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Aesop Rock ofereceu-nos um guia para The Impossible Kid

Aesop Rock lançou o seu sétimo álbum, The Impossible Kid, e voltou a demonstrar porque é um dos MCs mais respeitados do underground americano. O MC de Nova Iorque também produz – e bem – e é a par de El-P um dos segredos – mal-escondidos, admita-se – no borbulhante universo musical americano. A acrescentar a isto, Aesop Rock é também, garante a gente brilhante da Polygraph, o rapper com maior vocabulário, a uma larga margem de distância do clã Wu-Tang, por exemplo.

Para comemorar este lançamento Aesop Rock deixou um guia bastante útil no seu Facebook oficial para a compreensão das temáticas que aborda no seu novo trabalho e que nem sempre são fáceis de decifrar. O texto traduzido para português pode ser lido aqui em baixo:

 

“Mystery Fish” – “Esta canção é sobre um beco onde eu vivi em São Francisco por 7 anos. Um sítio selvagem mas cheio de belas memórias.”

 



“Rings” – “Esta é sobre os meus esforços falhados como artista visual e o sentimento por ter abrandado os meus estudos nessa área.”

“Lotta Years” – “Esta é sobre a observação da juventude de hoje e sentir-me velho.”

 



“Dorks” – “Esta é sobre a indústria musical, tastemakers, artistas, críticos e mensagens bombeadas para a comunidade por todos os canais relacionados. Isto lida com a divisão que eu vejo entre a arte, o artista, a imagem e como os media sobre música conseguem guiar as conversas mais do que os criadores.”

“Rabies” – “Esta é sobre viver nas florestas, sentir que olhos te estão a ver de dentro das árvores, sentir que te estás a tornar-te a floresta, guerra de tinta, barulhos estranhos, todas essas coisas boas.”

“Supercell” – “Esta é sobre as férias e escolher não ir para casa para ver a minha família. Fala sobre todos os tipos de pensamentos e diálogos interiores que acontecem durante essas alturas.”

 



“Blood Sandwich” – “Esta é sobre duas histórias da minha infância: uma fala sobre o meu irmão mais novo e a outra fala sobre o meu irmão mais velho.”

“Get Our of the Car” – “Esta fala sobre a morte de Camu Tao em 2008 e a adversidade que eu enfrentei desde então. Às vezes nós pensamos que estamos todos curados e seguimos em frente, mas um dia tu percebes que nunca vais lidar com a primeira perda de uma maneira que te impede de seguir forma produtiva nos anos seguintes.”

“Shrunk” – “Esta é sobre ir ao psiquiatra e tirar um ângulo engraçado da tentativa de retirar o mais possível do trabalho que ponho nessa área.”

“Kirby” – “Este é sobre a minha gata, Kirby.”

“TUFF” – “Esta é uma espécie da minha pré-terapia, perder o controlo e tornar-me um pouco extravagante. É aquele tipo de canção que fazes antes de dizeres a ti mesmo: “ok, talvez devesse pedir alguma ajuda”, mas não de uma forma negra e mais numa ideia dispersa e, esperemos, engraçada.”

 



“Lazy Eye” – “Esta é sobre a tentativa de realmente me controlar e tentar sentir bem sobre o que conquistei na música até agora – algo que é raro fazer. Foi escrita depois de uma longa e inspiradora conversa com o Chuck D sobre música, trabalho, diversificação e o reconhecer da importância de ser um artista.”

“Defender” – “Esta é sobre a tentativa de lidar com alguns assuntos não relacionados ao mesmo tempo. Existiram avistamentos de linces na minha zona, o que significou estar fechado com os meus animais e tal. Ao mesmo tempo estava a lidar com um conjunto de problemas pessoais e privados e a dividir o tempo a preocupar-me com eles todos.”

“Water Tower” – “Esta é sobre a vida dentro da morte, dentro da vida, etc. Fala sobre como todas as coisas vivas eventualmente voltarem para dentro da terra de forma equivalente. Pecadores, santos, peixes-dourados, tudo isso.”

“Molecules” – “Esta canção é sobre o sentir-me deslocado depois de mudar tanto. Isto fala da minha vontade de voltar para a casa na Costa Este num futuro próximo, mas também sentir-me inseguro sobre o que deixei lá.”

 

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