firmar como um nome proeminente com a sua amálgama sonora de pop sudanês, free jazz, shoegaze e muito mais. Tendo em Maio último mostrado Dépaysé, um álbum cândido sobre a imigração, o artista consolidou-se ao lançar os discos SinkageMarsMean Love e Life & Livin’ It, que deverão integrar o repertório da sua prestação no Super Bock em Stock. Em entrevista à NPR, dizia sobre uma das canções-destaque no novo álbum, “Ya Sudan”, que aborda o regime totalitário de Omar al Bashir: “Depois do ‘Muslim ban’ e da eleição do Trump, comecei a pensar: ‘Quem sou eu? E qual é a minha verdadeira identidade?’

As raízes do som de Sinkane são, em parte, coincidentes com os de outro nome agora acrescentado ao cardápio do festival de Inverno: Ady Suleiman. O músico natural da cidade inglesa de Grantham, com ascendência da Tanzânia, canalizou a sua inspiração principal de Jimi Hendrix em música que veio a terreiro no despontar de uma nova cena soul. Foi reconhecido pela BBC e os Worldwide Awards e acompanhou nomes como Michael Kiwanuka ou Lianne La Havas em digressões mundiais — o que se traduziu também em pressão e ansiedade, motivos centrais no seu primeiro disco de originais Memories. Lançou recentemente o single “Strange Roses”.

Finalmente, um dos nomes mais aclamados deste ano faz a sua estreia em Portugal. Roberto Carlos Lange adoptou o nome Helado Negro e com ele assinou uma já prolífica discografia difícil de categorizar: a Pitchfork enquadra-o como “synth-folk cósmico”, uma descrição apta para o pano de fundo suave e luminoso que envolve as ruminações confessionais do músico — de que é maior exemplo o seu último disco This Is How You Smile — e a forma como se afirma orgulhosamente “Young, Latin & Proud” — retirado do igualmente notável Private Energy. O consumo da electrónica de Miami enquanto fã, a experiência académica em arte e profissional em design de som conduziram-no a uma carreira que se pauta pela sensibilidade, pela musicalidade e pelo enaltecimento da comunidade latina.

Além destes nomes, o cartaz do Super Bock em Stock conta com Viagra Boys, Curtis Harding, Balthazar, Ghostly Kisses, Kevin Morby e MEUTE. O bilhete único para os dois dias custa 45 euros, antes de aumentar para 50 euros aquando do festival.


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